<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915</id><updated>2012-03-23T22:18:24.447-07:00</updated><category term='Notícias'/><category term='Artigos'/><title type='text'>PRESENTE SOL</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default?start-index=26&amp;max-results=25'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>95</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-2927220265688139517</id><published>2011-12-04T03:12:00.000-08:00</published><updated>2011-12-04T03:12:12.450-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>NOVA PRESENÇA FRANCISCANA - OFM NA AMAZÔNIA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="4" cellspacing="4" style="background-color: white; color: black;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" valign="top"&gt;&lt;span class="texto_menor" style="background-position: 0% 50%; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;30/11/2011&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" class="titulo" height="40" style="font-family: Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 18px; font-weight: bold;" valign="bottom"&gt;&lt;img border="0" height="308" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/instituicao/especiais/2011/amazonia/imagens/01.jpg" width="585" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" class="texto_principal_semtamanho style1" valign="top"&gt;&lt;table align="right" border="0" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; width: 300px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="400" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/instituicao/especiais/2011/amazonia/imagens/02.jpg" width="300" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="400" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/instituicao/especiais/2011/amazonia/imagens/04.jpg" width="300" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td&gt;&lt;img height="225" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/instituicao/especiais/2011/amazonia/imagens/05.jpg" width="300" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;Um percurso de alguns anos, com debates e reflexões em diferentes instâncias sobre o tema da Amazônia, levando em consideração a nossa presença histórica e os desafios atuais, nos impeliu a elaborar o projeto de uma presença renovada e com novas sensibilidades.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;O nosso Capítulo geral de 2009 optou por assumir o compromisso de um&amp;nbsp;&lt;em&gt;Projeto Integral na Amazônia&lt;/em&gt;&amp;nbsp;mediante o reforço da presença histórica, a criação de novas Fraternidades e uma rede de solidariedade em âmbito de toda a Ordem, da Família Franciscana e de outros grupos. Tal decisão capitular, de número 24, passou a ser denominado&amp;nbsp;&lt;em&gt;Projeto Amazônia&lt;/em&gt;&amp;nbsp;e que se situa em meio a outras decisões de caráter claramente missionário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O “&lt;em&gt;Projeto Integral&lt;/em&gt;” se compreende no sentido de tomar em consideração as riquezas da biodiversidade e da natureza, hoje agredidas sistematicamente, e a diversidade de povos e culturas que estão sendo ameaçadas. Trata-se de continuar anunciando o Evangelho na ótica franciscana às populações amazônicas, como se faz naquele território desde o século XVI, porém com um compromisso e uma atenção particulares para com a criação como casa de todos os seres e com o apoio às populações mais frágeis e ameaçadas. Neste contexto, a evangelização tem um vínculo obrigatório com a defesa dos direitos humanos e da própria natureza. “&lt;em&gt;É impossível aceitar que na evangelização se possa ou se deva descuidar da importância dos problemas, hoje tão debatidos, que dizem respeito à justiça, à libertação, ao desenvolvimento e à paz no mundo. Seria esquecer a lição que nos vem do Evangelho sobre o amor ao próximo sofrido e necessitado.&lt;/em&gt;” (EN, 31) O nosso Ministro Geral Frei José Carballo pede aos Ministros e Custódios da Ordem, em especial aos da América Latina, que criem nas suas Entidades a consciência sobre a importância da Amazônia para a humanidade e sustentem com frades idôneos a Igreja e as Entidades desta região em vista de uma presença franciscana significativa. (Introdução ao folder&amp;nbsp;&lt;em&gt;Presença Franciscana na Amazônia&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;O MOMENTO ATUAL DO PROJETO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No momento atual chegamos à constituição de uma nova Fraternidade com seis (6) missionários de diferentes países, entidades e culturas. São frades provenientes das quatro Conferências da América Latina. Cada um foi apresentado pelo seu Ministro Provincial ou Custódio ao Ministro Geral como candidato idôneo para esta missão. E cada um recebeu já a obediência do Ministro Geral. Um encontro em Quito, Equador, no fim de outubro e início de novembro deste ano de 2011, foi o ponto de referência para encaminhar a concretização desta nova Fraternidade na Amazônia. Tal encontro consistiu em reunir os candidatos para um primeiro momento formativo juntos. Houve a presença dos quatro (4) Presidentes das Conferências da UCLAF, do Animador Geral para a Evangelização, do Diretor geral do Escritório de Justiça, Paz e Integridade da Criação (JPIC), de um Definidor Geral para América Latina, de um missionário de longa experiência na região amazônica e dos seis missionários.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como primeiro passo foi feita uma longa partilha sobre as experiências missionárias de cada um, sobre as motivações e o compromisso em relação ao Projeto Amazônia. Depois foi apresentada a Memória do itinerário percorrido até aqui em relação a este Projeto. Seguiu-se uma ampla reflexão e discussão sobre a nova presença missionária na Amazônia, com a ativa participação de todos. Durante o encontro rezamos, celebramos, fizemos leitura orante da Palavra.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;Uma segunda etapa consistiu, em participar, no III ENCONTRO AMERICANO sobre JPIC, com acento reservado ao tema da Amazônia. Foram quatro dias muito ricos em partilha sobre as experiências missionárias na Amazônia e de reflexão sobre temáticas relativas àquela realidade e sobre os desafios atuais. Houve um amplo espaço para apresentar o Projeto Amazônia a toda a Assembleia, que no fim, escolheu os elementos mais relevantes e os compromissos em nível pessoal, de Fraternidade e de Instituição.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira etapa foi caracterizada por aspectos práticos para o início da nova Fraternidade:&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;ul style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Todos os missionários se encontrarão em Lima, Peru, no dia 1° de fevereiro de 2012, e serão acolhidos por Frei Mauro Vallejo, Ministro da Província S. Francisco Solano, que será a Entidade de referência jurídica para a Fraternidade, e farão visitas às Fraternidades locais para criar uma primeira relação de familiaridade.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Os seis missionários se apresentam ao centro médico local, pertencente àquela Província, para deixar os seus dados referentes ao estado de saúde.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Os seis missionários participarão do programa de formação permanente daquela Província previsto para a data de 7 a 10 de fevereiro.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Em seguida, empreenderão a viagem rumo a Requena em companhia de Frei Mauro Vallejo e do ecônomo provincial.&amp;nbsp;&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Na chegada a Requena serão acolhidos por D. Juan Oliver, bispo do Vicariato, e por Frei Lorenzo Alonso, missionário na região.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Durante os primeiros dias Frei Mauro e o ecônomo permanecerão com os missionários para arrumar as dependências da moradia.&lt;/li&gt;&lt;li style="text-align: justify;"&gt;Nos primeiros dias de março haverá a assembleia pastoral do Vicariato da qual a nova Fraternidade participará para uma progressiva inserção na realidade da Igreja local.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;No que se refere à residência da Fraternidade, decidiu-se permanecer por um período inicial na pequena cidade de Requena em vista da consolidação da Fraternidade, do conhecimento do território, de uma convivência mais demorada com o pastor; em seguida, com um discernimento entre os missionários e em diálogo com o bispo, podem escolher o lugar mais estável dentro do Vicariato de Requena.&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;O acompanhamento da Fraternidade é confiado ao Ministro Provincial da Província S. Francisco Solano e do bispo do Vicariato de Requena, em comunhão com o Presidente da UCLAF e o Governo Geral da Ordem.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o sustento econômico desta Fraternidade e da sua missão se compromete o Conselho Diretor da UCLAF; se criou um Fundo especial por parte da Província S. Francisco Solano; cada Presidente de Conferência da América Latina vai envolver as Entidades para uma contribuição ao sustento; se contará com ajudas do Vicariato de Requena, de Koch Fondation e do Secretariado Geral para as Missões e a Evangelização.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A FRATERNIDADE E ALGUNS&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;TRAÇOS DO SEU ROSTO&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais nada os traços do rosto desta nova Fraternidade serão caracterizados pela contribuição de cada Frade missionário que a compõe:&amp;nbsp;&lt;em&gt;Fr. Atílio Battistuz,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;da Província da Imaculada, Brasil&lt;em&gt;; Fr. Ademir Francisco Matilde,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;da Custódia S. Coração de Jesus, Brasil&lt;em&gt;; Fr. Eugenio Ortiz,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;da Província S. Miguel, Argentina&lt;em&gt;; Fr. Bernardo González Guerrero&lt;/em&gt;, da Província S. Francisco y Santiago, México;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Fr. Vicente Patricio Guerra Torres&lt;/em&gt;, da Província S. Francisco, Equador;&amp;nbsp;&lt;em&gt;Fr. Edel Chanchari&lt;/em&gt;, da Província S. Francisco Solano, Peru.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira grande tarefa será construir uma verdadeira Fraternidade, na qual a diversidade dos irmãos é respeitada e promovida como uma riqueza, mas na qual se vive também a comunhão interpessoal e fraterna.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fraternidade é orientada a ser verdadeiramente uma Fraternidade missionária e evangelizadora, sem que os membros se espalhem para assumir várias paróquias ou vários projetos individuais. Os Frades da Fraternidade podem até assumir pouco a pouco compromissos diversos, mas sempre em base ao discernimento na Fraternidade e mantendo a comunhão fraterna. Além disso, a Fraternidade não é destinada a resolver todos os problemas eclesiais ou sociais ou ecológicos da região.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta é enviada para ser uma presença evangélica e franciscana, dando prioridade aos valores próprios do nosso carisma, isto é, à dimensão contemplativa, à vida fraterna em comum, à minoridade, ao espírito missionário em fraternidade. A primeira atitude deverá ser a do discipulado, para escutar, contemplar, aprender, conhecer, aproximar-se e criar relações de amizade e fraternidade.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fraternidade missionária buscará desenvolver dois movimentos: um de inserção na Igreja e nas realidades locais, isto é, no Vicariato de Requena, que tem um território imenso com pouquíssimos agentes de pastoral; outro é de itinerância e mobilidade rumo à realidade pan-amazônica, procurando construir contatos, formas de articulação e de solidariedade com outras presenças franciscanas e de outros grupos.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperamos que a Fraternidade possa ser uma presença nova no sentido de novas atitudes, de leitura e interpretação dos sinais dos tempos e dos lugares, de nova sensibilidade e compromisso para com a defesa e promoção dos direitos das populações locais, dos mais pobres, dos indígenas, com suas culturas e religiosidade, como também em relação à natureza, ao ambiente e a todos os seres. Em relação à Igreja local terá a tarefa de ajudá-la a criar um rosto mais inculturado, com formação de comunidades, com seus ministérios e com vocações locais.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Definitório Geral insiste que haja um cuidado particular para um bom início do projeto, levando a sério a característica de uma Fraternidade missionária evangelizadora em chave franciscana e de diálogo simpático e crítico com o mundo circunstante. O Definitório pede também à Fraternidade que elabore em seguida um projeto de vida e missão e os Estatutos Peculiares para clarear bem os papéis dos diferentes sujeitos implicados (a própria Fraternidade, o Vicariato, a Província de referência jurídica, a UCLAF, o Governo Geral e os organismos da Cúria Geral).&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um aspecto que se tornou muito claro ao longo do caminho de preparação do Projeto é que a própria Fraternidade com os seus membros deverá assumir um papel decisivo em dar um rosto concreto à presença franciscana e no dar vida ao&amp;nbsp;&lt;em&gt;Projeto Integral na Amazônia&lt;/em&gt;. A esperança é que esta seja a primeira Fraternidade entre outras que virão a formar-se mais adiante.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: left;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fr. Nestor Inácio Schwerz ofm&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;em&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Definidor Geral e Coordenador da Comissão pró-Amazônia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-2927220265688139517?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/2927220265688139517/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/12/nova-presenca-franciscana-ofm-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/2927220265688139517'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/2927220265688139517'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/12/nova-presenca-franciscana-ofm-na.html' title='NOVA PRESENÇA FRANCISCANA - OFM NA AMAZÔNIA'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-6829041517066935725</id><published>2011-11-26T06:10:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T06:10:35.922-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PwA19Ms7PR0/TtDzOP8ZnmI/AAAAAAAAATs/1xrPFZk3h24/s1600/Advento-blog2-300x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-PwA19Ms7PR0/TtDzOP8ZnmI/AAAAAAAAATs/1xrPFZk3h24/s1600/Advento-blog2-300x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;TEMPO DO ADVENTO&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong style="font-family: 'Times New Roman'; font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;Novo ano litúrgico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No próximo dia 27 de novembro, a Igreja inicia o novo Ano Litúrgico com a celebração do 1º Domingo do Advento. Diferentemente do ano civil, com o Tempo do Advento, a Liturgia da Igreja inicia um novo ciclo para as leituras bíblicas dominicais, do&amp;nbsp;&lt;strong&gt;ano B&lt;/strong&gt;, no conjunto, marcadas pelo evangelista Marcos.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o ano A, em certo sentido, o ano eclesiológico (pela presença da teologia mateana da Igreja como verdadeiro Israel), podemos dizer que o ano B é, principalmente, cristológico, pois é caracterizado pela meditação de Marcos sobre o caráter messiânico de Jesus e do Reino que ele inaugura, ainda que de modo inesperado e não manifesto. Marcos é também chamado o evangelho querigmático, porque nele transparece claramente a estrutura do querigma ou anúncio da atuação, morte e ressurreição do Cristo, como era proclamado no início da pregação cristã.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Tempo de Advento no Ano B&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Advento do ano B parece caracterizado sobretudo pela idéia do encontro com Deus, a realização da promessa de sua irrestrita presença junto a nós. O primeiro domingo sugere uma atitude de preparação geral para o encontro com o Senhor, no fim dos tempos, no "último dia". Isso, porém, nada tem de trágico. Pelo contrário, a liturgia transborda de confiante esperança: "Se rasgasses os céus!" A vinda do Juiz e Senhor da História não é, para os cristãos, a destruição da História, mas seu arremate. Os cristãos estão vigiando para, por sua dedicação aqui e agora, participarem do Reino transcendente.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo passo do encontro é a conversão, ou seja, a transformação da vida, com vistas ao grande encontro final. A liturgia evoca aqui a pregação escatológica do Batista e as imagens isaianas da terraplanagem do caminho para o Deus libertador. No 3º domingo já ressoa a alegria por causa da presença de Deus, testemunhada pelo Batista e pelo arauto de Is 61, que anuncia a boa-nova aos pobres. No 4º domingo - o domingo de Maria - são confrontados o "sim" de Deus (promessa) e o "sim" da pessoa humana (Maria, "fiat"). Realiza-se a promessa do Messias da linhagem de Davi, graças à disponibilidade da Serva.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;&lt;div id="ftn1" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/especiais/2011/advento/index.php#_ftnref1" id="_ftn1" name="_ftn1" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="texto_menor style2" style="background-position: 0% 50%; font-size: 10px;"&gt;&lt;strong&gt;(1) Konins, J.,&amp;nbsp;&lt;em&gt;Liturgia Dominical,&amp;nbsp;&lt;/em&gt;Vozes, Petrópolis, 2004, p.33.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="ftn2"&gt;&lt;div class="texto_menor style2" style="background-position: 0% 50%; font-size: 10px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;(2) Idem.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-6829041517066935725?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/6829041517066935725/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/tempo-do-advento-novo-ano-liturgico-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/6829041517066935725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/6829041517066935725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/tempo-do-advento-novo-ano-liturgico-no.html' title=''/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-PwA19Ms7PR0/TtDzOP8ZnmI/AAAAAAAAATs/1xrPFZk3h24/s72-c/Advento-blog2-300x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-233574018842698924</id><published>2011-11-26T06:08:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T06:08:56.011-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Grécia e Itália: a Grande Perversão</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post-header" style="background-color: white; border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); border-bottom-style: double; border-bottom-width: 4px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 10px; line-height: 22px; padding-bottom: 7px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-guSfozTxj_M/TtDyuozMPBI/AAAAAAAAATk/rAggS98WCwU/s1600/leonardo_boff590.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://1.bp.blogspot.com/-guSfozTxj_M/TtDyuozMPBI/AAAAAAAAATk/rAggS98WCwU/s320/leonardo_boff590.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="date" style="font-family: 'Trebuchet MS', 'Lucida Grande', 'Lucida Sans', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 1.6em; padding-top: 10px; text-align: justify; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="date" style="font-family: 'Trebuchet MS', 'Lucida Grande', 'Lucida Sans', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 1.6em; padding-top: 10px; text-align: justify; text-transform: uppercase;"&gt;22/11/2011&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="meta clear" style="background-color: white; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1.2em; line-height: 22px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px;"&gt;&lt;div class="tags" style="float: right; font-style: italic; text-align: right; width: 400px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="author"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry clear" style="background-color: white; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1.3em; line-height: 22px; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Para resolver a crise econômico-financeira da Grécia e da Itália foi constituído, por exigência do Banco Central Europeu, um governo só de técnicos sem a presença de qualquer político. Partiu-se da ilusão de que se trata de um problema econômico que deve ser resolvido economicamente. Quem só entende de economia acaba não entendendo sequer a economia. A crise não é de economia mal gerida, mas de ética e de humanidade. Estas tem a ver com a política. Por isso a primeira lição de um marxismo raso é entender que a economia não é parte da matemática e da estatística mas um capítulo da política. Grande parte da obra de Marx é dedicada à desmontagem da economia política do capital. Quando na Inglaterra ocorreu uma rise semelhante à atual e se criou um governo de técnicos Marx fez com ironia e deboche duras criticas pois previa um total fracasso como efetivamente ocorreu. Não se pode usar o veneno que criou a crise como remédio para curar a crise.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Chamaram para chefiar os respectivos governos da Grécia e da Itália gente que pertencia aos altos escalões dos bancos. Foram os bancos e as bolsas que provocaram a presente crise que quase afundou todo o sistema econômico. Esses senhores são como talibãs fundamentalistas: acreditam de boa fé nos dogmas do mercado livre e no jogo das bolsas. Em que lugar do universo se proclama o ideal do greed is good, em português, a cobiça é coisa boa? Como fazer de um vício (e digamos logo, de um pecado) uma virtude? Estes estão sentados em Wall Street de Nova York e na City de Londres. Não são raposas que guardam as galinhas mas as devoram. Com suas manipulações transferiram grande fortunas para poucas mãos. E quando estourou a crise foram socorridos com bilhões de dólares tirados dos trabalhadores e dos pensionistas. Barack Obama se mostrou fraco, inclinando-se mais a eles que à sociedade civil. Com os dinheiros recebidos continuaram a farra já que a prometida regulação dos mercados ficou letra morta. Milhões de pessoas vivem no desemprego e na precarização, especialmente jovens que estão enchendo as praças, indignados, contra a cobiça, a desigualdade social e a crueldade do capital.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Gente que tem a cabeça formada pelo catecismo do pensamento único neoliberal vai tirar a Grécia e a Itália do atoleiro? O que está ocorrendo é a sacrificação de toda uma sociedade no altar dos bancos e do sistema financeiro.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Já que a maioria dos economistas dos stablisment não pensam (nem precisam) vamos tentar entender a crise à luz de dois pensadores que no mesmo ano, 1944, nos EUA nos deram uma chave esclarecedora. O primeiro foi um filósofo e economista húngaro-canadense Karl Polanyi com sua clássica obra A Grande Transformação. Em que consiste? Consiste na ditadura da economia. Após a Segunda Guerra Mundial que ajudou a superar a grande Depressão de 1929, o capitalismo deu um golpe de mestre: anulou a política, mandou ao exílio a ética e impôs a ditadura da economia. A partir de agora não teremos como sempre houve uma sociedade com mercado mas uma sociedade somente de mercado. O econômico estrutura tudo e faz de tudo mercadoria sob a regência de uma cruel concorrência e de uma deslavada ganância. Esta transformação dilacerou os laços sociais e aprofundou o fosso entre ricos e pobres dentro de cada pais e no nível internacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;O outro nome é de um filósofo da escola de Frankfurt, exilado nos EUA, Max Horkheimer que escreveu a Eclipse da razão (por português de 1976). Ai se dão as razões para a Grande Transformação de Polanyi que consistem fundamentalmente nisso: a razão já não se orienta mais pela busca da verdade e pelo sentido das coisas, mas foi seqüestrada pelo processo produtivo e rebaixada a uma função instrumental “transformada num simples mecanismo enfadonho de registrar fatos” Lamenta que “justiça, igualdade, felicidade, tolerância, por séculos julgadas inerentes à razão, perderam as suas raízes intelectuais”. Quando a sociedade eclipsa a razão, fica cega, perde o sentido de estar juntos e se vê atolada no pântano dos interesses individuais ou corporativos. É o que temos visto na atual crise. Os prêmios Nobel de economia, mas humanistas, Paul Krugman e Joseph Stiglitz repetidamente escreveram que os players de Wall Street deveriam estar da cadeia como ladrões e bandidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Agora na Grécia e na Itália a Grande Transformação ganhou outro nome: se chama a Grande Perversão.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-233574018842698924?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/233574018842698924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/grecia-e-italia-grande-perversao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/233574018842698924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/233574018842698924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/grecia-e-italia-grande-perversao.html' title='Grécia e Itália: a Grande Perversão'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-guSfozTxj_M/TtDyuozMPBI/AAAAAAAAATk/rAggS98WCwU/s72-c/leonardo_boff590.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-2176042846737010086</id><published>2011-11-26T06:05:00.001-08:00</published><updated>2011-11-26T06:05:05.950-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A Copa (não) é nossa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ceZS-IOT9DI/TtDyBJUH6fI/AAAAAAAAATc/QE7txX6pS44/s1600/AJ_frei+betto_150.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-ceZS-IOT9DI/TtDyBJUH6fI/AAAAAAAAATc/QE7txX6pS44/s1600/AJ_frei+betto_150.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_autor" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Frei Betto&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor_desc" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Escritor e assessor de movimentos sociais&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;Adital&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para bem funcionar, um país precisa de regras. Se carece de leis e de quem zele por elas, vale a anarquia. O Brasil possui mais leis que população. Em princípio, nenhuma delas pode contrariar a lei maior – a Constituição. Só em princípio. Na prática, e na Copa, a teoria é outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Diante do megaevento da bola, tudo se enrola. A legislação corre o risco de ser escanteada e, se acontecer, empresas associadas à Fifa ficarão isentas de pagar impostos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A lei da responsabilidade fiscal, que limita o endividamento, será flexibilizada para facilitar as obras destinadas à Copa e às Olimpíadas. Como enfatiza o professor Carlos Vainer, especialista em planejamento urbano, um município poderá se endividar para construir um estádio. Não para efetuar obras de saneamento...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fifa é um cassino. Num cassino, muitos jogam, poucos ganham. Quem jamais perde é o dono do cassino. Assim funciona a Fifa, que se interessa mais por lucro que por esporte. Por isso desembarcou no Brasil com a sua tropa de choque para obrigar o governo a esquecer leis e costumes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fifa quer proibir, durante a Copa, a comercialização de qualquer produto num raio de 2 km em torno dos estádios. Excetos mercadorias vendidas pelas empresas associadas a ela. Fica entendido: comércio local, portas fechadas. Camelôs e ambulantes, polícia neles!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Abram alas á Fifa! Cerca de 170 mil pessoas serão removidas de suas moradias para que se construam os estádios. E quem garante que serão devidamente indenizadas?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fifa quer o povão longe da Copa. Ele que se contente em acompanhá-la pela TV. Entrar nos estádios será privilégio da elite, dos estrangeiros e dos que tiverem cacife para comprar ingressos em mãos de cambistas. Aliás, boa parte dos ingressos será vendida antecipadamente na Europa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fifa quer impedir o direito à meia-entrada. Estudantes e idosos, fora! E nada de entrar nos estádios com as empadas da vovó ou a merenda dietética recomendada por seu médico. Até água será proibido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos serão revistados na entrada. Só uma empresa de&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;fast food&lt;/span&gt;&amp;nbsp;poderá vender seus produtos nos estádios. E a proibição de bebidas alcoólicas nos estádios, que vigora hoje no Brasil, será quebrada em prol da marca de uma cerveja&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;made in usa&lt;/span&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comenta o prestigioso jornal Le Monde Diplomatique: "A recepção de um megaevento esportivo como esse autoriza também megaviolação de direitos, megaendividamento público e megairregularidades.”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Fifa quer, simplesmente, suspender, durante a Copa, a vigência do Estatuto do Torcedor, do Estatuto do Idoso e do Código de Defesa do Consumidor. Todas essas propostas ilegais estão contidas no Projeto de lei 2.330/2011, que se encontra no Congresso. Caso não seja aprovado, o Planalto poderá efetivá-las via medidas provisórias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se você fizer uma camiseta com os dizeres "Copa 2014”, cuidado. A Fifa já solicitou ao Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial) o registro de mais de mil itens, entre os quais o numeral "2014”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Não) durmam com um barulho deste: a Fifa quer instituir tribunais de exceção durante a Copa. Sanções relacionadas à venda de produtos, uso de ingressos e publicidade. No projeto de lei acima citado, o artigo 37 permite criar juizados especiais, varas, turmas e câmaras especializadas para causas vinculadas aos eventos. Uma Justiça paralela!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na África do Sul, foram criados 56 Tribunais Especiais da Copa. O furto de uma máquina fotográfica mereceu 15 anos de prisão! E mais: se houver danos ou prejuízo à Fifa, a culpa e o ônus são da União. Ou seja, o Estado brasileiro passa a ser o fiador da FIFA em seus negócios particulares.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É hora de as torcidas organizadas e os movimentos sociais porem a bola no chão e chutar em gol. Pressionar o Congresso e impedir a aprovação da lei que deixa a legislação brasileira no banco de reservas. Caso contrário, o torcedor brasileiro vai ter que se resignar a torcer pela TV.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Frei Betto é escritor, autor de "A arte de semear estrelas” (Rocco), entre outros livros.&lt;a href="http://www.freibetto.org/"&gt;http://www.freibetto.org&lt;/a&gt;- twitter:@freibetto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Copyright 2011 – FREI BETTO – Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato – MHPAL – Agência Literária (mhpal@terra.com.br)].&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="div_separador5" style="background-color: white; clear: both; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; height: 5px; text-align: justify; width: 635px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="div_line" style="background-color: white; border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; clear: both; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; height: 5px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; width: 635px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="div_separador5" style="background-color: white; clear: both; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; height: 5px; text-align: -webkit-auto; width: 635px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_gadgets" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 12px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div style="height: 40px; width: 635px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-2176042846737010086?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/2176042846737010086/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/copa-nao-e-nossa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/2176042846737010086'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/2176042846737010086'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/copa-nao-e-nossa.html' title='A Copa (não) é nossa'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-ceZS-IOT9DI/TtDyBJUH6fI/AAAAAAAAATc/QE7txX6pS44/s72-c/AJ_frei+betto_150.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-2577815714180650637</id><published>2011-11-11T10:12:00.001-08:00</published><updated>2011-11-11T10:12:21.377-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Missionários combonianos lançam cartilha para reforçar luta contra racismo</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;Adital&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ano Internacional dos Povos Afro-descendentes, escolhido pela Organização das Nações Unidas (ONU), e no mês da Consciência Negra, a luta contra o racismo ganha mais um reforço – a cartilha&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brasil Negro - Pílulas de aprofundamento para enfrentar o racismo no Brasil&lt;/span&gt;, recém-lançada pelo Missionários Combonianos no Brasil Nordeste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em formato digital, com linguagem e diagramação leves, a produção de 19 páginas é fruto das reflexões do grupo Ecoos sobre as temáticas&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;História do racismo no Brasil&lt;/span&gt;;&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;casos de racismo&lt;/span&gt;;&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;reflexão sócio-antropológica sobre a prática do racismo&lt;/span&gt;;&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;legislação e dados sobre a questão racial&lt;/span&gt;;&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;racismo na dimensão religiosa&lt;/span&gt;;&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o povo negro e a Bíblia&lt;/span&gt;;&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a beleza afro amada por Deus&lt;/span&gt;; e próximos passos para a luta contra o preconceito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o padre Arturo Bonandi, coordenador do Centro de Pastoral Afro "pe. Heitor Frisotti” (Cenpah), com sede em Salvador (BA), o trabalho teve início ainda em junho e os textos foram construídos individualmente, porém a partir de contribuições e debates coletivos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"&lt;/span&gt;A ideia da cartilha surgiu com o ano da ONU e da nossa orientação, como província, de ter como eixo principal Justiça e Paz. Além das atividades que já desenvolvemos e de uma carta que lançamos no início do ano, sentimos a necessidade de tratar o tema, de muita importância, mas que ainda não é bastante debatido no Brasil”, declara pe. Arturo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele avalia que, atualmente, o grande problema enfrentado pela população negra no Brasil é a invisibilidade. "Na política, na mídia e na representação, o negro não aparece. E não aparecer significa que, em questões concretas, é como se o problema do racismo, a realidade, não existisse”, assinala.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Adverte que o problema está entranhado na sociedade brasileira, preconceituosa não apenas com a cor da pele, mas também com as expressões características da cultura afrodescendente. "Há um racismo latente. O negro é discriminado em todos os espaços, são reações quase automáticas na sociedade brasileira”, afirma.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Igreja, com forte tradição europeia, acaba por se constituir em um desses espaços. "A Igreja adota um rigor Pré-Vaticano II, em que o que está certo são antigas maneiras de celebrar, ligadas à Europa. Os negros têm que deixar a negritude de fora e se adaptar ao estilo imposto há séculos no Brasil e isso é a negação de uma realidade, já que a maioria dos católicos no Brasil é negra, segundo censo”, enfatiza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, a cartilha é uma aposta de que encarar o assunto racismo é a melhor saída. "A gente tem que tratar desse tema. O Brasil é institucionalmente racista, há diferença de tratamento entre o descendente europeu e o africano”, disse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as maneiras de reverter a situação, pe. Arturo aponta formação nas escolas, respeitando-se a lei 10.639/2003, que estabelece que toda a Educação Básica brasileira, na rede pública e privada, deve abordar a história e cultura africana e afro-brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Os meios de comunicação também têm que abrir espaço para as expressões culturais e o Governo precisa editar Políticas Públicas para diminuir distâncias históricas na Educação, Saúde e Trabalho”, complementa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cartilha&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brasil Negro - Pílulas de aprofundamento para enfrentar o racismo no Brasil&lt;/span&gt;&amp;nbsp;está disponível no site do Ecoos, no link&amp;nbsp;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/72238611/Cartilha-Racismo-Miss-Combonianos"&gt;http://pt.scribd.com/doc/72238611/Cartilha-Racismo-Miss-Combonianos&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-2577815714180650637?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/2577815714180650637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/missionarios-combonianos-lancam.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/2577815714180650637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/2577815714180650637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/missionarios-combonianos-lancam.html' title='Missionários combonianos lançam cartilha para reforçar luta contra racismo'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-7234373297363763515</id><published>2011-11-02T09:01:00.000-07:00</published><updated>2011-11-02T09:01:40.966-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>27 DE OUTUBRO DE 2011, CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA - ESPÍRITO DE ASSIS, SÃO PAULO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="4" cellspacing="4" style="background-color: white; color: black;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" class="texto_principal_semtamanho style3  style10" height="22" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;" valign="bottom" width="585"&gt;27/10/2011&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" class="texto_principal_semtamanho style1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" valign="bottom"&gt;&lt;img height="377" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/10.jpg" width="585" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="left" class="texto_principal_semtamanho style1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;" valign="top"&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="0" cellspacing="3" style="width: 305px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="texto_menor02" style="background-position: 0% 50%; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 11px;" width="251"&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="0" cellspacing="2" style="width: 300px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FFD1BB" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style11" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/12.php" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;O Espírito de Assis faz morada no Convento São Francisco&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FFD1BB" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style11" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/13.php" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;"Peregrinos da verdade, peregrinos da paz".&lt;br /&gt;O primeiro discurso de Bento XVI em Assis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FFD1BB" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style11" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/14.php" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;Papa e líderes mundiais firmam o compromisso pela paz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#993300" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style11 style12" style="font-size: 11px;"&gt;Veja também&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FFEFE8" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style11" style="font-size: 11px;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/index.php" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;Especial: O Espírito de Assis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td class="texto_menor02" style="background-position: 0% 50%; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 11px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;table border="0" cellpadding="3" cellspacing="2" style="width: 220px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#993333" class="texto_menor02" style="background-position: 0% 50%; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 11px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style14" style="font-weight: bold;"&gt;Veja imagens&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" class="texto_menor02" style="background-position: 0% 50%; border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px; font-size: 11px;"&gt;&lt;table align="center" border="0" cellpadding="1" cellspacing="2"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/01.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/01p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/02.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/02p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/03.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/03p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/04.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/04p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/05.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/05p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/06.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/06.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/06p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/07.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/07p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/08p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/09.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/09p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/10.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/10p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/11.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/11p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/12.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/12p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/13.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/13p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/14.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/14p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/15.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/15p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/16.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/16p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/17.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/17p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/18.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/18p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/19.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/19p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/20.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/20p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#993333" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/21.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;" title=""&gt;&lt;img border="0" height="50" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/galeria/21p.jpg" width="50" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;td align="center" bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/v3/vidacrista/especiais/freibruno_06/images/08.jpg" rel="lightbox" style="text-decoration: none;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Por Moacir Beggo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O Ato Inter-religioso realizado neste 27 de outubro de 2011, no centenário Convento São Francisco, em São Paulo, mostrou com todas as letras que o encontro realizado em Assis, há 25 anos, deixou uma cultura de paz para a humanidade. Ver o presbitério da igreja do Convento tomado por treze lideranças das mais diferentes crenças, religiões e fé foi emocionante. Ao som do trompete do músico José Eduardo Pimentel, o Duda, teve início a procissão das lideranças presentes neste ato.&lt;br /&gt;Com a saudação franciscana de "Paz e Bem", o guardião do Convento, Frei Salésio Hillesheim, que representou o Ministro Provincial Frei Fidêncio Vanboemmel, acolheu a todos, lembrando que o momento era muito mais do que histórico. "É um momento humano. A paz e a justiça não são questões meramente religiosas, mas são da nossa sobrevivência neste nosso mundo e nosso planeta", disse Frei Salésio.&lt;br /&gt;Enquanto em Assis, o Papa Bento XVI renovava o compromisso pela paz, reunindo líderes mundiais, o Definidor da Província da Imaculada Conceição, Frei Mário Tagliari, dava início à celebração no Convento São Francisco, apresentando cada representante das religiões presente no altar: Márcio Henrique de Souza Ramos, representante Curimba Filhos de Umbanda, uma associação dentro da Umbanda; Afonso Moreira Junior, representando a Federação Espírita do Estado de São Paulo; Reverendo Kazuya Nagashima, budista Risho Kossei-Kai do Brasil; Gustavo Pinto, budista da Terra Pura; Monja Coen Sensei é missionária oficial da tradição Soto Shu - Zen Budismo; Shaikh Ahmad Mazloum, da Liga da Juventude Islâmica no Brasil; Sheikh Mohamad Al Bukai, da Liga da Juventude Islâmica do Brasil; Rabino Ruben Sternschein, Congregação Israelita Paulista;&amp;nbsp; Pastor Matthias Tolsdorf, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil; Reverendo Herbert Rodrigues de Souza, pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil;João Kaimbé, representante do povo Kaimbé de São Paulo; Reverendo Leandro Antunes Campos, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil; e Dom Edmar Peron, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e vigário episcopal da Região de Belém.&lt;br /&gt;Em seguida, teve início os pronunciamentos, sempre intercalados com as belíssimas apresentações musicais das crianças que formam o Grupo Flautista da Liberdade, do Centro Comunitário de Acolhimento da Liberdade, dirigido pela Irmã Miriam Simon, franciscana de Ingolstadt.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Acompanhe os principais trechos dos pronunciamentos:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 127px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="115"&gt;&lt;img height="126" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/11.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Márcio Henrique de Souza Ramos, representante Curimba Filhos de Umbanda&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Márcio Henrique de Souza Ramos, representante Curimba Filhos de Umbanda&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Se estamos aqui reunidos, temos de buscar essa paz dentro da gente. Ninguém dá o que não tem. Se não estivermos em paz, o que poderemos dar então? Temos que buscar essa paz dentro de nós mesmos. Gandhi já falava 'nós temos que ser a mudança que queremos ver no mundo'. Sou professor. Trabalhei de manhã, cheguei suado aqui, como é próprio de nossa vida atribulada. Mas o mais gratificante para mim é estar com todos aqui, ou quase todas as representações religiosas, porque eu respeito a todas por igual, porque somos a somatória de todas. E o que mais me gratifica é ver as crianças aqui nos bancos da frente. A verdadeira paz vai estar nas mãos delas. E se a gente não souber cultivar essa paz nas mãos dessas crianças, não teremos futuro. Graças a Deus esse futuro está sentado aqui na frente. Um grande axé para todos os presentes!"&lt;br /&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="147" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/12.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Afonso Moreira Junior, representante&lt;br /&gt;da Federação Espírita do&lt;br /&gt;Estado de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Afonso Moreira Junior, representante da Federação Espírita do Estado de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Em primeiro lugar, queria agradecer a Igreja Católica que nos acolhe com tanto carinho, com tanto respeito. E a nós, religiosos, através de várias vertentes aqui presentes. E tenham certeza: essa união não é apenas na aparência, mas na sua essência. Pois todos estão aqui irmanados pelo mesmo propósito: trazer a sua modesta contribuição para que a paz se instale na terra. No "Livro dos Espíritos", de Alan Kardec, encontramos Jesus Cristo, o Messias, como nosso modelo e guia. Se houve na Terra alguém que seguiu seus passos de perto, despojando-se de tudo, vencendo o amor próprio, deixando tudo para trás, esse alguém foi certamente o Pobrezinho da Úmbria: Francisco de Assis, que reverenciamos nesta parte, não com o intuito de adoração, pois adoramos a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos, mas colocamos o Pobrezinho de Assis, nosso irmão querido, como modelo, exemplo, próximo de nós. Que possamos no nosso dia a dia, no nosso local de trabalho, pelas ruas da cidade, levarmos a paz estampada em nossa face. Que sejamos, nesta casa de Deus, um pouquinho de luz, transmitindo onde quer que estejamos a paz dos nossos corações, a partir é claro de nossos próprios lares. Muita paz!"&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="139" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/13.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Reverendo Kazuya Nagashima, budista Risho Kossei-Kai do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Reverendo Kazuya Nagashima,&lt;br /&gt;budista Risho Kossei-Kai do Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Na ocasião do grande terremoto que abadou o nordeste do Japão, nós recebemos muito apoio, tanto físico como espiritual, dos católicos e só temos de agradecer profundamente. O terremoto, seguido do tsunami, acrescido do acidente nuclear, deixou marcas profundas nas regiões atingidas, mas ao mesmo tempo se observa que tem aumentado o número de pessoas que querem servir ao próximo, apesar de eles próprios se encontrarem em meio às dificuldades. Tem surgido pessoas que procuram uma nova maneira de viver. A missão dos religiosos deve ser de acreditar nessa luz que se aloja no profundo dessas almas, apoiar essas pessoas e poder guiá-las. Acrescento que as palavras de São Francisco de Assis, na Oração pela Paz, novamente vibraram no coração antes de querer ser consolado que eu console, antes de querer ser compreendido, que compreenda; antes de querer ser amado, que ame; que conceda o poder de fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, qual será o conteúdo da oração pela paz? Nós compreendemos que a oração leva à ação, mas não quero que haja equívocos. A ação dos religiosos não é chamar uma ação que recorra à força. Acredito que ação dos religiosos é sentir Deus e Buda no profundo da alma das pessoas. Ajudar a colocar para fora a luz que se aloja no profundo da alma de todas as pessoas. Em outras palavras, é criar pessoas de paz. Um a um com cuidado e com respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acredito que a paz individual leva à paz no lar; a paz no lar leva a paz na sociedade; por sua vez a paz na sociedade leva a paz no país e a paz no país leva a paz ao mundo. Mesmo que esse caminho seja longo. Quero aproveitar a oportunidade de fazer mais uma vez, como religioso que sou, a promessa de ir criando pessoas de paz!"&lt;br /&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="169" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/14.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Gustavo Pinto, budista da Terra Pura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Gustavo Pinto, budista da Terra Pura.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Quero, em primeiro lugar, agradecer ao convite de nossos irmãos católicos que nos estenderam a mão para que estivéssemos todos aqui, reunidos, para o nosso testemunho de paz. Pertencemos a famílias diferentes, mas estamos unidos como irmãos. Os irmãos não são idênticos. Cada um tem a sua identidade. Mas são todos filhos do mesmo pai. E essa luz infinita, que abençoa igualmente a todos nós, independente de credo, de cor, de raça. É essa luz, que abrindo os nossos corações, poderemos no amor, reconhecer que recebemos a paz do céu, para podermos compartilhá-la na terra. Recordo as palavras de Santo Agostinho: "Ama e faze o que quiseres". Se o amor guiar os nossos corações, haverá paz em toda parte. Amar é construir a paz!"&lt;br /&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="162" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/23.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Monja Coen Sensei é missionária oficial da tradição Soto Shu&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Monja Coen Sensei é missionária oficial da tradição Soto Shu&lt;/strong&gt;Zen Budismo com sede no Japão e é a Primaz Fundadora da Comunidade Zen Budista, criada em 2001, com sede em Pacaembu.&lt;br /&gt;"Nós estamos aqui, juntos, porque acreditamos na construção de uma cultura de paz. Nós vimos de uma cultura de violência. Futebol, paz no futebol; paz no esporte; paz na vida, na casa. Você briga com sua filha, com sua sogra? Como que fala com seus filhos, com seus vizinhos? A paz não é uma ausência da guerra. É uma coisa que se cultiva no coração. Um coração que reconhece o outro com um aspecto de mim mesmo. É o nós que se manifesta. Não é o eu separado. Não há uma misericórdia separada, de cima para baixo, dentro da visão budista. Mas somos um só corpo e uma só vida com tudo que existe. Irmão Sol Irmã Lua, irmãos com toda grande natureza. Porque agora, se nós não nos unirmos e não trabalharmos juntos, não haverá condição de vida amanhã no planeta. E nós gostamos de viver, não gostamos? Não é boa a vida humana, com seus altos e baixos? Nascimento, velhice, doença e morte? Que bom! Quem é nesta vida que não vai envelhecer? É gostoso envelhecer. O cabelinho fica branco, fica mais difícil as coisas, mas o coração fica mais terno, mais macio, como o fruto que banhado pelo sol quente da sabedoria suprema amadurece o doce e agradável de ser colhido. Esse o coração. Não é o outro e eu. Mas o nós, juntos, construindo, nunca batalhando, nunca lutando, mas construindo uma cultura de paz, de justiça e cura na terra. Como disse Dalai Lama, aqui em São Paulo, não somos nós que vamos dar respostas mas fazemos perguntas. Espero que todos nós, juntos possamos fazer hoje o compromisso de cultivarmos no coração a cultura da paz".&lt;br /&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="174" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/15.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Shaikh Ahmad Mazloum, da Liga da Juventude Islâmica no Brasil, com sede no Pari.&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FFFFFF" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;img height="162" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/16.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Sheikh Mohamad Al Bukai, da Liga da Juventude Islâmica do Brasil&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Shaikh Ahmad Mazloum, da Liga da Juventude Islâmica no Brasil, com sede no Pari.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Pedimos a paz de Deus e bênção para todos aqueles que enviou como misericórdia para toda a humanidade. Enviou a Noé, a Abraão, a Moisés, a Jesus e a Mohamad. O mulçumano quando fala de paz tem como fonte o livro no qual ele crê. Vocês não devem conhecer muito, mas o muçulmano crê que Deus revelou à humanidade diversas mensagens no decorrer da história, cada qual no seu tempo, na sua época. O muçulmano respeita o Evangelho e, como respeita o Evangelho, crê em outro livro posterior, que é o Alcorão. E Alcorão foi revelado a Mohamad, assim como o Evangelho foi revelado a Jesus. Então, que mensagens de paz nós temos nesses livros? A misericórdia é representada com a paz que cultivamos entre nós. E aí a mensagem, quando estabelecida para o ser humano, é para o bem dele. E uma diretriz básica da paz para o mulçumano, é esta: 'Deus disse ao Profeta, ao Mensageiro: não te enviamos senão como misericórdia para a humanidade'. Não te enviamos para a guerra, para amedrontar as pessoas, mas sim para cultivar a paz. Nós, todos aqui, temos crenças diferentes, e exatamente por isso estamos reunidos aqui a convite das entidades católicas e agradecemos a eles por essa iniciativa. Lembramos hoje a Francisco de Assis, que abandonou o reino dessa vida para o reino da vida eterna, para buscar a paz para os pobres, os menos favorecidos. Então, devemos lembrar dele. Devemos lembrar o que significa estarmos reunidos aqui. Se acredito de forma diferente do meu irmão, que segue outra fé, crença ou religião, a minha fé me ordena que eu cultive a paz, que eu busque entender qual é a crença dele e dialogar com ele. A paz, como já disseram aqui, não é só não guerrear, mas significa&amp;nbsp; ter o dom de dialogar, de conversar, de abrir os corações, seguindo assim aquilo que é diretriz: não te enviamos senão por misericórdia à humanidade. Mohamad foi enviado como misericórdia, Jesus foi enviado como misericórdia, Moisés é outra misericórdia. Parece que o ser humano precisa renovar essa misericórdia sempre. Por isso, milhares foram enviados para isso. Então, desejo que a paz de Deus esteja com todos aqui presentes, com todas as pessoas que buscam incentivar a paz para os seres humanos, sejam eles pessoas que buscam a paz ou sejam eles diferentes, que têm ideias e crenças diferentes, aqueles que ainda não buscam essa paz e tolerância. Que Deus coloque em seus corações a paz e a tolerância, a misericórdia que o Evangelho e o Alcorão falam. A paz esteja convosco!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sheikh Mohamad Al Bukai, da Liga da Juventude Islâmica do Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Eu saúdo todos vocês em com nossa saudação: Salamaleque: que a paz de Deus esteja com vocês!&lt;br /&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="176" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/17.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Rabino Ruben Sternschein, Congregação Israelita Paulista&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Rabino Ruben Sternschein, Congregação Israelita Paulista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Saúdo a todos vocês com nosso tradicional ‘Shalom’. Normalmente ouvimos que a paz precisa de concessões, de renúncias. Mas em hebraico, a língua da tradição religiosa que represento, diz-se 'shalom', que significa algo completo, pleno. No passado e hoje, pergunta-se&amp;nbsp; "como está a sua paz?". Qual é o estado de sua paz? Porque acreditamos que o estado natural para a paz muitas vezes se altera e é responsabilidade de todos devolvê-la. Por isso, o salmo 34, que dividimos com a tradição cristã e com todos que compartilham a Bíblia, diz que aquele que ama a vida e ama o bem é aquele que persegue a paz. Não só adere, quer a paz. Mas persegue a paz e a busca todos os dias. A paz, irmãos e irmãs, é algo que deve ser feito não apenas com o próximo, mas também com o distante, com quem está afastado. Com o diferente. Por isso, o profeta diz: "Paz, paz, para o distante, para o próximo". Esse é o grande desejo. Nós acreditamos que a divindade, qualquer divindade, é paz, harmonia, plenitude. Por isso, em nossas frases, acabamos sempre com uma frase que chama a Deus, aquele que faz a paz nas alturas. Ou seja, aquele que faz a paz no alto. E pedimos que faça a paz aqui embaixo. Eu proponho hoje, no Espírito de Assis, no nosso diálogo fraterno, termos a coragem de invertermos os termos: em vez de invocarmos Deus para que faça paz nas alturas, pedirmos faça paz&amp;nbsp;&amp;nbsp; aqui embaixo".&lt;br /&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="154" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/18.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center" class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Pastor Matthias Tolsdorf, da&lt;br /&gt;Igreja Evangélica de Confissão&lt;br /&gt;Luterana no Brasil&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Pastor Matthias Tolsdorf, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Um sou um pastor alemão, mas não mordo (risos)... Refletir sobre a paz, estando inserido nesta cidade de São Paulo, em que nós somos marcados pela ansiedade por uma paz, pela preocupação com a segurança pública, com a nossa integridade física, talvez por isso, o tema escolhido por minha igreja para reflexão de todas as comunidades luteranas: "Paz na criação de Deus". A paz é um presente de Deus, que na nossa compreensão temos que tornar concreto. É uma promessa de Deus que temos de tornar visível e palpável no nosso cotidiano. Quando eu visito famílias, que pertencem a nossa comunidade, percebo uma falta de paz justamente ligada a divergências religiosas. Muitas vezes até disputa religiosa, para não chamar uma batalha, dentro de uma mesma família, impossibilitando a convivência entre as pessoas. Fico sempre muito triste quando vejo isso. E por isso todos vocês, que demonstram interesse pela paz, deveriam sair daqui como formadores de opinião, com o compromisso de se engajarem pela paz no meio onde vivem. É trabalho árduo, mas recompensador".&lt;br /&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="140" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/19.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Reverendo Herbert Rodrigues de Souza, pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Reverendo Herbert Rodrigues de Souza, pastor da Igreja Presbiteriana Independente do Brasil.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Quando se pensa sobre a paz, acho que devemos ir um pouco além de discursos. A fala é importante, mas a fala só toca o nosso intelecto e é preciso&amp;nbsp; tocar principalmente o nosso coração. E já que o tema é para uma cultura de paz, quando se fala de uma cultura, vamos além de pensamentos, mas estamos pensando também em ações, sistemas, modo de vida, modo de visão. Lembro de uma expressão que está no Evangelho: aquilo que não gostaria que fizessem com você, não faça com os outros. Quando se pensa a paz nessa perspectiva, vamos além de pensamentos. Vamos além de falas e discursos. Assim começamos a promover a paz, não só através de gestos, mas de ações concretas. Por isso, precisamos pensar a paz também em outra perspectiva: quando se trata daquele que é diferente de nós. Já que queremos falar de paz em todos os âmbitos, onde começa a intolerância dentro de nós? Como é que vejo aquele que é diferente na cor da pele? Como é&amp;nbsp; que encaro aquele que tem a orientação sexual diferente da minha?&amp;nbsp; Como é aquele que torce para o outro time? Se queremos promover a paz, precisamos pensar nessas perspectivas, pensar nessas pequenas coisas que fazem parte do nosso dia a dia. E quando, então, nos propomos a viver a paz, vamos diminuir o grau de intolerância, vamos nos abrir uns aos outros. A paz esteja conosco!"&lt;br /&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="137" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/20.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;João Kaimbé, representante do&lt;br /&gt;povo Kaimbé de São Paulo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;João Kaimbé, representante do povo Kaimbé de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Os índios hoje no Brasil não têm paz. Por isso, me sinto muito honrado de estar aqui com vocês. Aqui em São Paulo há oito mil índios, que sofrem discriminação de todo o tipo. Por isso deixo aqui o meu protesto e vou passar para os meus parentes buscarem a paz".&lt;br /&gt;&lt;table align="left" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="169" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/21.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Reverendo Leandro Antunes Campos, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e participo do Diálogo Inter-religioso das Igreja Católica Romana e Anglicana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Reverendo Leandro Antunes Campos, da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil e participo do Diálogo Inter-religioso das Igreja Católica Romana e Anglicana.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"O caminho da paz é a gente que faz'. Ao meditar sobre essa frase e torná-la oração, me veio à mente a passagem de São Paulo aos Coríntios, quando fala que vai ensinar um caminho que é o mais excelente de todos os caminhos. E começa aquele hino ao amor. É importante refletir sobre o amor. O próprio apóstolo João fala que Deus é amor. E se sabemos viver plenamente o amor, então posso dizer que Deus está em você, porque Deus é amor. Essa é uma grande afirmação de fé. E, com coragem, respondemos a essa afirmação quando deixamos o amor de Deus habitar em nós e transformar radicalmente as nossas vidas e as nossas relações, sejam elas pessoais ou políticos. É preciso deixar se transformar pelo amor de Deus. O amor não se alegra com a injustiça. O amor folga em alegria com quem é justo, com quem fala a verdade, com quem vive a paz".&lt;br /&gt;&lt;table align="right" border="0" cellpadding="3" cellspacing="3" style="width: 214px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;" width="202"&gt;&lt;img height="188" src="http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/especiais/2011/espiritodeassis/imagens/22.jpg" width="200" /&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FAF1F1" style="border-bottom-width: 0px; border-color: initial; border-left-width: 0px; border-right-width: 0px; border-style: initial; border-top-width: 0px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span class="style15" style="font-size: 11px;"&gt;Dom Edmar Peron, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e vigário episcopal da Região de Belém&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;strong&gt;Dom Edmar Peron, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo e vigário episcopal da Região de Belém&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;"Caros representantes das famílias religiosas e da comunidade franciscana que nos acolhe. Queridos irmãos e irmãs, com a palavra do apóstolo Paulo saúdo a todos: que a graça e a paz de Deus estejam com vocês!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso encontro é profecia e não se restringe ao nosso grupo reunido, mas se alarga pelo mundo inteiro. Colocam-se como 'Peregrinos da verdade, peregrinos da paz'. Trago a vocês também as saudações de Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo, que não podendo estar aqui, pediu que viesse a esse encontro, que é profecia da comunhão entre nossos irmãos e irmãs. O 'Creio' dos cristãos professa ser Deus o Pai, o&amp;nbsp; Criador de tudo que vemos e daquilo que não enxergamos. Essa fé encontra suas raízes já na experiência do povo de Israel e, no entanto, tu és o nosso Pai. Nós somos a argila, e tu o nosso leito. Todos nós somos obras de tuas mãos. Assim, a fraternidade que reina entre nós, membros de diferentes confissões religiosas, profetizam ao mundo que somos filhos e irmãos. Somos todos uma família. Nosso encontro é profecia daquele mundo novo em que a paz insiste em renascer a cada dia sob o sol da esperança, que faz o povo das ruas sorrir e a roseira florir, como diz o canto. Esse mundo novo construído de pequenos gestos em favor da vida, manifestado na indignação dos jovens, nos gestos de cuidado para com o morador de rua, para com uma criança, um idoso, na nascente manifestação contra a corrupção que vimos no dia 12 de outubro ou na acolhida de quem chega a São Paulo procurando melhores condições para viver. Enfim, os sonhos e as realidades nos conduzem, e devem ainda mais conduzir a ações criativas e concretas. Aquelas que já são cotidianamente realizadas e muitas outras novas iniciativas que poderão ainda surgir. É preciso sonhar, para realizar esses gestos de fraternidade, de justiça e, portanto, de paz. A paz esteja com vocês!"&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-7234373297363763515?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/7234373297363763515/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/27-de-outubro-de-2011-celebracao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/7234373297363763515'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/7234373297363763515'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/11/27-de-outubro-de-2011-celebracao.html' title='27 DE OUTUBRO DE 2011, CELEBRAÇÃO ECUMÊNICA - ESPÍRITO DE ASSIS, SÃO PAULO'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-5180773366411472507</id><published>2011-10-31T16:30:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T16:30:58.618-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Quarenta anos da Teologia da Libertação</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-RG1E1fv73eM/Tq8vZj3SlPI/AAAAAAAAASQ/fyGy9euwhz8/s1600/Leonardo+Boff_150_a.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/-RG1E1fv73eM/Tq8vZj3SlPI/AAAAAAAAASQ/fyGy9euwhz8/s1600/Leonardo+Boff_150_a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="post-header" style="background-color: white; border-bottom-color: rgb(238, 238, 238); border-bottom-style: double; border-bottom-width: 4px; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 10px; line-height: 22px; padding-bottom: 7px;"&gt;&lt;h1 style="font-size: 2.6em; line-height: 1.1em; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Quarenta anos da Teologia da&amp;nbsp;Libertação&lt;/h1&gt;&lt;div class="date" id="single-date" style="font-family: 'Trebuchet MS', 'Lucida Grande', 'Lucida Sans', Verdana, Arial, sans-serif; font-size: 1.6em; padding-top: 10px; text-align: justify; text-transform: uppercase;"&gt;09/08/2011&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="meta clear" style="background-color: white; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1.2em; line-height: 22px; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px;"&gt;&lt;div class="tags" style="float: right; font-style: italic; text-align: right; width: 400px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="author" style="text-align: justify;"&gt;por Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry clear" style="background-color: white; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Teologia da Libertação celebra neste ano de 2011 40 anos de existiencia. Em 1971 Gustavo Gutiérrez publicana no Peru seu livro fundador “Teologia da Libertação.Perspectivas”. Eu publicava também em 1971 em forma de artigos, numa revista de religiosas – Grande Sinal – para escapar da repressão militar o meu Jesus Cristo Libertador, depois lançado em livro. Ninguém sabia um do outro. Mas estávamos no mesmo espírito. Desde então surgiram três gerações de teólogos e teólogas que se inscrevem dentro da Teologia da Libertação. Hoje ela está em todos os continentes e representa um modo diferente de fazer teologia, a partir dos condenados da Terra e da periferia do mundo.Aqui vai um pequeno balanço destes 40 anos de prática e de reflexão libertadoras.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;***********************************************&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Teologia da Libertação participa da profecia de Simeão a respeito do menino (Jesus): ela será motivo de queda e de elevação, será um sinal de contradição (Lc 2,34). Efetivamente a Teologia da Libertação é uma teologia incomprendida, difamada, perseguida e condenada pelos poderes deste mundo. E com razão. Os poderes da economia e do mercado a condenam porque cometeu um crime para eles intolerável: optou por aqueles que estão fora do mercado e são zeros econômicos. Os poderes eclesiásticos a condenaram por cair numa “heresia”prática ao afirmar que o pobre pode ser construtor de uma nova sociedade e também de outro modelo de Igreja. Antes de ser pobre, ele é um oprimido ao qual a Igreja deveria sempre se associar em seu processo de libertação. Isso não é politizar a fé mas praticar uma evangelilzação que inclui também o político. Consequentemente, quem toma partido pelo pobre-oprimido sofre acusações e marginalizações por parte dos poderosos seja civis, seja religiosos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por outro lado, a Teologia da Libertação representa uma benção e uma boa nova para os pobres. Sentem que não estão sós, encontraram aliados que assumiram sua causa e suas lutas. Lamentam que o Vaticano e boa parte dos bispos e padres construam no canteiro de seus opressores e se esquecem que Jesus foi um operário e pobre e que morreu em consequência de suas opções libertárias a partir de sua relação para com o Deus da vida que sempre escuta o grito dos oprimidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De qualquer forma, numa perspectiva espiritual, é para um teólogo e uma teóloga comprometidos e perseguidos uma honra participar um pouco da paixão dos maltratados deste mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;1. A centralidade do pobre e do oprimido&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O punctum stantis et cadentis da Teologia da Libertação é o pobre concreto, suas opressões, a degradação de suas vidas e os padecimentos sem conta que sofre. Sem o pobre e o oprimido não há Teologia da Libertação. Toda opressão clama por uma libertação. Por isso, onde há opressão concreta e real que toca a pele e faz sofrer o corpo e o espírito ai tem sentido lutar pela libertação. Herdeiros de um oprimido e de um executado na cruz, Jesus, os cristãos encontram em sua fé mil razões por estarem do lado dos oprimidos e junto com eles buscar a libertação. Por isso a marca registrada da Teologia da Libertação é agora e será até o juizo final: a opção pelos pobres contra sua pobreza e a favor de sua vida e liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão crucial e sempre aberta é esta: como anunciar que Deus é Pai e Mãe de bondade num mundo de miseráveis? Este anúncio só ganhará credibilidade se a fé cristã ajudar na libertação da miséria e da pobreza. Então tem sentido dizer que Deus é realmente Pai e Mãe de todos mas especialmente de seus filhos e filhas flagelados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como tirar os pobres-oprimidos da pobreza, não na direção da riqueza, mas da justiça? Esta é uma questão prática de ordem pedagógico-política. Identificamos três estratégias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira interpreta o pobre como aquele que não tem. Então faz-se mister mobilizar aqueles que têm para aliviar a vida dos que não têm. Desta estratégia nasceu o assistencialismo e o paternalismo. Ajuda mas mantém o pobre dependente e à mercê da boa vontade dos outros. A solução tem respiração curta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A segunda interpreta o pobre como aquele que tem: tem força de trabalho, capacidade de aprendizado e habilidades. Importa formá-lo para que possa ingressar no mercado de trabalho e ganhar sua vida. Enquandra o pobre no processo produtivo, mas sem fazer uma crítica ao sistema social que explora sua força de trabalho e devasta a natureza, criando uma sociedade de desiguais, portanto, injusta. É uma solução que ajuda favorece o pobre, mas é insuficiente porque o mantém refém do sistema, sem libertá-lo de verdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A terceira interpreta o pobre como aquele que tem força histórica mas força para mudar o sistema de dominação por um outro mais igualitário, participativo e justo, onde o amor não seja tão difícil. Esta estratégia é libertária. Faz do pobre sujeito de sua libertação. A Teologia da Libertação, na esteira de Paulo Freire, assumiu e ajudou a formular esta estratégia. É uma solução adequada à superação da pobreza. Esse é o sentido de pobre da Teologia da Libertação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Só podemos falar de libertação quando seu sujeito principal é o próprio oprimido; os demais entram como aliados, importantes, sem dúvida, para alargar as bases da libertação. E a Teologia da Libertação surge do momento em que se faz uma reflexão crítica à luz da mensagem da revelação desta libertação histórico-social.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;2.Teologia da Libertação e movimentos por libertação&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, só entenderemos adequadamente a Teologia de Libertação se a situarmos para além do espaço eclesial e dentro do movimento histórico maior que varreu as sociedades ocidentais no final dos anos 60 do século passado. Um clamor por liberdade e libertação tomou conta dos jovens europeus, depois norte-americanos e por fim dos latino-americanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todos os âmbitos, na cultura, na política, nos hábitos na vida cotidina derrubaram-se esquemas tidos por opressivos. Como as igrejas estão dentro do mundo, membros numerosos delas foram tomados por este Weltgeist. Trouxeram para dentro das Igrejas tais anseios por libertação. Começaram a se perguntar: que contribuição nós cristãos e cristãs podemos dar a partir do capital específico da fé cristã, da mensagem de Jesus que se mostrou, segundo os evangelhos, libertador? Esta questão era colocada por cristãos e cristãs que já militavam politicamente nos meios populares e nos partidos que queriam a transformação da sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acresce ainda o fato de que muitas Igrejas traduziram os apelos do Concilio Vaticano II de abertura ao mundo, para o contexto latinoamericano, como abertura para o sub-mundo e uma entrada no mundo dos pobres-oprimidos. Deste impulso, surgiram figuras proféticas, nasceram as CEBs, as pastorais sociais e o engajamento direto de grupos cristãos em movimentos políticos de libertação. Para muitos destes cristãos e cristãs e mesmo para uma significativa porção de pastores não se tratava mais de buscar o desenvolvimento. Este era entenddo como desenvolvimento do subdsenvolvimento, portanto, como uma opressão. Demandava, portanto, um projeto de libertação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, a Teologia da Libertação não caiu do céu nem foi inventada por algum teólogo inspirado. Mas emergiu do bojo desse movimento maior mundial e latino-americano, por um lado político e por outro eclesial. Ela se propôs pensar as práticas eclesiais e políticas em curso à luz da Palavra da Revelação. Ela comparecia como palavra segunda, crítica e regrada, que remetia à palavra primeira que é a prática real junto e com os oprimidos. Alguns nomes seminais merecem ser aqui destacados que, por primeiro, captaram a relevância do momento histórico e souberam encontrar-lhe a fórmula adequada, Teologia da Libertação: Gustavo Gutiérrez do Peru, Juan Luiz Segundo do Uruguai, Hugo Asmann do Brasil e Enrique Dussel e Miguez Bonino, ambos da Argentina. Esta foi a primeira geração. Seguiram-se outras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;3. Os muitos rostos dos pobres e oprimidos&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Teologia da Libertação partiu diretamente dos pobres materiais, das classes oprimidas, dos povos desprezados como os indígenas, negros marginalizados, mulheres submetidas ao machismo, das religiões difamadas e outros portadores de estigmas sociais. Mas logo se deu conta de que pobres-oprimidos possuem muitos rostos e suas opressões são, cada vez, específicas. Não se pode falar de opressão-libertação de forma generalizada. Importa qualificar cada grupo e tomar a sério o tipo de opressão sofrida e sua correspondente libertação ansiada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desmascarou-se o sistema que subjaz a todas estas opressões, construido sobre o submetimento dos outros e da depredação da natureza. Dai a importância do diálogo que a Teologia da Libertação conduziu com a economia políica capitalista. De grande relevância crítica foi a releitura da história da América Latina a partir das vítimas, desocultando a perversidade de um projeto de invasão coletivo no qual o colono ou o militar vinha de braço dado com o missionário. Esse casamento incestuoso produziu, segundo o historiador Oswald Spengler, o maior genocídio da história. Até hoje nem as potências outrora coloniais nem a Igreja institucional tiveram a honradez de reconhecer esse crime histórico, muito menos de fazer qualquer gesto de reparação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem entrar em detalhes, surgiram várias tendências dentro da mesma e única Teologia da Libertação: a feminista, a indígena, a negra, a das religiões, a da cultura, a da história e da ecologia. Logicamente, cada tendência se deu ao trabalho de conhecer de forma crítica e científica seu objeto, para poder retamente avaliá-lo e atuar sobre ele de forma libertadora à luz da fé.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;4. Como fazer uma teologia de libertação&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui cabe uma palavra sobre o como fazer uma teologia que seja libertadora, quer dizer, cabe abordar o método da Teologia da Libertação. O método seja talvez uma de suas contribuições mais notáveis que este modo de fazer teologia trouxe ao quefazer teológico universal. Parte-se antes de mais nada de baixo, da realidade, a mais crua e dura possível, não de doutrinas, documentos pontifícios ou de textos bíblicos. Estes possuem a função de iluminação mas não de geração de pensamento e de práticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Face à pobreza e à miséria, a primeira reação foi, tipicamente, jesuânica, a do miserior super turbas, de compaixão que implica transportar-se à realidade do outro e sentir sua paixão. É aqui que se dá uma verdadeira experiência espiritual de encontro com aqueles que Bartolomeu de las Casas no México e Guamán Poma de Ayala no Peru chamavam de os Cristos flagelados da história. Há um encontro de puro espírito com o Cristo crucificado que quer ser baixado da cruz. Esta experiência espiritual de compaixão só é verdadeira se der origem a um segundo sentimento o de iracundia sagrada que se expessa: “isso não pode ser, é inaceitável e condenável; deve ser superado”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Destes sentimentos surge imediatamente a vontade de fazer alguma coisa. É nesse momento que entra a racionalidade que nos ajuda a evitar enganos, fruto da boa vontade mas sem crítica. Sem análise corre-se o risco do assistencialismo e do mero reformismo que acabam por reforçar o sistema. O conhecimento dos mecanismos produtores da pobreza-opressão nos mostra a necesidade de uma transformação e libertação, portanto de algo novo e alternativo. Em seguida, buscam-se as mediações concretas que viabilizam a libertação, sempre tendo como protagonista principal o próprio pobre. Aqui entra a funcionar outra lógica, aquela das metas, das táticas e estratégias para alcançá-las, das alianças com outros grupos de apoio e da avaliação da correlação de forças, do juizo prudencial acerca da reação do sistema e de seus agentes e da possibilidade real de avanço. Alcançada a meta, vale a celebração e a festa que congraçam as pessoas, lhes conferem sentimento de pertença e do reconhecimento da própria força transformadora. Então constatam empiricamente que um fraco mais um fraco não são dois fracos, mas um forte, porque a união faz a força histórica transformadora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo: estes são os passos metodológicos da Teologia a Libertação: (1) um encontro espiritual, vale dizer, uma experiência do Crucificado sofrendo nos crucificados. (2) uma indignação ética pela qual se condena e rejeita tal situação como desumana que reclama superação;(3) um ver atento que implica uma análise estrutural dos mecanismos produtores de pobreza-opressão; (4)um julgar crítico seja aos olhos da fé seja aos olhos da sã razão sobre o tipo de sociedade que temos, marcada por tantas injustiças e a urgência de transformá-la; (5) um agir eficaz que faz avançar o processo de libertação a partir dos oprimdiso; (5) um celebrar que é um festejar coletivo das vitórias alcançadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse método é usado na linguagem do cotidiano seja pelos meios populares que se organizam para resistir e se libertar, seja pelos grupos intermediários dos agentes de pastoral, de padres, bispos, religiosos e religiosas e leigos e leigas cujo discurso é mais elaborado, seja pelos próprios teólogos que buscam rigor e severidade no discurso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;5. Contribuições da Teologia da Libertação para a teologia universal&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Teologia da Libertação, por causa da perspectiva dos pobres que assumiu, revelou dimensões diferentes e até novas da mensagem da revelação. Em primeiro lugar, ela propiciou a reapropriação da Palavra de Deus pelos pobres. Em suas comunidades e círculos bíblicos aprenderam comparar página da Bíblia com a página da vida e dai tirar consequências para sua prática cotidiana. Lendo os Evangelhos e se confrontando com o Jesus de Nazaré, artesão, factotum e campones mediterrâno, perceberam a contradição entre a condição pobre de Jesus e a riqueza da grande instituição Igreja. Esta está mais próxima do palácio de Herodes do que da gruta de Belém. Com respeito aprenderam a fazer suas críticas ao exerício centralizado do poder na Igreja e ao fechamento doutrinal face a questões importantes para a sociedade como é a moral familiar e sexual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Teologia da Libertação nos fez descobrir Deus como o Deus da vida, o Pai e Padrinho dos pobres e humildes. A partir de sua essência, como vida, se sente atraido pelos que menos vida têm. Deixa sua transcendência e se curva para dizer:”ouvi a opressão de meu povo…desci para libertá-lo”(Ex 3,7). A opção pelos pobres encontra seu fundamento na própria natureza de Deus-vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Revelou-nos também a Jesus como libertador. Ele é libertador, não porque assim o chamam os teólogos da libertação, mas por causa do testemunho dos Apóstolos. Ele libertou do pecado mas também da doença, da fome e da morte. Jesus não morreu. Foi assassinado porque viveu uma prática libertária que ofendia as convenções e tradições da época. Anunciou uma proposta – o Reino de Deus – que implicava uma revolução em todas as relações; não apenas entre Deus e os seres humanos, mas também na sociedade e nos cosmos. O Reino de Deus se contrapunha ao Reino de César, o que representava um ato político de lesa-majestade. O Imperador revindicava para si o título de Deus e até de “Deus de Deus”, coisa que o credo cristão mais tarde atribuirá a Cristo. A ressurreição, ao lado de outros significados, emerge como a inauguração do “novissimus Adam”(1Cor 15,45), como uma “revolução na evolução”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Permitiu-nos identificar em Maria, não apenas aquela humilde serva do Senhor que diz fiat mas a profetiza que clama pelo Deus Go’El, o vingador dos injustiçados, aquele que derruba dos tronos os poderosos e eleva os humildes (Lc 1, 51-52). Ela clarificou também a missão da Igreja que é atualizar permanentemente, para os tempos e lugares diferentes, a gesta libertadora de Jesus e manter vivo seu sonho de um Reino de Deus que começa pelos últimos, os pobres e excluidos e que se estende até à criação inteira será finalmente resgatada, onde vige a justiça, o amor incondicional, o perdão e a paz perene.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;6. A Teologia da Libertação como revolução espiritual&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As reflexões que acabamos de fazer nos permitem dizer: a Teologia da Libertação produziu uma revolução teológico-espiritual. Não houve muitas revoluções espirituais no Cristianismo. Mas sempre que elas ocorrem, se resignificam os principais conteúdos da fé, como assinalamos acima, emerge uma nova vitalidade e a mensagem cristã libera dimensões insuspeitadas, gerando vida e santidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É a primeira teologia histórica que nasceu na periferia do cristianismo e distante dos centros metropolitanos de pensamento. Ela denota uma maturação inegável das Igrejas-filhas que conseguem articular, com sua linguagem própria, a mensagem cristã, sem romper a unidade de fé e a comunhão com as Igrejas-mães.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca na história do cristianismo os pobres ganharam tanta centralidade. Eles sempre estiveram ai na Igreja e foram destinatários dos cuidados da caridade cristã. Mas aqui se trata de um pobre diferente, que não quer apenas receber mas dar de sua fé e inteligência. Trata-se do pobre que pensa, que fala, que se organiza e que ajuda a construir um novo modelo de Igreja-rede-de-comunidades. Os pastores de estilo autoritário não temem o pobre que silencia e obedece. Mas tremem diante do pobre que pensa, fala e participa na definição de novos rumos para a comunidade. São cristãos com consciência de sua cidadania eclesial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A irradiação da Teologia da Libertação alcançou o aparelho central da Igreja Católica, o Vaticano. Influenciadas pelos setores mais conservadores da própria Igreja latinoamericana e das elites políticas conservadoras, as instâncias doutrinárias sob o então Card. Joseph Ratzinger reagiram, em 1984 e 1986, com críticas contra a Teologia da Libertação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas se bem repararmos, não se fazem condenações cerradas. Tais autoridades chamam a atenção para dois perigos que acossam este tipo de teologia: a redução da fé à política e o uso não-crítico de categorias marxistas. Perigos não são erros. Evitados, eles deixam o caminho aberto e nunca invalidam a coragem do pensamento criativo. Apesar das suspeitas e manipulações que se fizeram destes dois documentos oficiais, a Teologia da Libertação pôde continuar com sua obra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esta razão entendemos que o Papa João Paulo II, com mais espírito pastoral que doutrinal, tenha enviado uma Mensagem ao Episcopado do Brasil no dia 6 de abril de 1986 na qual declara que esta a Teologia da Libertação, em condições de opressão, “não é somente útil mas também necessária”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas sobre a figura do então Card. Joseph Ratzinger pesa uma acusação irremissivel, que seguramente passará negativamente para a história da teologia: a de ter-se revelado inimigo da inteligência dos pobres e de seus aliados e de ter condenado a primeira teologia surgida na periferia da Igreja e do mundo que conferia centralidade à dignidade dos oprimidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Efetivamente, proibiu que mais de cem teólogos de todo o Continente elaborassem uma coleção de 53 tomos- Teologia e Libertação – como subsídio a estudantes e a agentes de pastoral que atuavam na perspectiva dos pobres. Mais que um erro de governo, foi um delito contra a eclesialidade e um escárneo aos pobres pelos quais deverá responder diante de Deus. Também para ele vale o dito: na tarde sua vida, os pobres serão seus juizes dos quais esperamos que tenham para com o Cardeal mais misericórdia que severidade, diante de tanta ignorância e arrogância de quem se poderia esperar apoio entusiasmado e acompanhamento diligente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao contrário, muitos teólogos foram postos por ele sob vigilância, advertidos, marginalizados em suas comunidades, acusados, proibidos de exercer o ministério da palavra, afastados de suas cátedras ou submetidos a processos doutrinários com “silêncio obsequioso”. Esta rigidez não dminuiu ao fazer-se Papa, mas continuou com renovado fervor. Et est videre miseriam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Teologia da Libertação devolveu dignidade e relevância à tarefa da Teologia. Conferiu-lhe um inegável caráter ético. Os teólogos desta corrente, sem renunciar ao estudo e à pesquisa, se associaram à vida e a causa dos condenados da Terra. No apoio a seus movimentos correram riscos. Muitos conheceram a prisão, a tortura e outros o martírio. Ousamos dizer que a Teologia da Libertação junto com a Igreja da Libertação que lhe subjaz é um dos poucos movimentos eclesiais que no século XX conheceu o martírio, curiosamente praticados por cristãos repressores, atingindo leigos e leigas, religosas e religiosos, pastores, teólogos e teólogas não poupando mesmo bispos como Dom Angelelli da Argentina e Dom Oscar Arnulfo Romero de El Salvador. É o sinal da verdade desta opção pelos pobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, a Teologia da Libertação chama as demais teologias à sua responsabilidade social no sentido de colaborarem na gestação de um mundo mais justo e fraterno. Sua missão não se esgota numa diligência ad intra, ao espaço eclesial. Se ela não quiser escapar da indiferença e do cinismo deve se deixar mover pelo grito dos oprimidos que sobe das entranhas da Terra. Poucos são os que escutam esse clamor. Uma teologia que silencia diante do tragédia dos milhõs de famélicos e condenados a morrer antes do tempo, não tem nada a dizer sobre Deus ao mundo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;7. A Teologia da Libertação como revolução cultural&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por fim, a Teologia não representou apenas uma revolução espiritual. Ela significou também uma revolução cultural. Contribuiu para que os pobres ganhassem visibilidade e consciência de suas opressões. Gestou cristãos que se fazeram cidadãos ativos e a partir de sua fé se empenharam em movimentos sociais, em sindicatos e em partidos no propósito de dar corpo a um sonho, que tem a ver com o sonho de Jesus, o de construir uma convivência social na qual o maior número possa participar e todos juntos possam forjar um futuro bom para a humanidade e para a natureza.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É mérito da Igreja da Libertação com sua Teologia da Libertação subjacente ter contribuido decididamente na construção do Partido dos Trabalhadores, do Movimento dos Sem Terra, do Conselho Indigenista Missionário, da Comissão da Pastoral da Terra, da Pastoral da Criança, dos Hansenianos e dos portadores do virus HIV que foram os instrumentos para praticar a libertação e assim realizar os bens do Reino. Aqui o cristianismo mostrou e mostra a primazia da ortopraxis sobre a ortodoxia e a importância maior das práticas sobre as prédicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nascida na América Latina, esta teologia se expandiu por todo o terceiro mundo, na Africa, na Asia, especialmente naquelas Igrejas particulares que penetraram no universo dos pobres e oprimdos e em movimentos dos paises centrais ligados à solidariedade internacional e ao apoio às lutas dos oprimidos, na Europa e nos Estados Unidos. De forma natural, ela se associou ao Forum Social Mundial e encontrou lá visibilidade e espaço de contribuição às grandes causas vinculadas ao um outro mundo possível e necessário, articulando o discurso social com o discurso da fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todas as questões abordadas, a preocupação é sempre essa: como vai a caminhada dos pobres e dos oprimdos no mundo? Como avança o Reino com seus bens e que obstáculos encontra pela frente, vindos da própria instituição eclesial, não raro tardia em tomar posições e insensível aos problemas do homem da rua e aqueles derivados principalmente das estratégias dos poderosos, decididos em manter invisíveis e silenciados os oprimidos para continuarem sua perversa obra de acumulação e dominação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;8. O futuro da Teologia da Libertação&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que futuro tem e terá a Teologia da Libertação? Muitos pensam e lhe interessa pensar assim que ela é coisa dos anos 70 do século passado e que já perdeu atualidade e relevância. Só mentalidades cínicas podem alimentar tais desejos, totalmente alienadas com o que passa com o planeta Terra e com o destino dos pobres no mundo. O desafio central para o pensamento humanitário e para a Teologia da Libertação é exatamente o crescente aumento do número de pobres e o acelerado aquecimento global e a opressão dos pobres. Lamentavelmente, cada vez menos pessoas, grupos e igrejas estão dispostos a ouvir seu clamor canino que se dirige ao céu. Uma Igreja e uma teologia que se mostram insensíveis a esta paixão se colocam a quilômetros luz da herança de Jesus e da libertação que ele anunciou e antecipou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Teologia da Libertação não morreu. Ela é atualmente mais urgente do que quando surgiu no final dos anos 60 do século XX. Apenas ficou mais invisível pois saiu do foco das polêmicas que interessam a opinião pública. Enquanto existirem neste mundo pobres e oprimidos haverá pessoas, cristãos e Igrejas que farão suas as dores que afligem a pele dos pobres, suas as angústias que lhes entristecem a alma e seus os golpes que lhes atingem o coração. Estes atualizarão os sentimentos que Jesus teve para com a humanidade sofredora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No contexto atual de degradação da Mãe Terra e da devastação continuada do sistema-vida, a Teologia da Libertação entendeu que dentro da opção pelos pobres deve incluir maximamente a opção pelo grande pobre que é o Planeta Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele é vítima da mesma lógica que explora as pessoas, subjuga as classes, domina as nações e devasta a natureza. Ou nos libertamos desta lógica perversa ou ela nos poderá levar a uma catástrofe social e ecológica de dimensões apocalípticas, não excluída a possibilidade até da extinção da espécie humana. A inclusão desta problemática, quiça, a mais desafiante de nosso tempo, fez nascer uma vigorosa Ecoteologia da Libertação. Ela se soma a todas as demais iniciativas que se empenham por um outro paradigna de relação para com a natureza, com outro tipo de produção e com formas mais sóbrias e solidárias de consumo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que futuro tem a Teologia da Libertação? Ela tem o futuro que está reservado aos pobres e oprimidos. Enquanto estes persistirem há mil razões para que haja um pensamento rebelde, indignado e compassivo que se recusa aceitar tal crueldade e impiedade e se empenhará pela libertação integral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela não terá lugar dentro do atual sistema capitalista, máquina produtora de pobreza e de opressão. Ela só poderá existir na forma de resistência, sob perseguições, difamações e martírios. Mesmo assim, porque nenhum sistema é absolutamente fechado, ela poderá colocar cunhas por onde o pobre e o oprimido construirão espaços de liberdade. Por isso, a Teologia da Libertação possui uma clara dimensão política: ela quer a mudança da sociedade para que nela se possam realizar os bens do Reino e os seres humanos possam conviver como cidadãos livre e participantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que futuro tem a Teologia da Libertação denro do tipo de Igreja-instituição que possuimos? Mantido o atual sistema, cujo eixo estruturador é a sacra potestas, o poder sagrado, centralizado somente na hierarquia, ela só poderá ser uma teologia no cativeiro e relegada à marginalidade. Ela é disfuncional ao pensamento oficial e ao modo como a Igreja se organiza hierarquicamente: de um lado o corpo clerical que detém o poder sagrado, a palavra e a direção, e do outro, o corpo laical, sem poder, obrigado a ouvir e a obedecer. Na esteira do Concílio Vaticano II, a Teologia da Libertação se baseia num conceito de Igreja comunhão, rede de comunidades Povo de Deus e poder sagrado como serviço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta visão de Igreja foi nos últimos decênios praticamente anulada por uma política curial de volta à grande disciplina e pelo reforço à estrutura hierárquica de orgnização eclesial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim se fecharam as portas à conciliação tentada pelo Concílio Vaticano II entre Igreja Povo de Deus e Igreja Hierárquica, entre Igreja-poder e Igreja-comunhão. O difícil equilíbrio alcançado foi logo rompido ao se entender a comunhão como comunhão hierárquica, o que anula o conteúdo inovador deste conceito que supõe a participação equânime de todos e a hierarquia funcional de serviços e não a hiierarquia ontológica de poderes. A burocracia vaticana e os Papas Wojtyla e Ratzinger nterpretaram o Vaticano II à luz do Vaticano I centralizando novamente a Igreja ao redor do poder do Papa e esvaziando os poucos órgãos de colegialidade e participação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não devemos ocultar o fato de que ao optar pelo poder a Igreja institituição optou pelos que também têm poder, numa palavra, os ricos. Os pobres perderam centralidade. A eles está reservada a assistência e a caridade que nunca faltaram. Mas quem opta pelo poder fecha as portas e as janelas ao amor e à misericórdia. Lamentavelmente ocorreu com o atual modelo de Igreja, burocrático, frio e nas questões concernentes à sexualidade, a homoafetividade, à AIDS e ao divórcio, sem misericórdia e humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nestas condições, não há como fazer uma Teologia da Libertação como um bem da Igreja local e universal que toma a sério a questão dos pobres e da justiça social. Ela subverte a ordem estabelecida das coisas. Seu destino será a deslegitimação e a perseguição. Não será exagero dizer que ela vive e viveu o seu mistério pascal: sempre rejeitada, sempre sepultada e também sempre de novo ressuscitada porque o clamor dos pobres não permite que ela morra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas na Igreja instituição, apesar de suas graves limitações, sempre há pessoas, homens e mulheres, padres, religiosos e religiosas e bispos que se deixam tocar pelos crucificados da história e se abrem ao chamado do Cristo libertador. Não apenas socorrem os pobres mas se colocam do lado deles e com eles caminham buscando formas alternativas de viver e de expressar a fé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual o futuro da Teologia da Libertação? Ecumênica desde seus inícios, ela vicejará naquelas Igrejas que se remetem ao Jesus dos evangelhos, àquele que proclamou benaventurados os pobres e que se encheu de compaixão pelo povo faminto e que, num gesto de libertação, multiplicou os pães e os peixes. Estas Igrejas ou porções delas, ousadamente mantem a opção pelos pobres contra a sua pobreza. Entenderão esta opção como um imperativo evangélico e a forma, talvez a mais convincente, de preservar o legado de Jesus e de atualizá-lo para os nossos tempos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;9.Onde encontrar hoje a Teologia da Libertação&lt;/div&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual será o futuro da Teologia da Libertação? Está em seu presente. Ela continua viva e cresce, com caráter ecumênico, na leitura popular da Bíblia, nos círculos bíblicos, nas comunidades eclesiais de base, nas pastorais sociais, no movimento fé e política e nos trabalhos pastorais nas periferias das cidades e nos interiores do paises. Neste nivel e por sua natureza ecumênica e popular esta teologia, de certa forma, escapa da vigilância das autoridades doutrinárias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela é a teologia adequada àquelas práticas que visam a transformação social e a gestação de um outro modo de habitar a Terra. Se alguém quiser encontrar a Teologia a Libertação não vá às faculdades e institutos de teologia. Ai encontrará fragmentos e poucos representantes. Mas vá às bases populares. Ai é seu lugar natural e ai viceja vigorosamente. Ela está reforçando o surgimento de um outro modelo de Igreja mais comunitário, evangélico, participativo, simples, dialogante, espiriual e encarnado nas culturas locais que lhe conferem um rosto da cor da população, em nosso caso, indio-negro-latinoamericano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Alçando a vista numa perspectiva universal, tenho uma como que visão. Vejo a multidão de pobres, de mutilados, aqueles que o Apocalipse chama “de sobreviventes da grande tribulação” (7,14) cujas lágrimas são enxugadas pelo Cordeiro, organizados em pequenos grupos erguendo a bandeira do Evangelho eterno, da vida e da libertação. Seguidores do Servo sofredor e do Profeta perseguido e ressuscitado a eles está confiado o futuro do Cristianismo, disseminado no mundo globalizado em redes de comunidades, enraizado nas distintas culturas locais e com os rostos dos seres humanos concretos. Deixando para trás a pretensão de excepionalidade que tantas separações trouxe, se associarão a outras igrejas, religiões e caminhos espirituais no esforço de manter viva a chama sagrada da espiritualidade presente em cada pessoa humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro deste tipo comunional e de mútua aceitação das diferentes igrejas, a Teologia da Libertação terá um lugar natural. Ela recolherá reflexivamente os esforços dos cristãos pelo resgate da dignidade dos pobres e da dignidade e dos direitos da Terra e animará a caminhada da humanidade rumo a um mundo que ainda não conhecemos mas que cremos estar alinhado àquele que Jesus sonhou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, Teologia da Libertação terá cumprido a sua missão. Comprenderá que no binômio Teologia da Libertação, o decisivo não é a Teologia mas a Libertação real e histórica, porque esta e não aquela é um dos bens do Reino de Deus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div style="margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 21px; line-height: 22px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 1em; line-height: 22px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leonardo Boff, 1938, doutorado em teologia e filosofia, foi durante mais de 20 anos professor de teologia sistemática no Instituto Teológico Franciscano de Petrópolis e depois professor de ética, filosofia da religião e de ecologia filosófica na Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Foi professor visitante em várias universidades estrangeiras e galardoado com vários dr.h.c. Escreveu mais de 80 livros nas várias áreas teológicas e humanísticas e sempre se entendeu no âmbito da Teologia da Libertação.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-5180773366411472507?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/5180773366411472507/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/quarenta-anos-da-teologia-da-libertacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/5180773366411472507'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/5180773366411472507'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/quarenta-anos-da-teologia-da-libertacao.html' title='Quarenta anos da Teologia da Libertação'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-RG1E1fv73eM/Tq8vZj3SlPI/AAAAAAAAASQ/fyGy9euwhz8/s72-c/Leonardo+Boff_150_a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-311904006719964268</id><published>2011-10-31T16:26:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T16:26:43.024-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>'A boa doutrina corre o risco de ser desmentida por uma conduta incoerente', diz Papa</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hURUIsAf774/Tq8ufBPek0I/AAAAAAAAASI/BuBmMfSWrec/s1600/papa-bento-xvi1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-hURUIsAf774/Tq8ufBPek0I/AAAAAAAAASI/BuBmMfSWrec/s320/papa-bento-xvi1.jpg" width="250" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="olho" style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; padding-left: 40px; padding-right: 40px; padding-top: 15px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="olho" style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; padding-left: 40px; padding-right: 40px; padding-top: 15px; text-align: justify;"&gt;No último Ângelus do mês de outubro, o Santo Padre recordou que somente Jesus Cristo é o verdadeiro e único Mestre e é certeza da nossa vida e do nosso ensinamento.&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="background-color: white; padding-top: 15px; text-align: -webkit-auto;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;"A boa doutrina deve ser acolhida, mas corre o risco de ser desmentida por uma conduta incoerente", disse o Santo Padre no tradicional encontro com os fiéis para a recitação do Ângelus, o último do mês de outubro. No Evangelho do Dia, comentando sobre Jesus, os escribas e os fariseus, o Santo Padre Bento XVI falou que o papel de um mestre autêntico deve ser aquele de seguir Jesus.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com Bento XVI, Crito "é o primeiro a praticar o mandamento do amor, que ensina a todos, e pode dizer que ele é um peso leve e suave justamente porque nos ajuda a levá-lo com Ele". Conforme o pontífice, o Senhor "exprime a verdade de seu ensinamento através da fidelidade à vontade do Pai, através do dom de si mesmo", enquanto os escribas e os fariseus "são exemplo dos mestres de comportamento em contraste com o próprio ensinamento".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Jesus Cristo", prosseguiu o Papa, "condena também firmemente a vaidade e observa que trabalhar ‘para ser admirado pelas pessoas´ (Mt 23,5) coloca à mercê da aprovação humana os valores que fundam a autenticidade das pessoas". Neste sentido, o Santo Padre fez votos para que os professores cristãos testemunhem sempre "com as obras a verdade que transmitem com a palavra".&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Saudações em outras línguas&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;No último domingo de outubro, quente e cheio de sol em Roma, esteve presente um grupo de fiéis da paróquia de São Cristovão, da Diocese de São João da Boa Vista, em São Paulo "Possa esta visita a Roma confirmar a vossa fé, como os Apóstolos Pedro e Paulo, na Boa Nova de Jesus Cristo! Por ela, sabemos que somos filhos no Filho e entramos no seio da Santíssima Trindade", desjou o Santo Padre em língua portuguesa.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já na saudação em francês, Bento XVI convidou ao fiéis, no final do mês de outubro, a recitarem o Rosário, seguindo Maria em sua escola para serem suportados por ela ao prosseguir no caminho do Evangelho.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nas tradicioanais saudações, o Papa expressou também sua proximidade à população da Tailândia, atingida por graves inundações. (AA)&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-311904006719964268?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/311904006719964268/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/boa-doutrina-corre-o-risco-de-ser.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/311904006719964268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/311904006719964268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/boa-doutrina-corre-o-risco-de-ser.html' title='&apos;A boa doutrina corre o risco de ser desmentida por uma conduta incoerente&apos;, diz Papa'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-hURUIsAf774/Tq8ufBPek0I/AAAAAAAAASI/BuBmMfSWrec/s72-c/papa-bento-xvi1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-4478719702332474909</id><published>2011-10-31T16:22:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T16:22:01.450-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Lula tem chance 'muito boa' de cura do câncer, dizem médicos</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-a2v-Ze3EnAQ/Tq8tMFMu4BI/AAAAAAAAAR8/Hwaqfk9cH4M/s1600/380720_75401.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" src="http://4.bp.blogspot.com/-a2v-Ze3EnAQ/Tq8tMFMu4BI/AAAAAAAAAR8/Hwaqfk9cH4M/s320/380720_75401.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Por José de Castro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;SÃO PAULO - A equipe médica que acompanha o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta segunda-feira que a expectativa de cura do tumor diagnosticado na laringe do ex-presidente é "muito boa", e que há poucas chances de Lula ficar com sequelas em sua voz por conta da doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Os médicos afirmaram ainda que a agressividade do tumor encontrado é intermediária. O ex-presidente iniciou nesta segunda-feira tratamento quimioterápico para combater o câncer.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;"O quadro geral está ótimo. Não tem qualquer outro problema que pudesse piorar o prognóstico ou aumentar os efeitos colaterais. Achamos que as chances de cura são muito boas", disse Roberto Kalil Filho, médico pessoal de Lula e que faz parte da equipe que acompanha o ex-presidente no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;"Ele está bem, bem tranquilo. Óbvio que num primeiro momento há uma apreensão, um choque, um efeito surpresa. (Mas o ex-presidente está) bem tranquilo, de excelente humor, do mesmo jeito de sempre. Extremamente confiante", acrescentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;De acordo com os médicos, Lula, de 66 anos, se submeterá a sessões de quimioterapia a cada 21 dias, totalizando três sessões. Os médicos pretendem avaliar o ex-presidente entre a segunda e terceira aplicações.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;"Diante da escala de agressividade, é um tratamento agressivo. No ex-presidente terá os efeitos colaterais da quimioterapia, incluindo a queda de cabelo", disse Paulo Hoff, diretor geral do Centro de Oncologia do Sírio-Libanês, que também acompanha o ex-presidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;"O tumor é localizado, a chance de cura é elevada", acrescentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Após as sessões de quimioterapia, o presidente terá ainda de passar por radioterapia e a expectativa é que o tratamento seja finalizado no final de fevereiro de 2012.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;"O presidente levará uma vida próxima do normal... Acreditamos que ele não terá nenhuma dificuldade em voltar a uma vida absolutamente normal muito em breve", disse o médico Arthur Katz, que também participa da equipe que acompanha Lula.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;De acordo com os médicos, caso o tratamento seja bem sucedido, o ex-presidente terá que continuar com um acompanhamento médico mais cuidadoso até o período de dois anos após o fim do tratamento, considerado crítico pelos médicos para eventual volta da doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Segundo eles, somente após cinco anos depois do fim do tratamento e deste acompanhamento poderá se avaliar se Lula estará completamente curado.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Visita de Dilma&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Lula teve o câncer diagnosticado no sábado. No dia seguinte, o Instituto Cidadania, comandado pelo ex-presidente, informou que ele cancelou todas as viagens que faria até janeiro de 2012 para se concentrar no tratamento da doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Segundo informações do Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff antecipará uma viagem para São Paulo, onde participará de uma cerimônia de entrega de prêmios na noite desta segunda-feira, e visitará Lula no Sírio-Libanês no final da tarde.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;O tipo de câncer diagnosticado em Lula é o comumente mais encontrado na laringe, de acordo com os médicos. Hoff acrescentou que o fumo e a bebida alcoólica são fatores de risco importantes para o surgimento da doença.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;O diretor do Centro Oncológico do hospital disse também que de 7 mil a 8 mil casos deste tipo de câncer são registrados por ano no Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Lula tinha a expectativa de desempenhar papel importante nas eleições municipais do ano que vem, por sua influência na definição dos candidatos, em especial em São Paulo. Ele até já demonstrou interesse em viajar pelo país fazendo campanha para aliados.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Lula procurou auxílio médico na última sexta-feira após se queixar de dores na garganta desde segunda-feira. Ele foi incentivado a procurar ajuda por Kalil Filho, que participou da comemoração do aniversário do ex-presidente, na última quinta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="background-color: white; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;Lula, que governou o Brasil de 2003 a 2010, completou 66 anos na última quinta-feira.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-4478719702332474909?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/4478719702332474909/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/lula-tem-chance-muito-boa-de-cura-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/4478719702332474909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/4478719702332474909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/lula-tem-chance-muito-boa-de-cura-do.html' title='Lula tem chance &apos;muito boa&apos; de cura do câncer, dizem médicos'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-a2v-Ze3EnAQ/Tq8tMFMu4BI/AAAAAAAAAR8/Hwaqfk9cH4M/s72-c/380720_75401.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-9079953461448677238</id><published>2011-10-31T16:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T16:18:09.649-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Carta a Ellacu</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-M7H_ITsSpl4/Tq8spw0ZMnI/AAAAAAAAAR0/Ll6J-4ye76E/s1600/sobrino_60x60.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-M7H_ITsSpl4/Tq8spw0ZMnI/AAAAAAAAAR0/Ll6J-4ye76E/s1600/sobrino_60x60.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Jon Sobrino&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor_desc" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Teólogo&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;Adital&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tradução: ADITAL&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;O "sempre” do povo crucificado. "O que fazer com os bons”&lt;/i&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Dean Brackley)(1)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querido Ellacu(2):&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É uma ficção escrever-te. Porém, talvez desse modo possamos nos dizer coisas que podem ser importantes. E, com isso, gostaria de contextualizar um pouco o aniversário de teu martírio. Vou te falar de três coisas da atualidade, tal como as vejo, que têm tudo a ver com o que foste e com o que disseste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;1. O "sempre” do povo crucificado.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;Já não se fala muito de "povos crucificados” como fizeram tu e Dom Romero, chegando a essa genial formulação, creio que independentemente um do outro e guiados pelo mesmo espírito salvadorenho e cristão. E menos ainda se insiste em que esse povo crucificado é "sempre” o sinal dos tempos, como escreveste no exílio, em Madri. A razão para esse silêncio não é que volte a estar em voga o pensamento utópico de Ernst Bloch ou de Teilhard de Chardin, teólogo. E o mundo não está melhorando, mas continua gravemente enfermo, como disseste em teu último discurso. A honradez piorou com o real, e o "sempre” não é politicamente correto. Porém, não vou dar voltas. Continuam existindo Haiti e Somália e a nova epidemia do homicídio, de 12 a 15 assassinatos diários no país, nos últimos anos, a enfermidade mais mortífera em nosso país. "O light” avançou muito no modo de pensar e "o politicamente correto” escravizou a linguagem: "vulnerabilidade”, os "menos favorecidos”, "países em vias de desenvolvimento”. Nada soa mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, mencionar o "sempre” parece ser coisa de masoquistas. Porém, não é assim. No país sempre chove, e nesse ano também. Na natureza sempre é a mesma: torrentes, destruição e morte. Porém, sempre são os mesmos que sofrem as consequências; os que vivem nas quebradas, nas favelas e barracos. A pergunta de Gustavo Gutiérrez continua sendo fundamental: "onde dormirão os pobres?” Há povos depredados, como o Congo; povos ignorados, como o Haiti; povos inundados, como o nosso... Continuam sendo o povo crucificado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E os ricos e poderosos? Sempre sofrem alguns danos; porém, quase sempre os superam sem muito custo. E nem falemos nas crises financeiras: são investidos milhões de dólares ou euros para que o sistema não afunde. O povo crucificado não vê a vida como dada; os ricos, sim. E têm a profunda convicção de que são os eleitos; estão convencidos de que merecem viver bem. Elevam a realidade a escândalo metafísico se lhes acontece algo grave. Porém, coisas muito mais graves acontecem na África ou no Bajo Lempa e não há escândalo. Pertence ao existencial histórico de ter nascido pobres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ellacu, quero dizer-te que existe também outro "sempre”. Tem muita gente honrada que trabalha para que "o povo inundado” –falando de El Salvador- não acabe morrendo como "povo desalojado” ou como "povo afogado”. A entrega e a bondade também têm seu "sempre”. E, às vezes, surge um Dean Brackley que, quando lhe dizem que muitos rezam por ele, responde com toda simplicidade: "Rezem pelos que têm câncer e não recebem a atenção médica que eu recebo. E rezem pelos que, nesses dias, ficaram sem casa e sem comida”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;2. "O que fazer com os bons”.&lt;/b&gt;&amp;nbsp;A pergunta pode causar surpresa, mas a coloco por conta do alvoroço causado pela audiência em Madri. Trabalhar para que os responsáveis pelos últimos e muitos assassinatos nesse país, os de vocês e das duas mulheres inocentes, é coisa muito boa e muito necessária. Pode trazer muitos benefícios. E pode ser uma grande ajuda, muito necessária, para que se acabe ou se mitigue a impunidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por certo, não saiu nas notícias; porém, muito nos alegramos que os militares argentinos que, em 1976, ordenaram o assassinato do bispo Enrique Angelelli sejam julgados, 35 anos depois. É um exemplo, pouco frequente, de que a verdade pode triunfar sobre uma mentira e um encobrimento, que tem milhões de dólares e armas sofisticadas a seu serviço; que a justiça pode triunfar sobre a crueldade e a vileza; e que a civilização da impunidade, muito afim à civilização da riqueza, contra a qual, teimosamente, nos advertiste até o final, seja um pouco freada. Com o julgamento dos militares argentinos não desaparecem todos os males e o mundo do capital; mesmo com avanços e algo de democracia, continua produzindo vítimas impunemente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, conseguiu criar uma civilização de encobrimento, apesar de que sempre aparece quem os desmascara de diversas formas: bispos como Casaldáliga e agora "os indignados”. Esperamos que a audiência de Madri seja um êxito e que em El Salvador aconteça o mesmo que na Argentina, apesar de que, evidentemente, forças poderosíssimas estão contra de que isso aconteça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nessa situação, me vem à mente uma pergunta que pode parecer estranha. Dito com simplicidade, parece que já sabemos o que fazer "com os maus” para que nosso proceder produza bens: instaurar verdade e justiça no país; oferecer perdão –apesar de que mais difícil que perdoar é deixar-se perdoar. E gente muito boa trabalha para que isso aconteça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também sabemos, pelo menos em princípio, o que fazer com as vítimas: o que Puebla diz que Deus faz com os pobres, "tomar sua defesa e amá-los”. E não são, em absoluto, palavras inocentes, pois tomar sua defesa supõe inevitavelmente entrar em graves conflitos. Significa entrar "em luta pela justiça”, "a luta crucial de nosso tempo”, como diz a Congregação Geral XXXII.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, sabemos o que fazer "com os bons”, com os santos? Certamente, colocá-los para produzir, aprender com eles, com suas idéias e convicções, com seus modos de atuar e agradecer-lhes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses dias, uma pergunta se impõe: o que fazer com Dean Brackley. Velamos e acompanhamos seu cadáver. O amor e o agradecimento transbordaram com lágrimas e gozo, em muitas celebrações, no cemitério.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todavia, fico desassossegado penando no que fazer com Dean, com Dom Romero, com gente como vocês. Com Jesus de Nazaré. A resposta é simples: ser como eles, segui-los em seu fazer e em seu ser; imitá-los, ‘historizadamente', como tu dizias. Definitivamente, deixar-nos atingir pelos "bons” e pelos santos em nosso fazer e, mais profundamente, em nosso ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entende-me bem, Ellacu. É necessário saber reagir ante o que fazem os maus e atuar adequadamente ante os bons, tentando ser como eles. Difícil, sim. Porém, necessário para humanizar esse mundo. E também a Igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;3. Dean Brackley&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ellacu, essas palavras terão sentido para ti. "Com Dean Brackley, Deus passou entre nós. Penso que não existe maior confissão de fé do que afirmar que Deus continua passando por nosso mundo. A fé&amp;nbsp;é o que mais me preenche. E como Deus se faz presente em seres humanos, elas e eles, jovens e velhos, salvadorenhos e norte-americanos, mártires e confessores, como se dizia antes, o mistério se desdobra em muitas formas, convergentes, e assim é um mistério maior. Deus passou com Dom Romero e Deus passou com Dean.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em muitos testemunhos dessa Carta às Igrejas –‘Amor y Testimonios', tal como a intitulamos- narra-se essa passagem de Deus. Elejo somente um, o da doutora Miny: "Dean, I Love you so much... forever”. É linguagem bela e de eternidade. Linguagem que remete a mistério. Também Dean, semanas antes de morrer, falou em seu testamento da passagem de Deus, nele, com grande humildade, simplicidade e lucidez. Agora, em outra linguagem, mais conceitual; porém, espero que compreensível, quero falar-te de Dean ante de Deus e com Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro é que Dean morreu empapado de Deus. Assim vejo, apesar de que nesse mistério somente tocamos uma pontinha. No último livro, Dean conta seus problemas com Deus, suas épocas de agnosticismo, freqüentes. Recordou-me umas palavras tuas de junho de 1969, que citei muitas vezes: "Rahner leva com elegância suas dúvidas de fé”, e pensei que algo semelhante acontecia contigo. Porém, em todo o livro, Dean oferece sua própria fé, profunda, simples e muito real. E os leitores ficam surpreendidos ao ler o prólogo escrito pela encarregada da editora para julgar sobre a qualidade do livro. Ela se assume como agnóstica, sem que o assunto de Deus lhe preocupe muito. Porém, confessa que, lendo o livro, seu interesse Professional converteu-se em interesse existencial, pessoal. Eo texto a levou a Deus, e Dean a batizou um ano depois. Lutando com Deus, como Jacó, ou deixando-se seduzir por Deus, como Jeremias, Dean chegou a Deus. E ficou empapado de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse processo, Dean confessa com imensa gratidão que se encontrou com os pobres. Ellacu, quantas vezes escreveste que os pobres são o lugar do evangelho e o lugar de Deus. E também recordo as palavras de Porfirio Miranda: "O problema não é buscar a Deus, mas buscá-lo lá onde ele disse que estava: nos pobres”. É certo que nem sempre encontramos a Deus, ao estar entre os pobres, pois entre eles e trabalhando por eles há agnósticos que são esplêndidos seres humanos e continuam sendo agnósticos. Porém, na melhor tradição de Jesus, o Deus que se encontra entre os pobres tem um sabor especial. Penso que a misericórdia pode tornar-se mais delicada; a justiça mais firme; a verdade mais sem negociatas; e a fidelidade mais sem medir os custos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dean empapado de Deus foi um exemplo notável por interessar-se por todas e cada uma das pessoas com quem conviveu e a quem buscou. Todas e cada uma delas, companheiros jesuítas, familiares, pessoas da comunidade de Jayaque e da Universidade Centro-americana (UCA), amigos e amigas, salvadorenhos, norte-americanos e europeus e os deserdados, os pequenos tinham um nome muito concreto para ele. Cada um era insubstituível. Isso fez com que seu serviço fosse de grande fineza. E me faz recordar a Jesus, que conhecia todas as suas ovelhas por seus nomes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E seu Deus, foi, de verdade, o da criação. Não por moda -algumas das quais são muito boas-, Dean colocou grande interesse na mulher e no feminismo, também no ecumenismo; era muito amigo de pessoas de outras igrejas, na ecologia, e creio, que até nas causas indígenas. Seus argumentos fundamentais não eram categoriais, nem tomados de normas da hierarquia nem da doutrina social. Creio que para Dean o argumento era que Deus é um Deus de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dean me recordou umas palavras de Dom Romero que citei muitas vezes. São do dia 10 de fevereiro de 1980, em meio à barbárie que reinava no país. Disse Dom Romero: "Quem me dera, queridos irmãos, que o fruto dessa predicação fosse que cada um de nós encontrasse com Deus e que vivêssemos a alegria de sua majestade e de nossa pequenez!”. Para Dom Romero, Deus não diminuía ao ser humano; porém, para o ser humano era bom diminuir-se ante Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso me recorda a Dean. Nunca se colocou em primeiro lugar, nem falava de si mesmo quando as coisas saíam bem –"foram um êxito”- porque ele as tinha realizado. Simplesmente, se alegrava pelo bem. Recordava-me a Paulo, em sua Carta aos Coríntios: "O amor é paciente, é afável; o amor não tem inveja, não se jacta , nem se envaidece; desculpa sempre, confia, espera, sempre agüenta”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso, Dean me recordava ao grande Pe. Arrupe(3). Creio que sempre pensou nos demais antes de pensar em si mesmo. Nunca se preocupou com o não reconhecimento do bem que fazia. Como isso não é frequente, surpreende e causa impacto. E também ajuda a ‘desabsolutizar-nos' e a viver com alegria nossa pequenez ante Deus, como dizia Dom Romero.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Uma última reflexão&lt;/b&gt;. Dean não morreu mártir como vocês; porém, seus últimos meses foram um martírio: de corpo pelos sofrimentos de um câncer de pâncreas muito doloroso; e de alma, quando sentiu medo, sentiu-se só...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O padre Dean não morreu crucificado; porém, viveu até o final participando ativamente nas cruzes desse mundo. Trabalhou com poder, isto é, com força e energia para descer-nos da cruz. E sempre pensou em si mesmo no último lugar. Como o Deus crucificado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As últimas palavras de Dean são palavras de gratidão, a fundo perdido... Porém, a gratidão vive de outros e para outros, de Deus e para Deus. Os agradecidos podem fazer com que a realidade seja graça. Ellacu, se me permites a expressão –creio que é um neologismo- os agradecidos podem "‘buenar' a realidade” (torná-la boa). Isso foi o que Dean fez.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ellacu, já vês que, em meio a muitos males e, apesar de tudo, estamos contentes. Vocês, Julia Elba, Celina, Jon Cortina e o padre Ibisate, agora nosso querido Dean Brackley, estiveram conosco. E, com vocês, Deus está conosco. Não se pode pedir mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um abraço, Jon&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;27 de outubro, 2011&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Notas da Edição:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(1) Dean Brackley – Padre jesuíta que, em 1989, foi como voluntário ajudar a substituir os membros do corpo docente assassinados na universidade jesuíta de El Salvador. Era membro da província dos jesuítas de Nova York quando se mudou para San Salvador, serviu na Universidade Centro-Americana de 1990 até a sua morte. Ele havia sido diagnosticado com câncer no pâncreas há quatro meses.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.ihu.unisinos.br/index.php?option=com_noticias&amp;amp;Itemid=18&amp;amp;task=detalhe&amp;amp;id=48455"&gt;Leia mais&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(2) Os jesuítas Ignacio Ellacuría, Segundo Montes, Ignacio Martín-Baró, Amando López, Juan Ramón Moreno, Joaquín López-López e a funcionária da residência dos jesuítas, Elba Julia Ramos, juntamente com sua filha, Celina, de 15 anos, foram brutalmente executados por soldados do Exército Nacional no dia 16 de novembro de 1989, em San Salvador, El Salvador, durante a guerra civil que abalou aquele país entre 1979 e 1991. Esses seis jesuítas foram perseguidos e assassinados devido à denúncia corajosa contra as estruturas injustas da sociedade salvadorenha e pela defesa intransigente aos pobres, unindo-se a centenas de outros homens e mulheres que também foram vítimas de combates e violência naquela situação. (IHU).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(3) Pedro Arrupe (Bilbau, 14 de Novembro de 1907 — Roma, Itália, 5 de Fevereiro de 1991) foi um sacerdote católico, membro da Companhia de Jesus, Preposto Geral dos Jesuítas. (Wikipedia).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-9079953461448677238?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/9079953461448677238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/carta-ellacu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/9079953461448677238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/9079953461448677238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/carta-ellacu.html' title='Carta a Ellacu'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-M7H_ITsSpl4/Tq8spw0ZMnI/AAAAAAAAAR0/Ll6J-4ye76E/s72-c/sobrino_60x60.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-6765093651821354405</id><published>2011-10-31T16:14:00.001-07:00</published><updated>2011-10-31T16:16:11.506-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Os índios é que decidirão sobre usina de Belo Monte?</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-zNKTzICau1M/Tq8sGfShz9I/AAAAAAAAARs/LwxaIoB6qKw/s1600/L%25C3%25BAcio+fl%25C3%25A1vio.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-zNKTzICau1M/Tq8sGfShz9I/AAAAAAAAARs/LwxaIoB6qKw/s1600/L%25C3%25BAcio+fl%25C3%25A1vio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_autor" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Lúcio Flávio Pinto&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor_desc" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Jornalista paraense. Publica o Jornal Pessoal (JP)&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;Adital&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quatro líderes indígenas do vale do Xingu, comandados por Paulinho Kayapó, levaram um ano para preparar, quase sigilosamente, o I Encontro dos Povos Indígenas de Altamira, realizado em fevereiro de 1989. A Eletronorte compareceu desprevenida. Estava certa de que, com seu poderio, de maior subsidiária do grupo Eletrobrás, convenceria todos a aceitarem as cinco barragens que pretendia construir no rio, no Pará, planos que anunciara alguns anos antes. Seriam das maiores e mais baratas hidrelétricas que se podia pretender em qualquer parte do mundo. Mas acabou saindo escorraçada. E os projetos, arquivados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Passados quase 30 anos, as cinco represas inicialmente previstas foram reduzidas a uma só. Belo Monte tem um perfil ecológico e social menos agressivo do que a usina original, de Kararaô, e as barragens acompanhantes, a maior delas, Babaquara, apenas para reter águas para a usina a jusante ter viabilidade econômica. Mas só agora, 10 anos depois da retomada do projeto, começou a montagem do acampamento para a execução das obras. Novamente os índios são a pedra no caminho dos "barragistas”, os engenheiros que espalham hidrelétricas pelo território nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mais recente interrupção no muito acidentado cronograma depende de uma definição do Tribunal Regional Federal da 1ª Região sobre a nova pendência entre as partes, que diz respeito a saber se os índios foram ou não consultados sobre a construção da hidrelétrica nas suas terras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que os índios foram ouvidos, não há a menor dúvida. Eles participaram da nova edição do encontro de 1989, realizada em 2008. Não só disseram não à obra como agrediram fisicamente o engenheiro encarregado de expô-la aos presentes. Como eram frontalmente contra, nem quiseram ouvir a exposição. Quantas audiências forem realizadas, o resultado será o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o Ministério Público Federal, que os defende, exige que a formalidade da regra processual seja observada. Sem a realização de consultas a todos os povos indígenas interessados, direta ou indiretamente atingidos pela obra, a autorização que o Senado já concedeu para a implantação do projeto não terá valor, por ser inconstitucional, alega o MPF. Sua posição foi endossada pela relatora do processo, desembargadora Selene Maria de Almeida. Mas o julgamento foi suspenso por um pedido de vistas de outro desembargador, Fagundes de Deus,m que já atuou no departamento jurídico da Eletronorte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém defende que audiências semelhantes voltem a ser promovidas entre os ditos civilizados. Os construtores já fizeram quatro debates e o resultado é tão cristalino quanto a unanimidade dos povos indígenas: não há qualquer possibilidade de união entre os "brancos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As vozes consideradas mais qualificadas para o debate popular contestam Belo Monte. A maioria, porém, é a favor. Até questiona o projeto, tal como foi concebido. Quer mais compensações e investimentos. Mas com a usina, de quase 30 bilhões de reais (e um bilhão de compensações) e capaz de fornecer quase tanta energia firme quanto Tucuruí, a quarta maior do mundo, no Tocantins, ainda no Pará.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhuma obra de impacto ambiental pode ser feita sem as audiências públicas. Mas elas têm valor apenas consultivo. Sendo uma ou 100, não têm poder deliberativo. Quem decide é a engrenagem do governo e um colegiado de representação da sociedade, com rigidez institucional. Esse conselho pode ser influenciado pelo que for dito nas audiências, mas não necessariamente. Pode também decidir justamente o contrário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A apresentação dos empreendimentos de maior parte e o debate das suas características em auditórios mais amplos é uma conquista da legislação especializada e da mobilização da sociedade. Depois de milhares de audiências, a conclusão mais evidente desses encontros é a sua relativa inocuidade. Mesmo sessões que se prolongam por muitas horas, com inúmeras intervenções do público e dos apresentadores, não deixam a sensação de segurança que o pleno conhecimento de causa pode criar. Parece um jogo de cartas marcadas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os documentos que servem de fundamento para essas audiências, os EIAs-Rimas, ou são complexos demais para serem absorvidos por leitores mal preparados ou pesam sobre esses documentos suspeições, fundamentadas ou não. Eles são vistos como meros instrumentos de persuasão, escondendo mais do que revelando. Passaportes para a concessão da licença ambiental para a implantação do empreendimento, não fonte de esclarecimento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas vezes procede a crítica quanto ao conteúdo confuso ou contraditório dos estudos de impacto ambiental. Mas às vezes parece mais explícita a intenção de inutilizá-los (justamente por serem considerados armas a serviço dos interesses do empreendedor) do que debatê-los.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O consórcio de Belo Monte tentou inovar, editando uma espécie de cartilha, que resumia e tentava ser clara na apresentação da hidrelétrica do Xingu, de complexa engenharia. Mas o que devia ser sua qualidade, o didatismo, acabou se tornando seu calcanhar de Aquiles. A simplificação seria tão mistificadora quanto o aprofundamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por falta de preparo das partes e do ânimo prevenido para a contenda, as audiências públicas sobre temas mais polêmicos se transformaram num jogo, decidido mais pelo emocional do que pelo racional. As falhas apontadas são reais. Mas essa degeneração do instituto se deveu mais à falta de disposição para corrigi-las e prosseguir nos debates necessários.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prevalecendo o emocionalismo, no caso de Belo Monte o personagem de maior peso têm sido os índios. Eles tocam mais no inconsciente coletivo, tanto o nacional quanto – e, sobretudo – o internacional. Suas utopias, fundadas numa sociedade distinta da nossa e associadas a um passado idílico, se apresentam mais puras, capazes de expressar e traduzir os anseios mais íntimos (e mais reprimidos) do ser, concretizando o que já está fora do alcance da nossa sociedade corrompida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podia ser realmente isso, Mas não é assim. O tema é mais complicado do que seu enquadramento e esquematização por quem o acompanha à distância. Mesmo que prevaleça a posição dos defensores de novas audiências públicas, agora nos redutos indígenas, com a retração no andamento desta história, para que Belo Monte volte ao seu início, isto só teria efeito prático se a história pudesse ser congelada. E, infelizmente, esse não é um milagre ao alcance dos humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, como diria Galileu, se morasse no Xingu, a história se move. E pode trazer surpresas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-6765093651821354405?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/6765093651821354405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/os-indios-e-que-decidirao-sobre-usina.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/6765093651821354405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/6765093651821354405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/os-indios-e-que-decidirao-sobre-usina.html' title='Os índios é que decidirão sobre usina de Belo Monte?'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zNKTzICau1M/Tq8sGfShz9I/AAAAAAAAARs/LwxaIoB6qKw/s72-c/L%25C3%25BAcio+fl%25C3%25A1vio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-9082046276139798776</id><published>2011-10-31T16:10:00.001-07:00</published><updated>2011-10-31T16:13:52.514-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Como lidar com os anjos e os demônios interiores</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Y28asm4gyqQ/Tq8rk5ywWoI/AAAAAAAAARk/LUBW2dcKPv4/s1600/boff_60x60.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-Y28asm4gyqQ/Tq8rk5ywWoI/AAAAAAAAARk/LUBW2dcKPv4/s1600/boff_60x60.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_autor" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor_desc" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Teólogo, filósofo e escritor&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;Adital&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ser humano constitui uma unidade complexa: é simultaneamente homem-corpo, homem-psiqué e homem-espírito. Detenhamo-nos no homem-psiqué, vale dizer, no seu mundo interior, urdido de emoções e paixões, luzes e sombras, sonhos e utopias. Como há um universo exterior, feito de ordens-desordens-novas ordens, de devastações medonhas e de emergências promissoras, assim há também um mundo interior, habitado por anjos e os demônios. Eles revelam tendências que podem levar à loucura e à morte e energias de generosidade e de amor que nos podem trazer autorealização e felicidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como observava o grande conhecedor dos meandros da psiqué humana C. G. Jung: a viagem rumo ao próprio Centro, devido a estas contradições, pode ser mais perigosa e longa do que a viagem à Lua e às estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há uma questão nunca resolvida satisfatoriamente entre os pensadores da condição humana: qual é a estrutura de base de nossa interioridade, de nosso ser psíquico? Muitas são as escolas de intérpretes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resumindo, sustentamos a tese de que a razão não comparece como a realidade primeira. Antes dela há todo um universo de paixões e emoções que agitam o ser humano. Acima dela há inteligência pela qual intuímos a totalidade, nossa abertura ao infinito e o êxtase da contemplação do Ser. As razões começam com a razão. A razão mesma é sem razão. Ela simplesmente está aí, indecifrável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas ela remete a dimensões mais primitivas de nossa realidade humana das quais se alimenta e que a perpassam em todas as suas expressões. A razão pura kantiana é uma ilusão. A razão sempre vem impregnada de emoção e de paixão, fato aceito pela moderna epistemologia. A cosmologia contemporânea inclui na idéia do universo não apenas energias, galáxias e estrelas mas também a presença do espírito e da subjetividade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conhecer é sempre um entrar em comunhão interessada e afetiva com o objeto do conhecimento. Apoiado por uma plêiade de outros pensadores, tenho sempre sustentado que o estatuto de base do ser humano não reside no cogito cartesiano (no eu penso, logo sou), mas no sentido platônico-agostiniano (no sinto, logo existo), no sentimento profundo. Este nos põe em contacto vivo com as coisas, percebendo-nos parte de um todo maior, sempre afetando e sendo afetados. Mais que idéias e visões de mundo, são paixões, sentimentos fortes, experiências seminais, o amor e também seus contrários, as rejeições e os ódios avassaladores que nos movem e nos põem marcha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A razão sensível lança suas raízes no surgimento da vida, há 3,8 bilhões de anos, quando as primeiras bactérias irromperam e começaram a dialogar quimicante com o meio para poder sobreviver. Esse processo se aprofundou a partir do momento em que surgiu o cérebro límbico, dos mamíferos, há mais de 125 milhões de anos, cérebro portador de cuidado, enternecimento, carinho e amor pela cria. É a razão emocional que alcançou o patamar autoconsciente e inteligente com os seres humanos, pois somos também mamíferos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O pensamento ocidental é logocêntrico e antropocêntrico e sempre colocou sob suspeita a emoção por medo de prejudicar a objetividade da razão. Em alguns setores da cultura, criou-se uma espécie de lobotomia, quer dizer, uma grande insensibilidade face ao sofrimento humano e aos padecimentos pelos quais tem passado a natureza e o planeta Terra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos dias atuais, nos damos conta da urgência de, junto com a razão intelectual irrenunciável, importa incluir fortemente a razão sensível e cordial. Se não voltarmos a sentir com afeto e amor a Terra como nossa Mãe e nós, como a parte consciente e inteligente dela, dificilmente nos moveremos para salvar a vida, sanar feridas e impedir catástrofes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um dos méritos inegáveis da tradição psicanalítica, a partir do mestre-fundador Sigmund Freud, foi o de ter estabelecido cientificamente a passionalidade como a base, em grau zero, da existência humana. O psicanalista trabalha não a partir do que o paciente pensa mas a partir de suas reações afetivas, de seus anjos e demônios, buscando estabelecer certo equilíbrio e uma serenidade interior sustentável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A questão toda é como nos assenhorear criativamente de nossa passionalidade de natureza vulcânica. Freud se centra na integração da libido, Jung na busca da individuação, Adler no controle da vontade de poder, Carl Rogers no desenvolvimento da personalidade, Abraham Maslow no esforço de autorrealização das potencialidades latentes. Outros nomes poderiam ser citados como Lacan, Reich, Pavlov, Skinner, a psicologia transpessoal e a cognitiva comportamental e outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que nos é permitido afirmar é que, independentemente, das várias escolas psicanalíticas e filosóficas, o homem-psiqué se vê obrigado a integrar criativamente seu universo interior sempre em movimento, com tendências dia-bólicas e sim-bólicas, destrutivas e construtivas. Por acertos e erros vamos, processualmente, descobrindo nosso caminho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ninguém nos poderá substituir. Somos condenados a ser mestres e discípulos de nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-9082046276139798776?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/9082046276139798776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/como-lidar-com-os-anjos-e-os-demonios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/9082046276139798776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/9082046276139798776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/como-lidar-com-os-anjos-e-os-demonios.html' title='Como lidar com os anjos e os demônios interiores'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Y28asm4gyqQ/Tq8rk5ywWoI/AAAAAAAAARk/LUBW2dcKPv4/s72-c/boff_60x60.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-3871792014883892726</id><published>2011-10-21T09:24:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T09:24:09.148-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Deus nunca sai de cena - Dr. Frei Antônio Moser, OFM</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Geneva, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 18px; font-weight: bold;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="destaque_caixa"&gt;Deus nunca sai de cena&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px;"&gt;Dr. Frei Antônio Moser, OFM (*)&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="conteudo"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px;"&gt;Junto com uma onda de livros que procuram distorcer certos personagens e certos valores do Evangelho, vão surgindo uma série de outros que buscam negar frontalmente a existência de Deus. Eis alguns títulos nesta linha: "O fim da fé"; "Ateísmo e liberdade"; "Quebrando o encanto"; "Quebrando o feitiço"; "O futuro das religiões"; "O espírito do ateísmo"; "Ateologia"; "Deus não é grande"; "Deus, um delírio".&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div&gt;&lt;div class="texto_principal_semtamanho" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;Nem é preciso ler todos estes livros, nem um deles por inteiro, para perceber que se trata de matéria requentada. Diante destas banalidades com ares científicos de "provas" de que Deus não existe e de que as religiões só levam à desgraça, a gente até fica com saudade daqueles tempos em que havia filósofos que se diziam ateus, mas que tinham um raciocínio mais articulado e mais profundo sobre os mistérios da vida.Infelizmente, não são estes os mais vendidos e mais lidos. É que hoje, em largos estratos da sociedade, o que está em moda é aquilo que se apresenta como "mais leve" e "mais chocante". Para mostrar que se está in, é preciso também evocar, sempre de novo, uma leitura que poucos fazem da obra de Darwin. Estas evocações vagas levam sempre de novo à mesma conclusão: há um conflito insuperável entre ciência e fé. É tendo este pano de fundo que se entende o título de um artigo publicado em importante jornal do dia primeiro de julho deste ano de 2008: "Deus sai de cena". Curioso ainda que aparece numa página dedicada à "ciência". E naturalmente o artigo era forçoso terminar com uma citação do "genial" Richard Dawkins, para quem só pessoas "incrivelmente ignorantes não aceitam o ateísmo". Assim seria sinal de ignorância sustentar a existência de um "plano inteligente" por trás das maravilhas de bilhões de espécies e um número incalculável de seres vivos que sempre evoluíram e sempre continuarão evoluindo. E que tal se invertêssemos o raciocínio, afirmando, com o Livro da Sabedoria, serem ignorantes as pessoas incapazes de perceber a mão do Criador por trás de tantas maravilhas e de tantos mecanismos complexíssimos que se escondem por trás de todas as coisas que existem, particularmente aquelas que "vivem"?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_principal_semtamanho" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;Infelizmente, em certas mentes pequenas não cabe a grandeza de um Deus. Entretanto, mesmo as mentes pequenas deverão concordar com uma coisa: Ao longo dos milênios, designado com os mais diversos nomes e compreendido das mais diversas formas, Deus nunca deixou de se fazer presente na história da humanidade. A lógica nos leva a concluir de que nós um dia seguramente desapareceremos da face da terra, mas Deus nunca sairá de cena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_principal_semtamanho" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size: 12px;"&gt;&lt;div class="texto_menor" style="background-position: 0% 50%; font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 10px; text-align: justify;"&gt;(*) PROF. DR. ANTÔNIO MOSER - É frade da Província Franciscana da Imaculada Conceição, teólogo, professor do ITF e assessor da CNBB para assuntos de Bioética.&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/artigos/moser/index.php" style="text-decoration: none;"&gt;Confira o perfil completo&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-3871792014883892726?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/3871792014883892726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/deus-nunca-sai-de-cena-dr-frei-antonio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3871792014883892726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3871792014883892726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/deus-nunca-sai-de-cena-dr-frei-antonio.html' title='Deus nunca sai de cena - Dr. Frei Antônio Moser, OFM'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-1467811663874170066</id><published>2011-10-21T09:18:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T09:18:42.477-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Beatificação da princesa Isabel, é uma piada, leia...</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="data" style="color: #888888; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;21/10/2011 &amp;nbsp;|&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.domtotal.com/" style="color: #0077a8;"&gt;&lt;strong&gt;domtotal.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="titulo" style="color: #333333; font-size: 28px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Beatificação da princesa Isabel&lt;/h2&gt;&lt;div class="olho" style="color: #999999; font-size: 14px; line-height: 22px; padding-left: 40px; padding-right: 40px; padding-top: 15px;"&gt;Primeiros passos para um possível processo de beatificação da princesa Isabel já estão sendo dados.&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="font-size: 14px; line-height: 22px; padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;O arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, recebeu anteontem, dia 19 de outubro, o pedido formal de abertura do processo de bem-aventurança e beatificação da princesa Isabel. O Prof. Hermers Rodrigues Nery, acompanhado de seu filho, João Victor, 12 anos, entregou-lhe uma carta formalizando o pedido, e apresentou os argumentos e justificativas para a abertura do processo. No encontro, esteve presente o príncipe Dom Antonio João de Órleans e Bragança, da casa Imperial do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Dom Orani explicou que como primeira providência deverá ir até a Arquidiocese de Paris, dado que a princesa Isabel faleceu na França, em 14 de novembro de 1921. Feito isso, será constituída uma Comissão para o início dos estudos e pesquisas, sob a supervisão do beneditino Dom Roberto Lopes. A carta com o pedido foi assinada pelo prof. Hermes Rodrigues Nery, coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté, e Mariângela Consoli de Oliveira, secretária-Executiva da Associação Nacional pró-Vida e Pró-Família, com sede em Brasília (DF).&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-1467811663874170066?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/1467811663874170066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/beatificacao-da-princesa-isabel-e-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/1467811663874170066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/1467811663874170066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/beatificacao-da-princesa-isabel-e-uma.html' title='Beatificação da princesa Isabel, é uma piada, leia...'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-590469615994393967</id><published>2011-10-21T09:17:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T09:17:03.480-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Santa Sé se posiciona diante da morte de Kadafi</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 class="titulo" style="color: #333333; font-size: 28px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Santa Sé se posiciona diante da morte de Kadafi&lt;/h2&gt;&lt;div class="thumb" style="background-color: #e5e5e5; float: right; font-size: 14px; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; padding-right: 3px; padding-top: 3px; width: 156px;"&gt;&lt;a href="http://www.domtotal.com/img/noticias/2011-10/377497_74918.jpg" rel="shadowbox" style="background-image: url(http://www.domtotal.com/img2/b_ampliar.jpg); background-position: 0% 100%; background-repeat: no-repeat no-repeat; color: #666666; display: block; padding-bottom: 14px; text-decoration: none;"&gt;&lt;img border="0" src="http://www.domtotal.com/img/noticias/2011-10/377497_74918_thumb.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;A notícia da morte de Kadafi fecha uma longa e trágica fase da luta sanguinolenta para depor um duro e opressivo regime, relata comunicado da Sala de Imprensa da Santa Sé. Este acontecimento dramático conduz mais uma vez a refletir sobre o preço do sofrimento humano e a queda de cada sistema que não tenha alicerces no respeito e na dignidade da pessoa, e sim sobre a predominante afirmação do poder.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Devemos acreditar que, poupando o povo da Líbia de novas violências geradas por um espírito de revanche ou de vingança, os novos governantes possam retomar o mais rápido possível obras de pacificação e reconstrução, com um espírito de inclusão, baseadas na justiça e do direito; e que a comunidade internacional esteja empenhada em ajudar generosamente a reconstrução do país.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Da sua parte, a pequena comunidade católica continuará a oferecer seu testemunho e o seu serviço desinteressado – em particular no campo caritativo e sanitário – e a Santa Sé se empenhará em favor do povo líbio, com os instrumentos a sua disposição no campo das relações internacionais, no espírito da promoção da justiça e da paz.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;A este propósito é oportuno recordar que é praxe da Santa Sé, ao estabelecer relações diplomáticas, reconhece o Estado e não os Governos. Portanto, a Santa Sé não reconheceu formalmente o Conselho Nacional de Transição (CNT) como governo da Líbia. Contudo, como o CNT assumiu de modo efetivo a posição de Governo em Trípoli, a Santa Sé o considera legítimo representante do Povo líbio, conforme as prerrogativas do direito internacional.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;A Santa Sé já manteve diversos contatos com as novas autoridades da Líbia. Em primeiro lugar a Secretaria de Estado, que tem a responsabilidade de manter as relações diplomáticas da Santa Sé, manteve contatos com a Embaixada da Líbia na Santa Sé logo depois das mudanças políticas em Trípoli.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Durante sua recente participação na Assembleia Geral das Nações Unidas, o Secretário para as Relações com os Estados, Dom Dominique Mamberti, se reuniu com o Representante Permanente da Líbia na ONU, Adburrahman Shalgham. Mais recentemente o Núncio Apostólico na Líbia, Dom Tomaso Caputo, que vive em Malta, foi a Trípoli para uma visita de três dias quando encontrou o Primeiro-Ministro do CNT, Mahmoud Jibril. Dom Caputo foi recebido ainda no Ministério das Relações Exteriores.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Por ocasião dos diversos encontros foi destacada, por ambas as partes, a importância das relações diplomáticas entre a Santa Sé e a Líbia. A Santa Sé teve a oportunidade de renovar seu apoio para o povo da Líbia e dar apoio durante a transição. A Santa Sé desejou às novas autoridades sucesso na reconstrução do país. Da parte dos novos governantes, os responsáveis pela nova Líbia comunicaram a satisfação com os apelos humanitários do Santo Padre e pelo empenho da Igreja na Líbia, sobretudo por meio do serviço nos hospitais ou outros centros de assistência de treze comunidades religiosas.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="fonte" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; font-style: italic; line-height: 22px; padding-top: 15px; text-align: justify;"&gt;Radio Vaticano - 21/10//2011&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-590469615994393967?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/590469615994393967/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/santa-se-se-posiciona-diante-da-morte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/590469615994393967'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/590469615994393967'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/santa-se-se-posiciona-diante-da-morte.html' title='Santa Sé se posiciona diante da morte de Kadafi'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-5589467437259208430</id><published>2011-10-21T09:14:00.001-07:00</published><updated>2011-10-21T09:14:51.790-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Mulher de Gaddafi pede que ONU investigue sua morte</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="data" style="color: #888888; font-size: 11px; line-height: 17px;"&gt;21/10/2011 &amp;nbsp;|&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.domtotal.com/" style="color: #0077a8;"&gt;&lt;strong&gt;domtotal.com&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;h2 class="titulo" style="color: #333333; font-size: 28px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Mulher de Gaddafi pede que ONU investigue sua morte&lt;/h2&gt;&lt;div class="thumb" style="background-color: #e5e5e5; float: right; font-size: 14px; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; padding-right: 3px; padding-top: 3px; width: 200px;"&gt;&lt;a href="http://www.domtotal.com/img/noticias/2011-10/377544_74927.jpg" rel="shadowbox" style="background-image: url(http://www.domtotal.com/img2/b_ampliar.jpg); background-position: 0% 100%; background-repeat: no-repeat no-repeat; color: #666666; display: block; padding-bottom: 14px; text-decoration: none;" title="Muammar Gaddafi foi morto na quinta-feira (20) (Foto: Reuters)"&gt;&lt;img alt="Reuters" border="0" src="http://www.domtotal.com/img/noticias/2011-10/377544_74927_thumb.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;span class="legenda" style="display: block; font-size: 10px; line-height: normal; padding-bottom: 3px; padding-top: 3px;"&gt;Muammar Gaddafi foi morto na quinta-feira (20)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="font-size: 14px; line-height: 22px; padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;strong&gt;Por Omar Fahmy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CAIRO - Uma emissora de televisão que transmite da Síria e que apoiava o ex-líder líbio Muammar Gaddafi disse nesta sexta-feira que a mulher dele pediu uma investigação da ONU sobre sua morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;A mulher de Gaddafi "pede que as Nações Unidas investiguem as mortes do combatente Muammar e de Mo´tassim", informou a emissora de TV Arrai, referindo-se ao ex-líder líbio e a um de seus filhos, também morto na quinta-feira.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;A emissora também disse que a mulher de Gaddafi tinha orgulho da coragem do marido e dos filhos, os quais, afirmou,enfrentaram 40 países e seus agentes durante seis meses. Ela disse que os considerava mártires.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-5589467437259208430?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/5589467437259208430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/mulher-de-gaddafi-pede-que-onu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/5589467437259208430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/5589467437259208430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/mulher-de-gaddafi-pede-que-onu.html' title='Mulher de Gaddafi pede que ONU investigue sua morte'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-1470899909897165693</id><published>2011-10-21T09:13:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T09:13:04.917-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>Ensinamentos: Religião no Mundo de Hoje</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: #ffd21d;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;table border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" style="text-align: center; width: 780px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt;&lt;td bgcolor="#FFFBE9" class="bodytext" style="font-family: Verdana, 'Arial Unicode Ms', Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 14px; top: 20px;" valign="top" width="524"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ie8a4tU-1Ig/TqGZ91liXAI/AAAAAAAAARU/HDKToUlI2GQ/s1600/Dalai-rindo-199x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-ie8a4tU-1Ig/TqGZ91liXAI/AAAAAAAAARU/HDKToUlI2GQ/s1600/Dalai-rindo-199x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Muitos ensinamentos, muitos caminhos —&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Encontrar a verdadeira satisfação não depende de seguir qualquer religião específica ou manter uma crença em particular. Contudo, muitas pessoas buscam a satisfação na prática religiosa ou na fé. Quando permanecemos isolados uns dos outros, às vezes ficamos com imagens distorcidas das tradições ou crenças diferentes daquelas que defendemos; em outras palavras, podemos acreditar equivocadamente que nossa religião é de alguma maneira a única válida. Na verdade, antes de deixar o Tibete e ter contato mais próximo com outras religiões e outros líderes religiosos, eu mesmo tinha idéias! Mas enfim entendi que todas as tradições têm grande potencial e podem desempenhar uma função muito importante no benefício da humanidade. Todas as religiões do mundo contêm ferramentas para lidar com nossa aspiração básica de superar o sofrimento e alcançar a felicidade. Neste capítulo, vamos examinar esses instrumentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Algumas religiões possuem sofisticadas análises filosóficas; outras extensos ensinamentos éticos; outras dão grande ênfase à fé. Entretanto, se observarmos os ensinamentos das grandes tradições de fé do mundo, iremos discernir duas dimensões principais da religião. Uma é a que poderia ser chamada dimensão metafísica ou filosófica, que explica por que somos do jeito que somos e por que são prescritas certas práticas religiosas. A segunda dimensão refere-se à prática da moralidade ou disciplina ética. Pode-se dizer que os ensinamentos éticos de uma tradição de fé são as conclusões amparadas e validadas pelo processo de pensamento metafísico ou filosófico. Embora as religiões do mundo tenham grandes divergências em termos de metafísica e filosofia, as conclusões a que chegam essas filosofias divergentes – ou seja, seus ensinamentos éticos – mostram um grau elevado de convergência. Nesse sentido, podemos dizer que, a despeito de quaisquer explicações metafísicas que as tradições religiosas utilizem, todas chegam a conclusões similares. De uma forma ou de outra, as filosofias de todas as religiões do mundo enfatizam o amor, a compaixão, a tolerância, o perdão e a importância da autodisciplina. Por meio do compartilhamento, do respeito e da comunicação interpessoal e intercrenças, é possível aprender a estimar as valiosas qualidades ensinadas por todas as religiões, e os instrumentos pelos quais todas elas podem beneficiar a humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dentro de cada caminho, encontramos pessoas verdadeiramente dedicadas ao bem-estar dos outros, movidas por uma profunda noção de compaixão e amor. Ao longo das últimas décadas conheci um bom número de pessoas de tradições diversas – cristãos, hindus, muçulmanos e judeus. E em cada tradição existem pessoas maravilhosas, afetuosas, sensíveis - pessoas como Madre Teresa, que dedicou toda sua vida ao bem-estar dos mais pobres entre os pobres do mundo, e o Doutor Martin Luther King Jr., que dedicou sua vida à luta pacífica pela igualdade. É evidente que todas as tradições têm o poder de trazer à tona o melhor do potencial humano. No entanto, diferentes tradições usam diferentes abordagens.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Agora poderíamos perguntar: “Por que é assim? Por que existe tanta diversidade metafísica e filosófica entre as religiões do mundo?” Tal diversidade pode ser encontrada não só entre diferentes religiões, mas também dentro das religiões. Mesmo no Budismo – nos ensinamentos do próprio Buda Shakyamuni – ela existe. Nos ensinamentos mais filosóficos do Buda, verificamos que essa diversidade é bastante pronunciada; em alguns casos, as instruções parecem até se contradizer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Creio que isso aponta para uma das mais importantes verdades a respeito dos ensinamentos espirituais: eles devem ser adequados ao indivíduo que está sendo ensinado. O Buda reconheceu entre seus seguidores diversos tipos de índoles mentais, inclinações mentais, inclinações espirituais e interesses, e viu que, para se adequar a essa diversidade, precisaria ensinar de forma diferenciada nos diferentes contextos. Não importa quanto um ensinamento específico possa ser poderoso ou quanto um ponto de vista filosófico seja “correto”: se não for adequado ao indivíduo que o ouve, não tem valor. Assim sendo, um professor espiritual hábil julgará a pertinência de um determinado ensinamento para um determinado indivíduo e ensinará de acordo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos traçar uma analogia com o uso dos remédios. Antibióticos, por exemplo, são imensamente poderosos; são valiosos no tratamento de uma ampla variedade de doenças, mas são inúteis na cura de uma perna quebrada. Uma perna quebrada deve ser colocada adequadamente no gesso. Além disso, mesmo nos casos em que a utilização dos antibióticos é de fato imprescindível, se um médico receitar para uma criança a mesma dose que daria para um adulto, a criança pode morrer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, podemos ver que o próprio Buda – por ter reconhecido a diversidade de índoles mentais, interesses e inclinações espirituais de seus seguidores – deu ensinamentos de maneira diferenciada. Observando todas as religiões do mundo sob essa luz, sinto uma profunda convicção de que todas as tradições são benéficas, cada uma delas servindo de forma única às necessidades de seus seguidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos olhar para as semelhanças de outra maneira. Nem todas as religiões postulam a existência de Deus, de um Criador; mas aquelas que o fazem destacam que o devoto deve amar a Deus de todo coração. Como poderíamos determinar se alguém ama a Deus de forma sincera? Com certeza, examinaríamos o comportamento e a atitude dessa pessoa em relação aos demais seres humanos, em relação ao restante da criação de Deus. Se alguém mostra amor e compaixão verdadeiros em relação aos irmãos e irmãs humanos, e em relação à própria Terra, acredito que podemos ter certeza de que essa pessoa demonstra verdadeiro amor por Deus. É claro que quando alguém realmente respeita a mensagem de Deus, estende o amor de Deus pela humanidade. No entanto, creio que é altamente questionável a fé de alguém que professa a crença em Deus, mas não mostra amor ou compaixão pelos outros seres humanos. Quando analisamos dessa forma, vemos que a fé genuína em Deus é um meio poderoso para se desenvolver as qualidades humanas positivas de amor e compaixão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos nos deter em outro ponto divergente das religiões mundiais: a crença em vidas passadas ou futuras. Nem todas as religiões afirmam a existência dessas coisas. Algumas, como o Cristianismo, admitem uma próxima vida, talvez no céu ou no inferno, mas não uma vida anterior. De acordo com a visão cristã, esta vida, a vida presente, foi criada diretamente por Deus. Posso muito bem imaginar que acreditar sinceramente nisso proporciona um sentimento de grande intimidade com Deus. Com certeza, ao estarmos cientes de que nossas vidas são criação de Deus, desenvolvemos uma profunda reverência por Deus e o desejo de viver inteiramente de acordo com seus propósitos, pondo em prática nosso potencial humano mais elevado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras religiões ou pessoas podem enfatizar que somos todos responsáveis por tudo o que criamos em nossa vida. Esse tipo de fé também pode ser muito eficiente para ajudar a pôr em prática nosso potencial para a bondade, pois exige que as pessoas assumam total responsabilidade por suas vidas, com todas as conseqüências recaindo sobre seus ombros. Pessoas que pensam assim de modo verdadeiro vão se tornar mais disciplinadas e assumir inteira responsabilidade em praticar a compaixão e o amor. Portanto, embora a abordagem seja diferente, o resultado é mais ou menos o mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Manter sua própria tradição —&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Quando reflito dessa forma, minha admiração pelas grandes tradições espirituais do mundo aumenta, e posso estimar com intensidade o valor delas. É evidente que essas religiões atenderam às necessidades espirituais de milhões de pessoas no passado, continuam a fazê-lo no presente, e continuarão no futuro. Percebendo isso, encorajo as pessoas a manter sua tradição espiritual, mesmo que se interessem em aprender sobre outras, como o Budismo. Trocar de religião é um assunto sério, e não deve ser tratado levianamente. Uma vez que as diferentes tradições religiosas evoluíram de acordo com contextos históricos, culturais e sociais específicos, uma tradição pode ser mais adequada para uma determinada pessoa em um ambiente específico. Somente a pessoa sabe qual religião é mais conveniente para ela. Assim, é vital não fazer proselitismo, propagando apenas a sua própria religião, afirmando que ela é a melhor ou a que está certa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesse sentido, quando ministro ensinamentos budistas para ocidentais com outra formação religiosa, em geral ma sinto um pouco apreensivo. Não é meu desejo propagar o Budismo. Ao mesmo tempo, é muito natural que, entre milhões de pessoas, algumas sintam que a abordagem budista é a mais adequada, a mais efetiva para elas. E, mesmo que uma pessoa se simpatize e chegue ao ponto de considerar a adoção dos ensinamentos budistas, ainda é muito importante examinar os ensinamentos e a decisão com cuidado. Só depois de pensar muito, refletindo e examinando, pode-se chegar à conclusão de que a abordagem budista é, no seu caso, a mais correta e efetiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não obstante, acho que é melhor ter algum tipo de fé, algum tipo de crença arraigada, do que não ter nenhuma. E acredito firmemente que alguém que pensa apenas nesta vida e no ganho mundano simplesmente não consegue obter satisfação duradoura. Esse tipo de abordagem puramente materialista não trará felicidade que perdure. Quando jovem e em pleno gozo das faculdades físicas e mentais, uma pessoa pode se sentir completamente auto-suficiente e no controle, e concluir que não é necessário ter fé ou entendimentos profundos. Mas, com o tempo, as situações mudam; as pessoas ficam doentes, envelhecem, morrem. Esses fatos inevitáveis; ou talvez alguma tragédia inesperada que o dinheiro não consiga remediar, podem ressaltar a limitação dessa visão mundana. Em tais casos, uma abordagem espiritual, como a budista, pode se tornar a mais adequada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Compartilhar as tradições —&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Neste mundo diversificado, com inúmeras tradições religiosas, é de grande valor para os praticantes de diferentes religiões cultivar um respeito genuíno, baseado no diálogo, pelas tradições dos outros. No começo desse diálogo, é importante que todos os participantes reconheçam de forma plena não apenas as muitas áreas de convergência entre as tradições de fé, mas, mais crucialmente, que reconheçam e respeitem as diversidades entre as tradições. Além disso, devemos analisar as causas e condições específicas que dão origem às diferentes tradições de fé – os fatores históricos, culturais, sociológicos, até pessoais, que afetam a evolução de uma religião. Em certo sentido, essas reflexões nos ajudam a perceber por que uma determinada religião surgiu. Então, tendo esclarecido as diferenças e as origens, olhamos as religiões de uma nova perspectiva, cientes de que filosofias e práticas religiosas divergentes podem ocasionar resultados similares. Ao entrar no diálogo intercrenças dessa maneira, desenvolvemos respeito e admiração verdadeiros pelas tradições religiosas dos outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade, existem dois tipos de diálogos intercrenças: os que acontecem em um nível puramente acadêmico, interessados em primeiro lugar nas diferenças e semelhanças intelectuais, e os que ocorrem entre praticantes autênticos de diversas tradições. Na minha experiência pessoal, esse último tipo de diálogo tem sido de grande ajuda no engrandecimento de minha valorização das outras tradições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O diálogo intercrenças é um dos muitos modos pelos quais podemos compartilhar as tradições uns dos outros. Também é possível fazer isso realizando peregrinações e jornadas a lugares sagrados de outras tradições – e, se possível, rezando ou praticando juntos, ou participando de meditação silenciosa em grupo. Sempre que tenho oportunidade, faço visitas como peregrino aos locais sagrados de outras tradições. Embuído desse espírito, fui aos templos de Jerusalém, ao santuário de Lourdes na França e a vários lugares sagrados da Índia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas religiões advogam a paz mundial e a harmonia global. Por conseqüência, outra maneira pela qual podemos valorizar as outras religiões é vendo os líderes religiosos reunidos e os ouvindo expressar os mesmos valores, no mesmo palanque, onde estão juntos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desmond Tutu, o bispo da África do Sul, apontou-me uma maneira adicional pela qual podemos compartilhar a força religiosa uns dos outros: sempre que ocorre um desastre ou alguma grande tragédia no mundo, pessoas de diferentes religiões podem se unir para ajudar os que estão sofrendo, mostrando, desse modo, o coração de cada religião em ação. Creio que essa é uma grande idéia; além disso, em termos práticos, é uma oportunidade maravilhosa para pessoas de diversas tradições se conhecerem. Prometi ao bispo Tutu que nas futuras discussões sobre compartilhamento intercrenças eu mencionaria essa idéia – e agora estou cumprindo minha promessa!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, existem campos para se promover o diálogo e a harmonia entre as religiões, e existem métodos. Estabelecer e manter essa harmonia é de vital importância porque sem isso as pessoas podem facilmente criar desavenças umas com as outras. No pior dos casos, surgem conflitos e hostilidade, levando ao derramamento de sangue e à guerra. Muitas vezes, algum tipo de diferença ou intolerância religiosa está na raiz de muitos desses conflitos. No entanto, supõe-se que a religião arrefeça a hostilidade, atenue conflitos e traga paz. É trágico a própria religião tornar-se outro motivo para a criação de discórdia. Quando isso acontece, a religião não tem valor para a humanidade – de fato, é prejudicial. Contudo, não creio que devamos abolir a religião; ela ainda pode ser um instrumento para o desenvolvimento da paz entre as pessoas no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Além disso, embora possamos ressaltar importantes avanços na tecnologia, e até no que chamamos “qualidade de vida”, ainda temos determinadas dificuldades que a tecnologia e o dinheiro não podem resolver: sentimos ansiedade, medo, ira, tristeza por perda ou separação. Somadas a essas dificuldades, temos muitas queixas cotidianas – eu com certeza tenho, e imagino que vocês também.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses são determinados aspectos fundamentais do ser humano que permaneceram inalterados por milhares, talvez milhões de anos, e serão superados somente através da paz mental. De um jeito ou de outro, todas as religiões abordam essas questões. Assim, mesmo no século XXI, as várias tradições religiosas ainda possuem um objetivo muito importante – proporcionar paz mental a seus seguidores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Precisamos da religião a fim de desenvolver tanto a paz interior quanto a paz entre os ovos do mundo; esse é o papel essencial da religião hoje em dia. E, na busca desse objetivo, torna-se imprescindível a harmonia entre as diferentes tradições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aprender com outras tradições —&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;Embora não recomende que uma pessoa abandone sua religião original, creio que o seguidor de uma tradição pode incorporar em sua prática certos métodos de transformação espiritual encontradas em outras tradições. Alguns de meus amigos cristãos, por exemplo, embora permaneçam ligados de maneira firme à sua própria tradição, incorporam antigos métodos indianos para o cultivo da unidirecionalidade da mente por meio da concentração meditativa. Também tomam emprestadas algumas ferramentas do Budismo para treinar a mente durante a meditação, visualizações relacionadas ao desenvolvimento da compaixão, e práticas que ajudam na amplitude da paciência. Esses cristãos devotos, ao mesmo tempo em que permanecem solidamente ligados à sua própria tradição espiritual, adotam determinados aspectos e métodos de outras religiões. Creio que isso é benéfico para eles, e sábio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa adoção também pode funcionar na via inversa. Os budistas podem incorporar elementos do Cristianismo em sua prática – por exemplo, a tradição do serviço comunitário. Na tradição cristã, monges e freiras têm uma longa história de trabalho social, em particular nos campos da saúde e educação. O Budismo está muito do Cristianismo no fornecimento de serviço para a grande comunidade humana por meio do trabalho social. De fato, um de meus amigos alemães, também budista, observou que, ao longo dos últimos 40 anos, embora muitos mosteiros tibetanos de vulto tenham sido erguidos no Nepal, pouquíssimos hospitais ou escolas foram construídos por esses monastérios. Meu amigo comentou que, se fossem mosteiros cristãos, junto com o aumento do número deles, com certeza teria havido também um aumento no número de escolas e postos de saúde. Um budista não pode manifestar nada em resposta a uma afirmação dessas a não ser inteira concordância.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os budistas podem aprender muito com o serviço comunitário cristão. Entretanto, alguns de meus amigos cristãos manifestam enorme interesse pela filosofia budista da vacuidade. Para esses irmãos cristãos, observei que o ensinamento da vacuidade – o ensinamento de que todas as coisas são destituídas de qualquer existência absoluta, independente – é exclusivo do Budismo, e portanto, para um cristão praticante seria sábio não se aprofundar demais nesse ensinamento. O motivo para essa cautela é que, se alguém começa a se aprofundar intensamente no ensinamento budista da vacuidade e a segui-lo com fidelidade, pode destruir a fé em um criador – um ser absoluto, independente, eterno, que, em resumo, não é vazio.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muitas pessoas manifestam sincera reverência tanto pelo Budismo quanto pelo Cristianismo, e especificamente pelos ensinamentos do Buda Shakyamuni e de Jesus Cristo. Sem dúvida, é de grande valor desenvolver um respeito profundo pelos professores e ensinamentos de todas as religiões do mundo, e em um estágio inicial dá para ser, por exemplo, praticante budista e cristão. Mas, se a pessoa optar em seguir um caminho em grande profundeza, será necessário abraçar um caminho espiritual junto com sua metafísica subjacente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Podemos traçar aqui uma analogia com a educação. Começamos com uma educação em bases amplas; da escola primária até talvez a faculdade, quase todas as pessoas inicialmente estudam um currículo básico semelhante. Mas, se desejarmos seguir uma especialização, quem sabe um doutorado ou alguma especialidade técnica, só podemos fazê-lo em um campo específico. Desse modo, do ponto de vista do praticante espiritual individual, à medida que se aprofunda no caminho espiritual, a prática de uma religião e uma verdade torna-se importante. Assim, ao mesmo tempo em que é fundamental toda a sociedade humana acolher a realidade de muitos caminhos e muitas verdades, para uma pessoa pode ser melhor seguir um caminho e uma verdade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;(Texto extraído da obra&amp;nbsp;&lt;/em&gt;A Essência do Sutra do Coração&lt;em&gt;, Editora Gaia, 2006.)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-1470899909897165693?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/1470899909897165693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/ensinamentos-religiao-no-mundo-de-hoje.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/1470899909897165693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/1470899909897165693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/ensinamentos-religiao-no-mundo-de-hoje.html' title='Ensinamentos: Religião no Mundo de Hoje'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ie8a4tU-1Ig/TqGZ91liXAI/AAAAAAAAARU/HDKToUlI2GQ/s72-c/Dalai-rindo-199x300.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-3577232876207790598</id><published>2011-10-21T09:05:00.000-07:00</published><updated>2011-10-21T09:05:47.491-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A ilusão de uma economia verde</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 34px; font-weight: bold; line-height: 37px;"&gt;A ilusão de uma economia&amp;nbsp;verde&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Georgia, 'Times New Roman', Times, serif; font-size: 13px; line-height: 22px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="meta clear" style="color: #666666; font-size: 1.2em; margin-bottom: 20px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 10px;"&gt;&lt;div class="tags" style="float: right; font-style: italic; text-align: right; width: 400px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="author" style="text-align: justify;"&gt;por Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="entry clear" style="font-size: 1.3em; word-wrap: break-word;"&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Tudo o que fizermos para proteger o planeta vivo que é a Terra contra fatores que a tiraram de seu equilíbrio e provocaram, em conseqüência, o aquecimento global é válido e deve ser apoiado. Na verdade, a expressão “aquecimento global”esconde fenômenos como: secas prolongadas que dizimam safras de grãos, grandes inundações e vendavais, falta de água, erosão dos solos, fome, degradação daqueles 15 entre os 24 serviços, elencados pela Avaliação Ecossistêmica da Terra (ONU), responsáveis pela sustentabilidade do planeta(água, energia, solos, sementes, fibras etc).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A questão central nem é salvar a Terra. Ela se salva a si mesma e, se for preciso, nos expulsando de seu seio. Mas como nos salvamos a nós mesmos e a nossa civilização? Esta é real questão que a maioria dá de ombros,especialmente os que tratam da macroeconomia.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;A produção de baixo de carbono, os produtos orgânicos, energia solar e eólica, a diminuição, o mais possível, de intervenção nos ritmos da natureza, a busca da reposição dos bens utilizados, a reciclagem, tudo que vem sob o nome de economia verde são os processos mais buscados e difundidos. E é recomendável que esse modo de produzir se imponha.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Mesmo assim não devemos nos iludir e perder o sentido critico. Fala-se de economia verde para evitar a questão da sustentabilidade que se encontra em oposição ao atual modo de produção e consumo. Mas no fundo, trata-se de medidas dentro do mesmo paradigma de dominação da natureza. Não existe o verde e o não verde. Todos os produtos contem nas várias fases de sua produção, elementos tóxicos, danosos à saúde da Terra e da sociedade. Hoje pelo método da Análise do Ciclo de Vida podemos exibir e monitorar as complexas inter-relações entre as várias etapas, da extração, do transporte, da produção, do uso e do descarte de cada produto e seus impactos ambientais. Ai fica claro que o pretendido verde não é tão verde assim. O verde representa apenas uma etapa de todo um processo. A produção nunca é de todo ecoamigável.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Tomemos como exemplo o etanol, dado como energia limpa e alternativa à energia fóssil e suja do petróleo. Ele é limpo somente na boca da bomba de abastecimento. Todo o processo de sua produção é altamente poluidor: os agrotóxicos aplicados ao solo, as queimadas, o transporte com grandes caminhões que emitem gases, as emissões das fábricas, os efluentes líquidos e o bagaço. Os pesticidas eliminam bactérias e expulsam as minhocas que são fundamentais para a regeneração os solos; elas só voltam depois de cinco anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Para garantirmos uma produção, necessária à vida, que não estresse e degrade a natureza, precisamos mais do que a busca do verde. A crise é conceptual e não econômica. A relação para com a Terra tem que mudar. Somos parte de Gaia e por nossa atuação cuidadosa a tornamos mais consciente e com mais chance de assegurar sua vitalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Para nos salvar não vejo outro caminho senão aquele apontado pela Carta da Terra:”o destino comum nos conclama a buscar um novo começo; isto requer uma mudança na mente e no coração; demanda um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”(final).&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Mudança de mente significa um novo conceito de Terra como Gaia. Ela não nos pertence, mas ao conjunto dos ecossistemas que servem à totalidade da vida, regulando sua base biofísica e os climas. Ela criou toda a comunidade de vida e não apenas nós. Nós somos sua porção consciente e responsável. O trabalho mais pesado é feito pelos nossos parceiros invisíveis, verdadeiro proletariado natural, os microorganismos, as bactérias e fungos que são bilhões em cada culherada de chão. São eles que sustentam efetivamente a vida já há 3,8 bilhões de anos. Nossa relação para com a Terra deve ser como aquela com nossas mães: de respeito e gratidão. Devemos devolver, agradecidos, o que ela nos dá e manter sua capacidade vital.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Mudança de coração significa que além da razão instrumental com a qual organizamos a produção, precisamos da razão cordial e sensível que se expressa pelo amor à Terra e pelo respeito a cada ser da criação porque é nosso companheiro na comunidade de vida e pelo sentimento de reciprocidade, de interdependência e de cuidado, pois essa é nossa missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 1em; margin-bottom: 10px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Sem essa conversão não sairemos da miopia de uma economia verde.Só novas mentes e novos corações gestarão outro futuro.&lt;/div&gt;&lt;div class="sharedaddy sd-like-enabled sd-sharing-enabled" style="border-bottom-left-radius: 0px 0px !important; border-bottom-right-radius: 0px 0px !important; border-top-left-radius: 0px 0px !important; border-top-right-radius: 0px 0px !important; clear: both; font-family: 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 12px; zoom: 1;"&gt;&lt;div class="robots-nocontent sd-block sd-social sd-social-icon-text sd-sharing" style="border-bottom-left-radius: 0px 0px !important; border-bottom-right-radius: 0px 0px !important; border-top-color: rgba(0, 0, 0, 0.125); border-top-left-radius: 0px 0px !important; border-top-right-radius: 0px 0px !important; border-top-style: solid; border-top-width: 1px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 5px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 10px; text-align: justify; width: 600px; zoom: 1;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-3577232876207790598?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/3577232876207790598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/ilusao-de-uma-economia-verde_21.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3577232876207790598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3577232876207790598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/ilusao-de-uma-economia-verde_21.html' title='A ilusão de uma economia verde'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-8539012819105080495</id><published>2011-10-18T15:00:00.001-07:00</published><updated>2011-10-18T15:00:53.284-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Vaticano e Bispos da Itália deploram violência e destruição de imagem da Virgem</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 class="titulo" style="color: #333333; font-size: 28px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px; text-align: justify;"&gt;Vaticano e Bispos da Itália deploram violência e destruição de imagem da Virgem&lt;/h2&gt;&lt;div class="corpo" style="font-size: 14px; line-height: 22px; padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;O Diretor da Sala de Imprensa do Vaticano, Pe. Federico Lombardi, deplorou a violência e a destruição de um crucifixo e uma imagem da Virgem da Lourdes durante a manifestação dos "indignados" em Roma que se uniram ao protesto mundial (15-O, em referência a 15 de outubro) deste movimento nascido na Espanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;No sábado 15 de outubro um grupo de vândalos em Roma saquearam lojas e bancos, queimaram veículos e enfrentaram as forças da ordem. Faziam parte de uma manifestação que começou na Praça da República e que terminou na Plaza São João do Latrão na Cidade Eterna. O Pe. Lombardi disse no dia 16 de outubro sobre estes fatos que "a violência ocorrida ontem em Roma é inaceitável e injustificada. Condenamos toda a violência e também aquela contra os símbolos religiosos".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;A manifestação do sábado era parte da iniciativa mundial que uniu centenas de cidades como Barcelona, Nova Iorque, Sydney, entre outros, aonde os "indignados" protestaram por "uma mudança global" da situação econômica, política e social. A cruz e a imagem da Virgem de Lourdes que destruíram os manifestantes em Roma se encontravam na antiga paróquia dos Santos Marcelino e Pedro em Latrão.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;O jornal vaticano L´Osservatore Romano (LOR) recolhe em sua edição para o dia 18 de outubro as declarações do Presidente da Conferência Episcopal Italiana, Cardeal Angelo Bagnasco, quem afirmou que "não podemos senão expressar nossa total condenação da violência organizada por facínoras que envolveram muitos que tentavam manifestar de modo pacífico suas preocupações". O Vigário do Papa para a diocese de Roma, Cardeal Agostino Vallini, disse à sua vez que "a violência gratuita que profanou imagens sagradas, a agressão a pessoas e a destruição de coisas não podem ser não justificadas". "Roma, cidade acolhedora, que recebe a cada dia milhares de peregrinos e turistas, ficou agora ferida", acrescentou.&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;O Arcebispo de Milão, Cardeal Angelo Scola, disse em sua homilia desse domingo na festa da dedicação da Catedral dessa cidade que "ofende-nos profundamente como cristãos a destruição da estátua da Virgem e a profanação do crucifixo, mas o episódio, além de nos ofender, entristece-nos muito e nos enche de dor de maneira grave porque expressa uma grave violência do sentido comum do humano". É necessário, disse o Cardeal, "responder com paz e justiça, reagir no sentido nobre da palavra, construindo boas relações. Não podemos sofrer tudo de modo inelutável".&lt;/div&gt;&lt;div style="font-size: 14px; line-height: 22px; text-align: justify;"&gt;O LOR conclui ressaltando que nos 82 países onde se deram os protestos, "não se registrou felizmente graves desordens. Em Nova Iorque a polícia prendeu 40 pessoas que não obedeceram a ordem de sair de Times Square. Mas não há rastros de violência, exceto os de Roma".&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="fonte" style="font-size: 14px; font-style: italic; line-height: 22px; padding-top: 15px; text-align: justify;"&gt;Verbonet - 18/10/2011&lt;/div&gt;&lt;div class="assRodape" style="color: #999999; font-size: 14px; line-height: 22px; padding-top: 15px; text-align: justify;"&gt;Ervino Martinuz&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-8539012819105080495?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/8539012819105080495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/vaticano-e-bispos-da-italia-deploram.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/8539012819105080495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/8539012819105080495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/vaticano-e-bispos-da-italia-deploram.html' title='Vaticano e Bispos da Itália deploram violência e destruição de imagem da Virgem'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-7795798677515912621</id><published>2011-10-18T14:57:00.001-07:00</published><updated>2011-10-18T14:57:32.756-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Situação da fome no mundo é alarmante e dramática, diz FAO</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2 class="titulo" style="color: #333333; font-size: 28px; margin-bottom: 0px; margin-left: 0px; margin-right: 0px; margin-top: 0px; padding-bottom: 0px; padding-left: 0px; padding-right: 0px; padding-top: 0px;"&gt;Situação da fome no mundo é alarmante e dramática, diz FAO&lt;/h2&gt;&lt;div class="thumb" style="background-color: #e5e5e5; float: right; font-size: 14px; line-height: 22px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; margin-right: 0px; margin-top: 10px; padding-bottom: 3px; padding-left: 3px; padding-right: 3px; padding-top: 3px; width: 160px;"&gt;&lt;a href="http://www.domtotal.com/img/noticias/2011-10/376356_74779.jpg" rel="shadowbox" style="background-image: url(http://www.domtotal.com/img2/b_ampliar.jpg); background-position: 0% 100%; background-repeat: no-repeat no-repeat; color: #666666; display: block; padding-bottom: 14px; text-decoration: none;" title="Fome mata anualmente mais pessoas do que o vírus que transmite a Aids, a malária e a tuberculose (Foto: Katherine Bundra Roux/Reuters)"&gt;&lt;img alt="Katherine Bundra Roux/Reuters" border="0" src="http://www.domtotal.com/img/noticias/2011-10/376356_74779_thumb.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;span class="legenda" style="display: block; font-size: 10px; line-height: normal; padding-bottom: 3px; padding-top: 3px;"&gt;Fome mata anualmente mais pessoas do que o vírus que transmite a Aids, a malária e a tuberculose&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="corpo" style="font-size: 14px; line-height: 22px; padding-top: 15px;"&gt;Renata Giraldi*&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasília - Representantes da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e do Programa Alimentar Mundial (PAM) advertiram&amp;nbsp; nesta terça-feira&amp;nbsp;(18) a comunidade internacional sobre a situação da fome no mundo, considerada por eles alarmante e dramática. Para os especialistas, a situação se agrava com o crescimento da população mundial e a elevação constante dos preços dos alimentos. A região que mais sofre no mundo é a conhecida como Chifre da África onde está a Somália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;´Uma em cada sete pessoas no mundo vai para a cama com fome, na maioria mulheres e crianças´, disse a diretora da representação do PAM em Genebra (Suíça), Lauren Landis, no seminário intitulado Lutar Juntos Contra a Fome. ´A fome mata anualmente mais pessoas do que o vírus que transmite a Aids, a malária e a tuberculose´, acrescentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No período de 2005 a 2008, os preços dos alimentos atingiram o nível mais elevado dos últimos 30 anos. Os alimentos mais afetados são o milho e o arroz. ´A situação assumiu proporções dramáticas a partir de 2008, quando os preços alcançaram um pico histórico e quase duplicaram num período de três a quatro anos´, disse o diretor da FAO em Genebra, Abdessalam Ould Ahmed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ahmed acrescentou ainda que a situação atual é ´mais dramática´ porque o aumento dos preços dos alimentos ocorre no mesmo momento do agravamento da crise econômica internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para ele, a elevação dos preços é uma consequência, entre outros fatores, do aumento substancial da população mundial. ´Cada ano existem no mundo mais 80 milhões de bocas para alimentar´, disse Ahmed.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, a Lusa // Edição: Lílian Beraldo&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="fonte" style="font-size: 14px; font-style: italic; line-height: 22px; padding-top: 15px;"&gt;Agência Brasil&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-7795798677515912621?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/7795798677515912621/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/situacao-da-fome-no-mundo-e-alarmante-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/7795798677515912621'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/7795798677515912621'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/situacao-da-fome-no-mundo-e-alarmante-e.html' title='Situação da fome no mundo é alarmante e dramática, diz FAO'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-3193197675280889006</id><published>2011-10-18T14:54:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T15:00:12.671-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>‘Não deixa cair a profecia’ - TEOLOGIA</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_titulo" style="color: black; font-family: arial; font-size: 26px; text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-TO1tw8pTuGo/Tp324nd_2dI/AAAAAAAAARM/J77HjY7HijE/s1600/Igreja+D.+Pedro+Casald%25C3%25A1liga+por+S%25C3%25A9rgio+Lima+04.nov.2003.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/-TO1tw8pTuGo/Tp324nd_2dI/AAAAAAAAARM/J77HjY7HijE/s1600/Igreja+D.+Pedro+Casald%25C3%25A1liga+por+S%25C3%25A9rgio+Lima+04.nov.2003.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;‘Não deixa cair a profecia’&lt;/div&gt;&lt;div id="div_separador5" style="clear: both; height: 5px; text-align: justify; width: 635px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="div_line" style="border-bottom-color: rgb(204, 204, 204); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; clear: both; height: 5px; margin-bottom: 5px; text-align: justify; width: 635px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div id="div_separador5" style="clear: both; height: 5px; text-align: justify; width: 635px;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 12px; font-weight: bold;"&gt;Dom Pedro Casaldáliga&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_autor_desc" style="font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;Bispo Emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;Adital&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="color: black; font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mensagem de Dom Pedro Casaldáliga à Assembléia Geral do Cimi, enviada por vídeo e apresentada na abertura, na terça-feira, dia 4 de outubro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;"Reunida em assembleia geral, em tempos raríssimos, como dizia Santa Teresa, em tempos belos, que devem ser, simultaneamente, tempos de muito compromisso, de muita esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;Eu estava lendo, estes dias, o livro de Marcelo Barros, sobre Dom Helder Camara – Profeta para os nossos dias. Nos últimos dias de sua vida, Dom Helder falou para Marcelo: não deixa cair a profecia. Nós família do Cimi, os presentes na Assembleia, os espalhados por aí, devemos abrir os olhos, abrir o coração, e assumir a hora. Estamos convencidos de que não serão os governos de baixa democracia que resolverão os desafios maiores da maioria do nosso povo. Sabemos por experiência, que a causa indígena é uma causa que atrapalha. Os povos indígenas são inimigos do sistema. E das oligarquias sucessivas e os impérios sucessivos que agora são um macro-império volátil das grandes empresas, dos grandes bancos, que não podem falhar, porque falha a humanidade, parece.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;Sentimos que mesmo aproveitando as brechas que os governos atuais nos dão, a nossa luta é maior. Devemos insistir no trabalho de conscientização no meio dos povos indígenas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;[É preciso] recordar também que é um momento de tentação, de cooptação, de divisão. Recordar que as autarquias do Incra, da Funai, do IBAMA, são apenas instituições marginais dentro do sistema, que existem para dar aparência de uma dedicação, de um cuidado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;De fato, a política indígena não a favor dos próprios indígenas. A política agrária não é a favor do povo camponês. Sejamos conscientes. Sejamos críticos e autocríticos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;E mantenhamos a esperança. Pode falhar tudo. Menos a esperança. Estamos na tentação. Vontade às vezes dá de largar tudo. Quanto mais difícil o tempo, mais forte deve ser a esperança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;Na Romaria dos Mártires, celebrado agora em julho, recordávamos que fazer a memória dos mártires, é assumir as causas pelas quais eles deram a vida. É fazer memória de todos esses anos de Cimi, pelos quais tantos irmãos e irmãs, agentes de pastoral, agentes indigenistas, e os próprios índios, sobretudo, vêm lutando; vêm arriscando a vida; vêm dando a vida também.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;Recordamos que uma palavra testamentária de Jesus diz; "Façam isso em memória de mim.” Dêem a vida em memória de mim. Dêem a vida aos pobres, aos pequenos, aos povos indígenas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;Um grande abraço, e a paz subversiva do Evangelho”.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;Dom Pedro Casaldáliga, outubro 2011&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;&lt;div class="texto_texto" style="color: black; font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Fonte:Cimi].&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-3193197675280889006?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/3193197675280889006/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/nao-deixa-cair-profecia-teologia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3193197675280889006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3193197675280889006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/nao-deixa-cair-profecia-teologia.html' title='‘Não deixa cair a profecia’ - TEOLOGIA'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-TO1tw8pTuGo/Tp324nd_2dI/AAAAAAAAARM/J77HjY7HijE/s72-c/Igreja+D.+Pedro+Casald%25C3%25A1liga+por+S%25C3%25A9rgio+Lima+04.nov.2003.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-5053670470331116883</id><published>2011-10-18T14:51:00.000-07:00</published><updated>2011-10-18T14:51:27.328-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Artigos'/><title type='text'>A ilusão de uma economia verde</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_autor" style="font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-HuH2uuE8n3A/Tp30wKC4M5I/AAAAAAAAARE/8ZfLvgUIYNU/s1600/boff_60x60.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-HuH2uuE8n3A/Tp30wKC4M5I/AAAAAAAAARE/8ZfLvgUIYNU/s1600/boff_60x60.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor" style="font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor_desc" style="font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Teólogo, filósofo e escritor&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;Adital&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo o que fizermos para proteger o planeta vivo que é a Terra contra fatores que a tiraram de seu equilíbrio e provocaram, em consequência, o aquecimento global é válido e deve ser apoiado. Na verdade, a expressão "aquecimento global” esconde fenômenos como: secas prolongadas que dizimam safras de grãos, grandes inundações e vendavais, falta de água, erosão dos solos, fome, degradação daqueles 15 entre os 24 serviços, elencados pela Avaliação Ecossistêmica da Terra (ONU), responsáveis pela sustentabilidade do planeta (água, energia, solos, sementes, fibras etc.). A questão central nem é salvar a Terra. Ela se salva a si mesma e, se for preciso, nos expulsando de seu seio. Mas como nos salvamos a nós mesmos e a nossa civilização? Esta é real questão que a maioria dá de ombros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A produção de baixo de carbono, os produtos orgânicos, energia solar e eólica, a diminuição, o mais possível, de intervenção nos ritmos da natureza, a busca da reposição dos bens utilizados, a reciclagem, tudo que vem sob o nome de economia verde são os processos mais buscados e difundidos. E é recomendável que esse modo de produzir se imponha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mesmo assim não devemos nos iludir e perder o sentido crítico. Fala-se de economia verde para evitar a questão da sustentabilidade que se encontra em oposição ao atual modo de produção e consumo. Mas no fundo, trata-se de medidas dentro do mesmo paradigma de dominação da natureza. Não existe o verde e o não verde. Todos os produtos contem nas várias fases de sua produção, elementos tóxicos, danosos à saúde da Terra e da sociedade. Hoje pelo método da Análise do Ciclo de Vida podemos exibir e monitorar as complexas inter-relações entre as várias etapas, da extração, do transporte, da produção, do uso e do descarte de cada produto e seus impactos ambientais. Ai fica claro que o pretendido verde não é tão verde assim. O verde representa apenas uma etapa de todo um processo. A produção nunca é de todo ecoamigável.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tomemos como exemplo o etanol, dado como energia limpa e alternativa à energia fóssil e suja do petróleo. Ele é limpo somente na boca da bomba de abastecimento. Todo o processo de sua produção é altamente poluidor: os agrotóxicos aplicados ao solo, as queimadas, o transporte com grandes caminhões que emitem gases, as emissões das fábricas, os efluentes líquidos e o bagaço. Os pesticidas eliminam bactérias e expulsam as minhocas que são fundamentais para a regeneração os solos; elas só voltam depois de cinco anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para garantirmos uma produção, necessária à vida, que não estresse e degrade a natureza, precisamos mais do que a busca do verde. A crise é conceptual e não econômica. A relação para com a Terra tem que mudar. Somos parte de Gaia e por nossa atuação cuidadosa a tornamos mais consciente e com mais chance de assegurar sua vitalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para nos salvar não vejo outro caminho senão aquele apontado pela Carta da Terra:”o destino comum nos conclama a buscar um novo começo; isto requer uma mudança na mente e no coração; demanda um novo sentido de interdependência global e de responsabilidade universal”(final).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudança de mente significa um novo conceito de Terra como Gaia. Ela não nos pertence, mas ao conjunto dos ecossistemas que servem à totalidade da vida, regulando sua base biofísica e os climas. Ela criou toda a comunidade de vida e não apenas nós. Nós somos sua porção consciente e responsável. O trabalho mais pesado é feito pelos nossos parceiros invisíveis, verdadeiro proletariado natural, os microorganismos, as bactérias e fungos que são bilhões em cada colherada de chão. São eles que sustentam efetivamente a vida já há 3,8 bilhões de anos. Nossa relação para com a Terra deve ser como aquela com nossas mães: de respeito e gratidão. Devemos devolver, agradecidos, o que ela nos dá e manter sua capacidade vital.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mudança de coração significa que além da razão instrumental com a qual organizamos a produção, precisamos da razão cordial e sensível que se expressa pelo amor à Terra e pelo respeito a cada ser da criação porque é nosso companheiro na comunidade de vida e pelo sentimento de reciprocidade, de interdependência e de cuidado, pois essa é nossa missão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sem essa conversão não sairemos da miopia de uma economia verde. Só novas mentes e novos corações gestarão outro futuro.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-5053670470331116883?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/5053670470331116883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/ilusao-de-uma-economia-verde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/5053670470331116883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/5053670470331116883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/ilusao-de-uma-economia-verde.html' title='A ilusão de uma economia verde'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-HuH2uuE8n3A/Tp30wKC4M5I/AAAAAAAAARE/8ZfLvgUIYNU/s72-c/boff_60x60.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-6248773554195776744</id><published>2011-10-18T14:48:00.001-07:00</published><updated>2011-10-18T14:48:30.048-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Frente contra a Usina Suja se mobiliza contra termelétricas</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="texto_autor" style="font-size: 12px; font-weight: bold; text-align: justify;"&gt;Camila Queiroz&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_autor_desc" style="font-size: 11px; text-align: justify;"&gt;Jornalista da ADITAL&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;Adital&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_cidade" style="font-size: 11px; padding-top: 10px; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="texto_texto" style="font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Nordeste brasileiro, mais precisamente no estado de Pernambuco, organizações civis, professores, pesquisadores, estudantes e políticos criaram, no início do mês, a Frente contra a Usina Suja. A articulação tem o desafio de mobilizar a sociedade para barrar a maior usina termelétrica do mundo, Suape III, que será instalada no Porto de Suape, Região Metropolitana de Recife, entre os municípios de Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Militante do Movimento Ecossocialista de Pernambuco e professor de engenharia elétrica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Heitor Scalambrini destaca que a usina custará mais de 2,5 bilhões de reais e se soma a Suape II, já em construção. Os dois empreendimentos do Grupo Bertin terão, juntos, 1.832 MW de potência instalada, contudo, boa parte não funcionará, ficando na "reserva”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"O Comitê de monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) estava avaliando se os projetos termelétricos da Bertin terão ou não condições de entrar em operação, o que não afetaria o fornecimento elétrico, pois existe uma sobra de energia no sistema, da ordem de 5000 a 6000 MW médios. Portanto usar o argumento que esta usina é importante para atender ao consumo de energia não é verdade, pois não existe falta de energia que poderia gerar um apagão. Se existir o apagão é por outros motivos”, sublinha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outra crítica grave ao empreendimento relaciona-se ao óleo combustível bastante poluente utilizado para produzir energia elétrica. "Os gases emitidos são muito perigosos à saúde das pessoas, e também agridem o meio ambiente, emitindo além de gases de efeito estufa, que permite o aquecimento da temperatura média da terra, gases que provocam a chuva ácida”, alerta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De fato, os perigos do óleo combustível são reconhecidos oficialmente, na Ficha de Informação de Segurança de Produto Químico (Fispq). "Líquido e vapores inflamáveis. Causa irritação moderada à pele. Suspeito de causar câncer. Pode causar irritação respiratória (irritação da área respiratória). Pode causar sonolência e vertigem (efeitos narcóticos). Pode ser nocivo em caso de ingestão e por penetração das vias respiratórias. Este produto contém gás sulfídrico, extremamente inflamável e tóxico”, diz o documento, emitido pela BR Distribuidora do Grupo Petrobras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas ameaças afetarão a população local de maneira ampliada: diariamente, a usina consumirá 8 mil toneladas de óleo combustível e emitirá 30 mil toneladas de CO2 para produzir 1.452 MW de potência. Além disso, jogará na atmosfera outros gases de efeitos nocivos bastante conhecidos – dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, responsáveis pela chuva ácida; enxofre; hidrocarbonetos; amônia; mercúrio; e também particulados, partículas finas que ficam suspensas e causam problemas respiratórios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ponto que causa indignação aos militantes da Frente é o fato de o Brasil possuir uma das legislações ambientais mais avançadas, porém, sem efetivo cumprimento. "(...) lamentavelmente não é cumprida. E aqui em Recife, em particular, existe uma frouxidão enorme dos órgãos responsáveis, que se submetem aos interesses do poder executivo”, frisa o professor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ele comenta que o desrespeito ao meio ambiente e à legislação é mais amplo que a instalação da termelétrica, estendendo-se ao desmatamento do pouco que sobrou da Mata Atlântica e de manguezais, com a desculpa do "progresso”. "E tudo isto ocorre sem o mínimo de discussão com a sociedade. Alegam que esta discussão ocorre nas Audiências Públicas, cujo formato é uma mera encenação, simples formalismo para atender a legislação vigente”, denunciam, acrescentando que há falhas na análise de Estudos de Impacto Ambiental (EIA) e posterior concessão de licenças para instalação e construção dos empreendimentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ações&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica; font-size: 14px; line-height: 20px;"&gt;AFrente contra a Usina Suja pretende realizar debates em rádios e TVs locais, além de lançar um cordel explicando as desvantagens da energia suja. Por sua vez, deputados estaduais e vereadores já solicitaram audiências públicas para debater o assunto, e foi protocolada uma ação contra a instalação do empreendimento.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; font-family: tahoma, arial, verdana, helvetica;"&gt;&lt;div class="texto_texto" style="font-size: 14px; line-height: 20px; text-align: left;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para explicar aos moradores dos municípios de Jatobá, Floresta, Itacuruba e Belém de São Francisco os riscos da usina, o Movimento Ecossocialista de Pernambuco realizará a Caravana Antinuclear, entre os dias 28 e 31 deste mês. Haverá a exposição de fotografia&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mãos de Césio&lt;/span&gt;, debates, feira de ciências com protótipos de aproveitamento da energia solar e energia eólica, apresentação da peça&amp;nbsp;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Bicho Homem&lt;/span&gt;, cantadores e outras atividades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A agenda completa pode ser consultada em&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.mespe.com.br/page/caravana-anti-nuclear"&gt;http://www.mespe.com.br/page/caravana-anti-nuclea&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-6248773554195776744?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/6248773554195776744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/frente-contra-usina-suja-se-mobiliza.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/6248773554195776744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/6248773554195776744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/frente-contra-usina-suja-se-mobiliza.html' title='Frente contra a Usina Suja se mobiliza contra termelétricas'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-4970562806276575763</id><published>2011-10-13T15:03:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T15:21:01.743-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Fidel Castro: o ocaso de um mito</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/fidelCapaInterna.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; line-height: 22px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="inicioFidel" style="line-height: 22px; width: 703px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 18px; font-weight: bold;"&gt;D&lt;/span&gt;&lt;em&gt;epois de quase 50 anos no poder, o líder cubano (fotos acima) retira-se da vida política do país afirmando: “A história me absolverá”.&lt;/em&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="width: 703px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; line-height: 22px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;strong style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Por Marco Lacerda&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="width: 703px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Fidel Alejandro Castro Ruz, nascido na província cubana de Holguin, é um revolucionário comunista, primeiro presidente do Conselho de Estado da República de Cuba. Até 2006 foi primeiro-secretário do Comitê Central do Partido Comunista do país. Em 19 de fevereiro de 2008, Castro anunciou que não se recandidataria ao cargo de presidente de Cuba, cinco dias antes do fim de seu mandato.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="width: 703px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Fidel nunca foi eleito através de eleições diretas, não permitiu a criação de partidos de oposição, nem liberdade de imprensa (Cuba é considerado um dos países com menor liberdade de imprensa do mundo) durante o período em que foi líder do regime ditatorial cubano. Seu governo foi e continua sendo amplamente criticado pela comunidade internacional por violações aos direitos humanos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="width: 703px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Líder e secretário-geral do partido desde sua fundação, em 1965, em 19 de abril de 2011 foi substituído por seu irmão, Raúl Castro, retirando-se oficialmente da vida política do país. Em depoimentos exclusivos para o Dom Total, vozes importantes e expressivas da vida política e cultural do Brasil falam sobre o declínio deste que foi um dos maiores líderes e um dos grandes mitos século 20.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="width: 703px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;strong style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Confira os depoimentos:&lt;/strong&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div style="text-align: justify; width: 703px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/eduardoSuplicy.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;EDUARDO SUPLICY, SENADOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fidel Castro despertou uma grande esperança no mundo com a revolução cubana, nos anos 60. Mas para implantar o socialismo ele se equivocou ao supor que era preciso suprimir as liberdades de expressão, de imprensa e até de comportamento. Assim, deixou de lado um aspecto fundamental na construção de uma nova sociedade – a democracia. É preciso, no momento em que uma tímida abertura ocorre na ilha, que Cuba dê sinais claros de suas intenções para que seja possível, entre outras coisas, a suspensão do bloqueio econômico ao país pelos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A meu ver, um gesto cubano que certamente teria repercussão internacional no momento, seria a concessão, pelas autoridades, de liberdade à jornalista Yoani Sánchez – autora do blog “Generación Y”, contemplada em 2008 com o Prêmio Ortega y Gasset, a maior láurea do jornalismo espanhol – para que ela viaje pelo mundo divulgando suas idéias, o que de forma alguma representaria uma ameaça ao regime implantado por Fidel. Escrevi uma carta aberta ao comandante, pedindo-lhe permissão para Yoani Sánchez vir ao Brasil para o lançamento do seu livro, “De Cuba com carinho”, recém-publicado aqui. Mas foi em vão. Ela era esperada para uma noite de autógrafos na livraria Cultura de São Paulo, mas na última hora foi proibida de deixar o país. O que vimos foi apenas uma mensagem da escritora gravada em vídeo. Lamentável. "&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/sarney.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;JOSÉ SARNEY, PRESIDENTE DO SENADO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fidel é uma legenda, personalidade mítica que em companhia de Guevara, Camilo Cienfuegos e outros jovens, na epopéia do Granma, encheu o imaginário sobretudo da juventude da América Latina e depois espalhou-se pelo mundo. Era 1958. O mundo mudou e com ele a legenda. Do ocaso encarregou-se o tempo e o fim das ideologias. Como todo revolucionário radical, Fidel aderiu a Lenin na pregação do terror para consolidar-se. É o tempo do paredão e da repressão. Por outro lado, semeou a utopia da igualdade, da soberania, da contestação ao imperialismo e semeou o idealismo de uma América Latina libertária. A História guardará sua imagem como um dos heróis da América Espanhola, ao lado de Bolívar e San Martin."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;strong&gt;JOÃO B. LIBÂNIO, TEÓLOGO E ESCRITOR JESUÍTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A grandeza de um personagem histórico se mede pelo conjunto de seu agir. A vida humana descreve a linha biológica ascendente e descendente da qual ninguém escapa. E na descida biológica, fragilidades se associam. Assim, ao olharmos para o ancião Fidel Castro, vem-nos ao pensamento a imensa importância que ele teve na América Latina e no mundo nos anos seguidos à Revolução Cubana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôs em termos claros a ambigüidade enganadora da trajetória do capitalismo, de forte influência americana, em nosso Continente, pagando, junto com o seu povo, alto preço por semelhante ousadia. Mostrou grandeza ao retirar-se já alquebrado. As ondas atuais não favorecem a sua história. E em todo regime forte, há sombras e essas hoje são trazidas a público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história, com o decorrer do tempo, irá alcançando melhor equilíbrio a respeito de Fidel. Desfará os mitos e chegará mais perto da verdade da sua figura histórica à medida que tiver acesso a documentos até então desconhecidos. Ainda imerso nesse momento confuso de mito e ódios ideológicos, ouso pensar que Fidel nos deixa legado importante de crítica a um sistema que hoje tem manifestado ainda mais fortemente suas fraquezas e perversidades”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/miguel.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;MIGUEL SIRGADO, EXILADO CUBANO, EDITOR DA REVISTA PEOPLE DE NOVA YORK&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“ Uma das maiores desgraças do poder que se perpetua é que, com sua permanência obstinada, destrói qualquer indício das boas intenções que talvez houvessem no começo – se é que haviam. É o caso de Fidel Castro que, depois de 50 anos no poder (nos últimos 10, mais como figura totêmica do que como um líder propriamente), deixou um legado de desastre econômico, político e social de magnitude ainda incalculável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como resultado da sua insolência como ditador, Fidel fez desaparecer a sociedade civil cubana e organizou as estruturas de poder de maneira tal que o presente e o futuro de Cuba dependem do destino de um único indivíduo: ele. O resultado é que qualquer reforma de um ou de todos os ordenamento políticos da ilha ainda estão por ser vistos, porque dependem da extinção física de Fidel Castro”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;strong&gt;FREI BETTO, TEÓLOGO E ESCRITOR DOMINICANO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não vejo ocaso em Fidel. Aos 85 anos é claro que ele não tem o vigor dos 30 ou 40, mas continua lúcido, escreve inúmeros artigos, influi nas políticas latino-americanas e internacionais, recebe personalidades etc. Portanto, não sei como ver nisso ocaso. Queira Deus que cheguemos aos 85 com a mesma lucidez e capacidade de trabalho”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/bmoser.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;BENJAMIN MOSER, BIÓGRAFO E COMENTARISTA DO THE NEW YORK TIMES&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fidel Castro de fato é um mito, como o seria qualquer pessoa que conseguisse apoderar-se de toda uma nação durante meio século. É também verdade que conseguiu fazer de Cuba uma potência mundial – o que equivale a fazer do Paraguai um país importante. Além disso, não vejo nenhum bem naquele "señor", como os cubanos o chamam por medo de pronunciar seu nome. O que mais me impressionou em Cuba foi a paisagem de ruínas que é a capital. Não há outra cidade na América Latina, com a única exceção de Buenos Aires, que testemunhe, na arquitetura, tamanha defunta prosperidade. É tudo caído em ruínas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diria também que o Museu Nacional de Cuba é o museu de arte nacional mais impressionante do continente. Nem o imenso Brasil, nem o milenar México, têm artistas de tão grande talento. Na literatura, na música, vê-se também um povo de inacreditável talento. Mas veja como vive esse povo, que não tem nem o direito a um passaporte. Uma cubana me disse que a diferença entre o pobre e a classe média é que a classe média come duas vezes por dia. Sei que, como norte-americano, o que eu disser de Cuba será sempre suspeito na América Latina. Mas tenho convicção de que aquele povo vive numa miséria escolhida por um homem que botou toda uma nação na cadeia”&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/lanceloti.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;SÍLVIO LANCELLOTTI, COMENTARISTA DA ESPN BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Do Comandante Fidel eu guardo duas imagens indeléveis. Ele a grelhar lagostas magníficas, pra jornalistas estrangeiros em visita a Cuba, no comecinho da década de 80. E ele, na premiação do Basquete Feminino, nos Jogos Panamericanos de Havana, quando o Brasil conquistou o ouro. Fidel pediu à Magic Paula que se virasse e, diante do número na camiseta da garota genial, extraordinária naquela decisão, fez um gesto de quem dizia: "Não, pra esta eu não vou dar medalha nenhuma". Foram duas situações em que prevaleceram o humor e o carisma de quem não chega a um declínio e nem a um ocaso. Em ambas, eu não estive diante do líder político ou do ditador. Meramente, diante de um homem fantástico”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/clovis.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;CLOVIS ROSSI, FOLHA DE S. PAULO, COLUNISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O drama de Fidel é que o modelo que ele encarnava, o chamado "socialismo real", morreu política e ideologicamente antes que a morte física colhesse o próprio líder. Talvez por isso, o mito certamente sobreviverá, mas o modelo está esgotado”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 400px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/coen.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;MONJA COEN, PRIMAZ DO TEMPLO ZEN BRASIL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Declínio? Ocaso? Tudo que começa inevitavelmente termina. Fidel Castro tem tido uma vida plena. Foi capaz de manter-se fiel (fidel de fidelidade) aos seu ideais e propósitos. Conseguiu, com sangue e violência, transformar Cuba em um país comunista. Fez discursos tão longos que as pessoas podiam acordar e voltar a dormir e acordar novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei pouco de Fidel Castro. Lembro-me dele jovem ainda, fumando charutos e sorrindo, vestido como um militar. O estabelecimento de um governo totalitário. Seus cabelos ficando grisalhos, seus discursos ficando longos. Seus cabelos embranquecendo, seus discursos sempre longos. Seus cabelos começando a cair e seus discursos finalmente se tornaram mais curtos. Ainda um exemplo para aqueles que acreditam no bem da vida comunitária, no compartilhamento, na erradicação da pobreza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, Fidel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você fez a sua parte. Como será depois de sua despedida? Ninguém sabe. Enquanto isso, aprecie a vida e se arrependa de todos os crimes cometidos em nome da liberdade e do bem. Que os espíritos dos que morreram nas prisões, nas torturas, estejam em paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que aqueles que fugiram para outros países e mantêm rancor e ódio, possam voltar seus corações para a ternura, a compreensão, a tranquilidade. Que a paz prevaleça na Terra. Que as transformações sejam feitas através do diálogo e da cooperação. Que sua vida e sua morte sejam abençoadas pelo bem produzido e lamentada pelo mal causado. Como você será lembrado pela história daqui a mil anos? Não sei. Haverá história? Haverá mil anos”?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/vania.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;VÂNIA TOLEDO, FOTÓGRAFA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não sou fã de Fidel, nunca fui. Ele era para mim o amigo do Che Guevara. Será que é uma visão romântica feminina? Pode ser. O fato é que minha simpatia por Cuba é pelos cubanos, massacrados e aprisionados por uma ditadura sem fim.Tirando alguma coisa boa, como o tratamento dentário, seu pseudo-socialismo, transformado em fidelismo, é uma traição aos direitos humanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Homens, mulheres, gays submetidos por ele a uma revolução, inexistente a meu ver, como política universal, sempre foi apenas dele e agora, do irmão. Sua proximidade com os russos, seu distanciamento de qualquer traço democrático, social ou político são inaceitáveis. Só mesmo nossa esquerda saudosista pode achar graça nessa figura barbada antiga e ultrapassada historicamente, com seu eterno abrigo Adidas. Fala sério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo de hoje, em pleno século 21, onde as preocupações com o planeta, sustentabilidade, fome, terrorismo, com problemas econômicos quase insolúveis, vejo Fidel como um passado distante. Gracias a la vida”!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/juca.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;JUCA KFOURI, JORNALISTA E COLUNISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao contrário do Pelé, o comandante não soube parar. E de libertário que era e simbolizava, virou um ditador quase ridículo, daqueles das republiquetas de bananas”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/luis.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;LUÍS GIFFONI, ESCRITOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Humildade não faz mal a ninguém. Nada de se achar eterno ou insubstituível. Os homens passam, as ideias passam, os deuses passam. Destinos de milhões não podem ficar atrelados à vontade de um ou de alguns poucos. Como disse Churchill, a democracia é o pior dos regimes, exceto todos os outros.&lt;br /&gt;Fidel Castro cometeu um grande erro ao se apegar demais ao poder. Sim, fez uma revolução. Sim, foi heroi em seu país e para toda uma geração ao redor do globo. Sim, no início melhorou a vida de seu povo. Sim, trouxe esperança, muita esperança. Mas teria ele o direito de sacrificar seus conterrâneos quando, na crise dos mísseis, incentivou Kruschev a peitar os Estados Unidos a ponto de aceitar que bombas atômicas fossem jogadas em Cuba?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teria ele o direito de se julgar única cabeça pensante no país e dificultar a formação de novos líderes? Teria ele o direito de manter na marra uma ideologia que produzia mais ruindades que bondades? O socialismo em Cuba, graças ao excesso de húbris por parte de Fidel, nasceu e morreu com ele. Em bom mineirês, cumpadi deu, cumpadi comeu”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/eduardo.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;EDUARDO BUENO, ESCRITOR E HISTORIADOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A imagem retumbante de Fidel, barbudo, cabelos a emoldurarem hirsutos o rosto anguloso, de quepe, empunhando o fuzil em meio ao emaranhado de espinhos e lianas da Sierra Maestra, em marcha rumo ao topo, com feixes de luz escoando por entre as frestas da floresta, de imediato lhe converteu numa espécie de ícone russo: o santo protetor dos rebeldes do mundo, o patrono das armas dos revolucionários de todos os tempos e de todos os quadrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, ele marchava para derrubar o engomado Fulgêncio Batista, presidente-patife da jogatina, das prostitutas, da Máfia, da podridão política e da subserviência econômica ao ritmo do rum e da rumba. A entrada de Fidel e sua gangue em Havana pareceu, portanto, a conquista do Olimpo: era como se aos "fracos e oprimidos" tivesse enfim sido concedido o reino dos céus – só que aqui mesmo, na Terra. Mas, logo em seguida, sobreveio o dilúvio que transformaria Fidel, primeiro aos poucos e depois com a rapidez de uma paixão ébria, num tiranete caribenho, o avesso do avesso daquele tipo de ditador contra o qual ele lutara com tanto fragor e encanto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fidel dos discursos de onze horas, latinas bravatas, latidos afogando em perdigotos seus seguidores-zumbis; Fidel prendendo, exilando, fuzilando; Fidel naufragando na economia, na politica e na decência. Ok, a pesada sombra soviética e o rancoroso bloqueio norte-americano ajudaram a piorar tudo, mas o fato é que mais de meio século de Fidel no poder, ao fim e ao cabo, desvelam, com didática clareza, que a pequena porção "médico" sempre acaba engolida pela imensa porção "monstro" de todo aquele que toma o poder pela força das armas. Ainda mais se a luta tiver sido travada nos tristes trópicos”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/fernao.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;FERNÃO LARA MESQUITA, O ESTADO DE S. PAULO, DIRETOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Mito é a palavra perfeita para ele. Líder, Fidel foi antes do poder. Depois de prová-lo, transformou-se na mais indiscutível prova viva da máxima de lord Acton: "O poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidel "tornou-se comunista" porque enxergou numa aliança com a União Soviética no quintal dos Estados Unidos a maneira mais fácil de negar a democracia prometida e perenizar-se no poder num mundo conflagrado pela ideologia. Proverbialmente, as primeiras vitimas dessa "virada" faustiana foram os companheiros dos tempos em que foi líder. Passá-los, um a um, pelo "paredón" foi uma forma de garantir que o passado não voltasse para cobrar-lhe o presente. O resto não foi culpa dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O endeusamento à revelia dos crimes cometidos – iguais aos que continua praticando sob aplausos cada vez mais escassos, como os de Lula que tem em comum com ele a desenfreada paixão pelo poder – foi manifestação de um mundo acometido da "doença infantil do socialismo" de que falava Lenin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A humanidade parece mais seca sem utopias. Mas essa maturidade que requer mais suor e gera menos poesia também custa bem menos lágrimas e sangue. É preciso muito mais coragem para viver como o que somos do que para colocar-se confortavelmente à margem e ficar atirando em quem tem peito para enfrentar a barra sem armas nas mãos."&lt;/div&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;strong&gt;CARLOS ÁVILA, POETA E ESCRITOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A meu ver, o ocaso de Fidel é, de certa maneira, o ocaso de Cuba enquanto“modelo” de socialismo real. A revolução que foi um signo político novo em meados do século passado (chamando a atenção do mundo e de intelectuais de peso como Sartre), degenerou em burocracia, autoritarismo neo-stalinista, censura à imprensa e violação dos direitos humanos. Apesar das alardeadas conquistas nas áreas da saúde e da educação. Acompanho a posição crítica de escritores como Octavio Paz, Cabrera Infante e Vargas Llosa em relação a Cuba - o que não significa adesão ao desumano (e excludente) sistema capitalista. Cuba perdeu o “trem da história” com retóricas ideológico-saudosistas. Hoje, a verdadeira revolução está no mundo sem fronteiras criado a partir da internet e de suas derivações. Mas a jovem blogueira cubana Yoani Sánchez continua interditada na ilha”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/fernando.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;FERNANDO FABBRINI, CRONISTA&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Cubanita era uma mocinha linda, que levava uma vida terrível nas garras de cafetões de gravata preta e ditadores barrigudos. Numa noite de Ano Novo, ela viu descer das montanhas um jovem barbudo chamado Fidelón. Ele a tomou nos braços com volúpia e, armado até os dentes, despachou para Miami os safados que a exploravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fidelón prometeu a ela muita liberdade e uma vida feliz. Mas, com o tempo, Cubanita percebeu que seu marido era um homem ciumento e dominador. Ele não deixava Cubanita viajar, ter amigas, fazer compras, ler, conversar com os vizinhos – enfim, essas coisas de mulher. Fidelón exigia que Cubanita só tivesse olhos para ele, obrigando-a a concordar com tudo que ele dizia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se sentia ameaçado, Fidelón dava uns tabefes na pobrezinha e prendia-a no porão de casa. Sozinha, ouvindo boleros num velho rádio de pilha, sem TV nem internet, Cubanita sofreu demais. Foi assim o caso. Hoje, velhinho, senil e vivendo de suas lembranças, Fidelón nem procura mais a esposa. Porém, Cubanita virou uma coroa bonitona e muito experiente. No seu coração ainda romântico ela guarda desejos secretos, sonhando poder fazer o que lhe der na telha. E espera, enquanto lixa as belas unhas, que a roda da vida lhe traga dias mais felizes e – quem sabe?- homens jovens, divertidos. Ah, sim: que sejam também perfumados, de barba feita e que não fedam a charuto – por via das dúvidas”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/lucas.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;LUCAS FIGUEIEREDO, JORNALISTA E ESCRITOR&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Fidel mudou a história. Mas, depois, não soube ou não quis deixar que a história o transformasse. Com isso, acabou por perder o bonde da história, ficou no passado. Fidel livrou Cuba de gângsteres que governavam e mandavam no país, universalizou a educação e a saúde na ilha, mostrou que, abaixo do Rio Grande, era possível resistir ao expansionismo norte-americano. Esses feitos, porém, empalidecem diante da falta de liberdade que ele patrocinou."&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;strong&gt;DOMINGOS GIROLETTI, CIENTISTA POLÍTICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O declínio de Fidel Castro explica-se por um conjunto de fatores que se somam. O primeiro foi a queda do Muro de Berlim em 1990 e o fim da União Soviética em 1991. Os dois episódios indicam que o modelo de desenvolvimento do socialismo real havia se esgotado. São três os agentes do desenvolvimento: o Estado, o Mercado e a Sociedade. O modelo soviético esgotou-se porque concentrou tudo no Estado e procurou eliminar o Mercado e menosprezou a participação da sociedade, da comunidade e do indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, com o fim da URSS, Cuba, um país pequeno, perdeu a ajuda soviética, especialmente o envio de petróleo subfaturado, trocado por açúcar cubano superfaturado. Hoje, quem provê petróleo para Cuba é a Venezuela de Hugo Chávez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, Cuba tornou-se um país burocrático e de funcionários públicos, pouco eficiente e sem inovação. Nem a cultura do açúcar se modernizou. O que sustenta Cuba na atualidade é o turismo que foi desenvolvido com grande ajuda da Espanha. Há um mercado paralelo muito grande. As últimas reformas de Raul Castro significam a reintrodução da economia de mercado na Ilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quarto lugar, deve-se mencionar o embargo americano que continua sendo um fator de declínio de Cuba e junto com Cuba vem o declínio de seu grande comandante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quinto lugar, neste mundo globalizado e muito voltado para o consumismo, a revolução e o socialismo perderam o grande encanto que possuíam nos anos 1960 e 1970, quando a América Latina era comandado por regimes militares de direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sexto lugar, a democracia tornou-se um valor universal e com ela os direitos humanos. Em Cuba, não há uma democracia. É um estado autoritário, de partido único e com presos políticos. Na onda da democratização da “primavera árabe”, sobram poucos lugares para regimes autocráticos. A abertura econômica cubana já representa isto e será acompanhada por regime democrático. Essas mudanças internas e externas, somadas à sua debilidade física aceleram o declínio político de de Fidel Castro em Cuba e de sua liderança no mundo”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/walterNavarro.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;WALTER NAVARRO, CRONISTA, O TEMPO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Dez linhas para um enorme Fidel não é para principiantes. Duas coisas sempre o caracterizaram: a barba e o uniforme. Dois símbolos de rebeldia, de utopia e de certo romantismo, que já tive aos 20 e poucos anos; uma ideia de liberdade, enfim. “Em que Brahmas em que brumas”, Fidel se perdeu? A barba, agora grisalha, continua. O uniforme, ironicamente, às vezes dá lugar à uma blusa da imperialista Nike, o que soa um pouco ridículo. Rebeldia, utopia, romantismo, liberdade também. Ficaram grisalhos, envelheceram, desbotaram; perderam o verde, o viço; morreram. O mal tem esta vantagem sobre o bem: não envelhece. Uma música francesa compara a Torre Eiffel às mulheres e diz que a primeira pelo menos é fiel. Fidel foi fiel ao horror. Sua pequenez vai ficar como uma Guernica tropical e, enfim, cabe em pobres dez linhas”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div id="total" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;div id="img" style="float: left; font-size: 14px; height: 200px; line-height: 22px; padding-right: 15px; width: 200px;"&gt;&lt;img alt="" src="http://www.domtotal.com/img/fidel/adolfo3.jpg" style="border-bottom-style: none; border-color: initial; border-left-style: none; border-right-style: none; border-top-style: none; border-width: initial;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;CELSO ADOLFO, MÚSICO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“49 anos de poder não bastaram a Fidel e à sua ideia de justiça entre os homens. Fim da Guerra fria, Muro de Berlim no chão, 11 de Setembro no Chile e em New York, terrorismos religiosos e os mal disfarçados, Bin Laden morto e nada de Fidel refazer o seu ponto de vista. Fidel é intransigente e não gosta de inimigos políticos, e não gostamos disso. Entretanto, sabemos que a liberdade sempre esteve sujeita aos humores de quem pode mandar nela, seja nas democracias capitalistas, seja no que era e no que restou do comunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer dos anos 60, Fidel e os EUA não mudariam suas posições. Já nos anos 80, com muita sorte e profundos cortes nas convicções, alguma coisa poderia ter mudado para os cubanos, mas desde que Fidel baixasse a sua guarda revolucionária. Americanos e demais capitalistas jamais disporiam de suas verdades. E Fidel ficou com a pecha de intransigente e atrasado. Ficou intransigente, atrasou e complicou Cuba. Sendo ainda uma sombra sobre o governo do seu irmão Raul, as convicções de Fidel pesam mais que os mamutes capitalistas que foram e são o seu tormento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por mais convulsionadas que sejam as relações entre os povos, em algum momento alcançaríamos uma combinação que permitisse a Cuba o direito de ser o que quisesse, como ela teria que admitir que o capitalismo fosse o que quisesse? Comunistas e meio-capitalistas, os cubanos se veriam em melhor situação material? Cuba terá que esperar e chorar muito a morte de Fidel, para que, a seguir, as ditas vantagens do capitalismo invadam o seu território e garantam a seu povo futuro melhor que o proposto em 1959 por Fidel, Che e seus camaradas. No mais, ecoarão no esquecimento as frases de Fidel. Mas uma delas seguirá nos tirando o sono: "Esta noite milhões de crianças dormirão nas ruas, mas nenhuma delas é cubana".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;center style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;strong&gt;M&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;arco Lacerda é jornalista, escritor e Editor Especial do DomTotal&lt;/em&gt;&lt;/center&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-4970562806276575763?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/4970562806276575763/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/fidel-castro-o-ocaso-de-um-mito.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/4970562806276575763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/4970562806276575763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/fidel-castro-o-ocaso-de-um-mito.html' title='Fidel Castro: o ocaso de um mito'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4885605735246267915.post-3229738046181031406</id><published>2011-10-13T14:59:00.000-07:00</published><updated>2011-10-13T14:59:48.432-07:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Notícias'/><title type='text'>Reação alérgica faz jovem de 26 ficar com aparência de 70</title><content type='html'>&lt;div dir="ltr" style="text-align: left;" trbidi="on"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SlNKCYNaoww/TpdfPnJLweI/AAAAAAAAAQw/XOY7VJqP0BY/s1600/374947_74494.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="198" src="http://1.bp.blogspot.com/-SlNKCYNaoww/TpdfPnJLweI/AAAAAAAAAQw/XOY7VJqP0BY/s320/374947_74494.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Uma reação alérgica fez a vietnamita Nguyen Thi Phuong, de 26 anos, ficar com aparência de uma idosa de 70 anos. Segundo os jornais locais "Petro Times" e "Tien Phong", o fato ocorreu em 2008 e, desde então, a pele do rosto, pescoço e mãos de Phuong enrugaram.&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Nguyen Thi Phuong diz que o envelhecimento precoce teve início depois de comer frutos do mar. Em razão de uma alergia, ela teve erupções pruriginosas no rosto. Para aliviar os sintomas, tomou alguns medicamentos.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="corpo" style="padding-top: 15px;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white; color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; line-height: 22px;"&gt;Os remédios não surtiram efeito e provocaram um inchaço de seu rosto e apareceram urticárias no local. Depois que a história ganhou destaques na imprensa, a vietnamita começou a ser tratada por especialistas da cidade de Ho Chi Minh. Os médicos estão realizando exames, mas ainda não sabem o que provocou o processo de envelhecimento da pele da jovem.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="background-color: white;"&gt;&lt;div class="fonte" style="color: #333333; font-family: Arial, Verdana; font-size: 14px; font-style: italic; line-height: 22px; padding-top: 15px; text-align: justify;"&gt;Redação DomTotal&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4885605735246267915-3229738046181031406?l=presentesol.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://presentesol.blogspot.com/feeds/3229738046181031406/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/reacao-alergica-faz-jovem-de-26-ficar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3229738046181031406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4885605735246267915/posts/default/3229738046181031406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://presentesol.blogspot.com/2011/10/reacao-alergica-faz-jovem-de-26-ficar.html' title='Reação alérgica faz jovem de 26 ficar com aparência de 70'/><author><name>Presente Sol</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15011474641330345790</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-SlNKCYNaoww/TpdfPnJLweI/AAAAAAAAAQw/XOY7VJqP0BY/s72-c/374947_74494.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
